Até Sexta-Feira a Bloom vai estar no Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, no cimo da Rua de Horta e Costa. Livros para todos os gostos e de todos os feitios, cheios de cores e sabores.
Amanhã vamos ter algumas Receitas Nojentas, que nos esquecemos de levar no primeiro dia. Não perca! ;-p
Pode também vir à Bloom onde temos a nossa secção para os mais pequenos a brilhar.
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Days are getting better at Bloom: we're giving books away. We have all sort of people coming. They enter, they smile, they talk with us, they stay. They linger. We become friends. Us and the friends of Bloom. They take our books home. They read them, they show them to the loved ones. They read them aloud and they smile again and, somehow, they remember our existence. That we live. That we are in Macau.
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Romancista e crítico francês, Marcel Proust nasceu a 10 de Julho de 1871 em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de Novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces.
Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la Recherche du Temps Perdu (Em Busca do Tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo. Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou les Plaisirs et les jours uma colecção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas le Banquet e la Revue Blanche. A revista le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajectória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário. A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. Através da reflexão que desenvolve obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A La Recherche du Temps Perdu. Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "le Figaro" os primeiros extractos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Excepção na narrativa, Un Amour de Swann é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela.
A la Recherche du Temps Perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projecta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original. Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et Mélanges.
Os sete volumes desta obra-prima literária foram publicados pela Relógio d'Água, numa muito aguardada tradução do poeta e ensaísta Pedro Támen.
Todo este percurso de descoberta do sentido do mundo, ao longo das suas 3000 páginas, pode agora ser desfolhado na BLOOM.
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A tua pele é da cor do interior das igrejas
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Perry Blake é um dos maiores cantores e compositores contemporâneos. Dizemo-lo porque o sabemos verdade, porque em cada uma das suas lindas canções de amor há um olhar novo sobre a música popular, um reescrever de formas e de parecenças que nos parecem atirar para um mundo absolutamente único. Desde o seu homónimo albúm que se instituiu na música popular com um particular culto de uma imensa minoria em terras lusas e no mundo. Regressa em 2005, com mais um fabuloso conjunto de canções. Pelo meio deixou-nos à beira da mais profunda melancolia com Still Life, redimensionou as canções dos primeiros discos num brilhante registo ao vivo, fez-nos felizes com o ritmo up beat do magistral California e revisitou a matéria dada com Songs For Someone.
Neste livro lêem-se versos quer em português, quer em inglês, cantando cada um deles e esperando que novas páginas cheguem para que um dia se aumentem ainda mais These Pretty Love Songs.
Perry Blake faz parte da secção de Música em Palavras presente no escaparate da Bloom. De lá os ecos de melodias belas soam todos os dias. Como o mistério que envolve a presença dos pássaros:
Voltar para casaThese Pretty Love Songs / Estas Lindas Canções de Amor, de Perry Blake
Vou voltar para casa
Não te escondas mais
Não vivas o sonho dos outros
Não mintas mais
Não vivas o sonho dos outros
Eu não quero morrer
A viver o sonho dos outros
Voltar para casa
Vou voltar para casa
Não tentes
Viver no sonho dos outros
Não queiras morrer
A viver o sonho dos outros
Voltar para casa
Vou voltar para casa
de "Canções Para Alguém"
EDIÇÕES QUASI - VILA NOVA DE FAMALICÃO - 2005
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Basil Pao, author of China Revealed, featured last Sunday - June 17th, South China Morning Post Magazine.
The book was a result of Basil's travellings throughout China, in the search and discovery of his own roots:
China, a country of 1.3 billion people in the grip of an industrial revolution absorbing a large part of the world's resources, was until relatively recently a closed book to most in the West. With the advent of the Olympic Games in Beijing more and more people will visit this vast country and with that in mind the Hong-Kong based, internationally celebrated photographer and writer Basil Pao determined to travel through every province of China, recording history and landscape, people and places, to give a comprehensive snapshot of China today. By turns lyrical and
exquisite, stark and brutal, his informative text and powerful photographs show a country in transition. A country whose four thousand years of cultural history are being rediscovered, and where new urban wealth and rural poverty coexist uneasily as a new regime tackles a legacy of corruption, of anarchy under Mao's cultural revolution and repression in its aftermath. CHINA REVEALED is a profoundly important and visually stunning record of one of the most powerful nations on earth.A book that you may discover @ Bloom!
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Este é um livro lindo que vem de dentro da Terra, de dentro do País e da mão do Homem.
"Os Comeres dos Ganhões - Memória de Outros Sabores", por Aníbal Falcato Alves, da Campo das Letras, é um saboroso inventário da comida dos criados de lavoura ou mondadores dos campos alentejanos, e que constitui um repositório indispensável para conhecer a comida dos trabalhadores agrícolas em tempos de penúria. É a comida de quem trabalha a terra em condições sempre adversas e, para resistir, recorre à imaginação usando as ervas, as plantas, a batata, o pão e as gorduras e proteínas em escassa quantidade.
A comida dos ganhões tem por isso agriões, acelgas, beldroegas, oregãos ou poejos. Preparam açordas de coentros ou poejos e se há mais recursos põem uns fios de bacalhau, sardinhas ou ovos.
Não há dinheiro para a carne, e por isso se usam as miudezas como abona a cachola. E quem quiser inteirar-se destas relíquias da mesa, destes produtos étnicos em vias de recuperação, leia como se faz um cozido, um ensopado, os gaspachos, as sopas que tanto podem levar fava, como cebola, como espargos ou pés de porco.
Se o leitor quer ir mais longe, fica a saber que há petiscos, desde que possa utilizar um pouco de bacalhau, pimentões verdes, tomate maduro, e um pouco de azeite, vinagre e sal.
O autor enriquece a edição com depoimentos de operários agrícolas que confirmam as migas, os ensopados e o uso de feijões e batata. Como nos esclarece o Sr. Travassos, de Sta Maria, Estremoz: “Para as migas gatas, a gente esfatiava um bocado de pão dentro de uma tigela, migava-lhe um dentinho de alho em cima, umas pedrinhas de sal, depois deitava-se água quente em cima, abafava-se com outra tigela, e ali ficava a abrandecer as sopas que se embebiam naquela água.
Então, deitava-se a tal pinguinha de azeite-que aquilo era para aí um dedal de azeite - mais um pouco de vinagre, e pronto, estava feito.” Parece que a provação aguça o engenho, nos espíritos e nos estômagos. Quem nada possui para comer, luta e aduba com os aromas e sabores os poucos alimentos disponíveis.
O resultado pode ser um milagre. É o caso desta cozinha dos ganhões. A palavra "ganhão" deriva do árabe "al-gannam" e chegou até nós através do castelhano "gañan" com o significado de pastor. Nesta presente edição, uma iniciativa conjunta da Campo das Letras e da Câmara Municipal de Estremoz, procurou-se conjugar matéria de edições anteriores, mantendo, lado a lado, os dados de natureza social e a confecção de receitas culinárias, num volume que, condensando o essencial das matérias já publicadas, tivesse uma dimensão mais apelativa ao seu manuseamento.
Devíamos ter encomendado 10 livros destes mas só temos um. Virão mais em breve. Que chegue o primeiro interessado e o leve consigo, pelo caminho não se esqueça de, com a mão de fora do carro, apanhar as ervas que brotam da Terra.
É verdade, aqui em Macau, só brota betão mal armado.
Os Comeres dos Ganhões - Memória de Outros Sabores, de Aníbal Falcato Alves
CAMPO DAS LETRAS
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MC-34-08: Storyboard para uma grande Livraria
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[MAIS INFORMAÇÕES MUITO EM BREVE]
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Contos e Lendas de Macau: São seis histórias e lendas de Macau. Histórias onde os homens vivem lado a lado com os deuses. Histórias de amores contrariados, de pássaros que sabem prever o futuro, de poetas que falam línguas diferentes das que se falam nas cortes dos poderosos. São histórias de magia. Histórias onde tudo pode acontecer.
Alice Vieira nasceu em 1943 em Lisboa. É licenciada em Germânicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 1958 iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa e a partir de 1969 dedicou-se ao jornalismo profissional. Desde 1979 tem vindo a publicar regularmente livros tendo, actualmente editados na Caminho, cerca de três dezenas de títulos. Recebeu em 1979, o Prémio de Literatura Infantil Ano Internacional da Criança com Rosa, Minha Irmã Rosa e, em 1983, com Este Rei que Eu Escolhi, o Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura Infantil e em 1994 o Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da sua obra. Recentemente foi indicada pela Secção Portuguesa do IBBY (International Board on Books for Young People) como candidata portuguesa ao Prémio Hans Christian Andersen. Trata-se do mais importante prémio internacional no campo da literatura para crianças e jovens, atribuído a um autor vivo pelo conjunto da sua obra. Alice Vieira é hoje uma das mais importantes escritoras portuguesas para jovens, tendo ganho grande projecção nacional e internacional. Várias das suas obras foram editadas no estrangeiro.
Com esta sugestão, a Bloom anuncia o seu mais recente espaço dedicado à leitura para os mais novos. Livros infantis, em inglês e português, no primeiro andar da Bloom, muito em breve!
"Contos e Lendas de Macau" de Alice Vieira • Ilustrações de Alain Corbel
EDITORIAL CAMINHO • ISBN: 9722114689 • 2002
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Thomas Bernhard, um dos escritores mais controversos e mais originais da moderna literatura austríaca, descreve nesta obra de carácter autobiográfico a sua relação de amizade com Paul Wittgenstein, um sobrinho do notável filósofo Ludwig Wittgenstein. O narrador passa em revista alguns dos episódios mais empolgantes ou impressivos dessa amizade e inicia o seu relato num momento repleto de significado, aquele em que ambos se encontram ocasionalmente internados no mesmo hospital de Viena, o narrador no serviço de doenças pulmonares e Paul na unidade de psiquiatria. Cada um levado, portanto, pela enfermidade que o acompanhou durante toda a vida: Thomas Bernhard sofria de uma doença pulmonar, que se foi agravando até à sua morte em 1989; Paul Wittgenstein, espírito brilhante, profundo conhecedor de música e apaixonado pela ópera, era com frequência atacado por perturbações mentais, que obrigavam ao seu internamento num hospital psiquiátrico. Ambos tinham, porém, em comum os interesses artísticos, o prazer da crítica, resultante da observação do mundo que os rodeava, a paixão das conversas de natureza filosófica. Paul, pertencente a uma das famílias mais ricas da Aústria, morreu na miséria, porque “deitou muitos milhões pela janela fora”. E a essa miséria juntou-se, nos seus últimos tempos, a decadência física, de tal modo que o narrador, como ele próprio confessa, já nem tinha coragem para o visitar, “com medo de ser directamente confrontado com a morte”. “Duzentos amigos irão ao meu enterro e tu tens de proferir um elogio fúnebre”, dissera um dia Paul ao amigo. Mas este, que não estava na Aústria quando ele morreu, nem sequer ainda foi, diz no final, “ver a sua sepultura”.
O Sobrinho de Wittgenstein é uma narrativa de grande humanidade, mas ao mesmo tempo plena de ironia, de humor e salpicada de episódios jocosos ou grotescos, aos quais não faltam a crítica acesa e o desassombro provocatório ou sarcástico, no melhor estilo de Thomas Bernhard.
Publicado em 1982, já na última década da vida de Thomas Bernhard, “O Sobrinho de Wittgenstein” é uma das obras em que o escritor se apresenta na sua vertente mais sensível, mais humana e mais emotivamente sincera. O autor relata aqui os momentos mais importantes da sua amizade com Paul Wittgenstein, [...] um homem de grande inteligência e um filósofo como o tio, só com a diferença de que não escreveu a sua filosofia.Esta e outras obras de Thomas Bernhard estão disponíveis na BLOOM todos os dias, excepto Terças, das 13:00 às 21:00. Aos Sábados pode terminar o seu pequeno-almoço no Largo do Pagode do Bazar com um livro, a partir das 11.00 da manhã.
É evidente o carácter autobiográfico desta narrativa, mas haverá que ter em conta que as obras autobiográficas de Thomas Bernhard são também essencialmente “literárias”, o que significa que o autor nem sempre respeita ou se preocupa em transmitir a veracidade integral dos factos, mas procura antes fornecer uma imagem que de certo modo para si próprio criou, adaptando mais ou menos a esse objectivo os acontecimentos narrados.
Apesar das dificuldades e privações que sofreu na sua infância e juventude, devido à situação precária da família, Thomas Bernhard pôde usufruir, graças sobretudo ao avô materno, o escritor Johannes Freumbichler, de uma formação musical que se pode considerar pouco vulgar para a sua condição. [...] Para além da manifesta construção rítmica da sua linguagem, há ainda outros aspectos relacionados com a música que caracterizam em especial as suas obras dramáticas e a prosa narrativa. “O Sobrinho de Wittgenstein”, que à primeira vista poderá parecer uma narração caótica, possui na verdade uma estrutura musical semelhante à de um andamento sinfónico, na qual se distingue uma introdução, um desenvolvimento dos temas que vão sendo apresentados e entretecidos de forma subtil e variada e o final como resumo desses temas.
O estilo constitui outro aspecto característico da arte de Thomas Bernhard e representa também uma das facetas mais marcantes de “O Sobrinho de Wittgenstein”. Este estilo tem como um dos seus aspectos mais salientes a repetição, tanto de palavras como de frases e naturalmente também de ideias. Determinadas palavras ou expressões fulcrais tornam-se, por vezes em longos trechos do discurso, de certo modo um eco de si próprias, as frases giram como que em círculo, recapitulando as ideias em inúmeras variações.
Será quase ocioso salientar que este estilo põe inúmeros problemas à tradução, principalmente se atentarmos no facto de as estruturas do português e do alemão serem bastante diferentes, o que faz com que se torne difícil transpor para a nossa língua essa organização repetitiva e musical da linguagem. [da Nota Introdutória de José A. Palma Caetano]
O Sobrinho de Wittgenstein de Thomas Bernhard
Assírio e Alvim ● ISBN: 9723706032 ● 2000
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We where supposed to meet at The Hub.
"The Hub", she said. I can still hear it well.
And now - and ever! - I don't know what she ment by that.
"Meet me at The Hub", she didn't care to look at me, she was just staring outside over the window. I was just amazed with all and could not find my reason to ask her what was she talking about.
And as she came she left. In the oblivion.
The only thing I've got now - almost at the end! - is that: "The Hub".
I'm gazing through Centaurium Phive, my heart is aching, shaping out bruises, maybe someone somewhere can help me. Maybe "The Hub" is just there around the corner where I can finally meet her.
One hundred years passed and I'm still gliding up her voice. Her shadow waving goodbye. Crafting the infinite with detail. From planet to planet.
That's all I have, dwelling and scratching down my whole life through the remains of my last memory. The only left to tell.
And I just don't know how to.
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«KEN JORDAN: How did you first hear of Waiting for Godot?
BARNEY ROSSET: Sylvia Beach, who was Joyce's publisher in Paris and the owner of the Shakespeare and Co. bookstore, called me. She knew about Grove, one way or another, and she thought maybe we would like to publish Godot. I admired her very much; I was really struck by her effort, and she bolstered my involvement with the play a great deal. Beckett had already been turned down by Simon & Schuster. All of the established publishers would have had a much better chance of doing Beckett than Grove, right? They could have paid five times as much, but nobody wanted it. Nobody was interested.The same was true of Ionesco. The Bald Soprano was put on in Paris and got a lot of attention. Don Allen, who was important editor at Grove in the beginning, liked Ionesco very early. Beckett and Ionesco were on the scene together. They liked each other. I never heard one say anything bad about the other. At a much later date, I think Ionesco became jealous because he never achieved the same level of acclaim as Beckett … and he became a nasty son of a bitch, very reactionary as he got older. But they did admire each other. You have to remember that they both wrote in French, though neither one had French as his native language. Both were not young men when they started to get recognition. Both were struggling to make it in the theatre, blasting away at the existing structure.
KJ: Do you remember when you met Beckett?
BR: I remember the exact moment. It was in the bar of the Pont Royal Hotel, which is next door to Gallimard. And at that time Sartre hung out there, as did Camus, and so on. I was with Loly, my wife at the time, and we were to meet Beckett at six for a drink. This very handsome walked in wearing a raincoat and said, "Hi, nice to meet you. I've only got forty minutes." He was all set to get rid of us! At four that morning he was buying us champagne.
KJ: So you hit it off well.
BR: Right away. He was so gentle and charming. Kind.
KJ: Beckett was extremely loyal to Grove Press, and you became close friends. How did Beckett feel about the other books that Grove published - writers like the Beats, Henry Miller?
BR: I took him to lunch with Henry Miller after we won the Tropic of Cancer verdict in Chicago. They had known each other from the thirties; they did not like each other. Everything that you read about these two would tell you that they were not easy people to get along with. But when I brought them together, each of them told me afterwards, "Boy, has he changed! He's so nice now." I don't know what Beckett thought about Miller's writing. In one of his early letters he asked if I had read J. D. Salinger's Catcher in the Rye. He said he really liked it. William Burroughs was a writer he particularly didn't understand. There is a famous anecdote about a meeting between Burroughs and Beckett, which took place in Maurice Girodias's restaurant. I remember sitting next to Sam, while Burroughs, who worshipped Beckett, was explaining to him how you do cut-ups. Beckett said to Bill, "That's not writing, that's plumbing." Allen Ginsberg and Burroughs were very unusual in the sense that they understood that Beckett was very important at that time. They wanted him, almost desperately, to recognize them, and he just didn't seem to connect. It wasn't dislike, it was just … non-togetherness. He just didn't get it. If he had read anything of Burroughs before he started doing the cut-ups maybe he'd have gotten it But the Beats didn't impinge upon his consciousness. Trocchi did. Anything of Alex Trocchi's.
KJ: When you published Godot you couldn't have thought of it as a potentially popular title.
BR: We only printed something like a thousand copies, and the first year it sold about four hundred. It wasn't until the play was produced on Broadway a couple of years later - with Bert Lahr playing Estragon - that the book started to sell, though the production only lasted six weeks in New York. The audience walked out and Walter Winchell denounced it as the new Communist propaganda. But that production made it famous.
KJ: How many copies of Godot did Grove end up selling?
BR: Well over two million.»
From an interview with Barney Rosset, founder of Grove Press, by Ken Jordan in the Winter 1997-1998 issue of The Paris Review.
You can find Beckett on Bloom. In English and Portuguese.
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Do we suck? Do we rule? Tell us!
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Since the Pixies broke up in 1993, and since Kurt Cobain paid tribute to them in an interview, the Boston band's popularity has steadily risen. Directed by Steven Cantor and Matthew Galkin, loudQUIETloud follows the Pixies on their 2004 reunion tour, in which every show sold out in minutes.
Cantor and Galkin's film of the band's immensely successful 2004 reunion tour has been trailed elsewhere as some sensationally lurid backstage soap, complete with epic conflict, grand neuroses and spectacular falls from the wagon. In fact, it's a subtle, sensitive record of a group of people struggling to figure out what they once achieved, what it meant, and how they might somehow start again. It's the kind of rock doc HBO-auteur Alan Ball might have drafted - the story of a surrogate family where no one communicates, everything is swept under the carpet, and the very real midlife horrors of life and death find odd correlatives in the dream-logic of song.
By far loudQUIETloud is not a documentary about The Pixies reunion. It was made by heart and it was the true testemony of something that was happening in real time. It gives you all, the glimpse of the past, the answers to the death of the Pixies and all the atmosphere that surrounded its return. It's so true on the passion that makes you cry.
Thankfuly to YOUTUBE we can get amazing parts of this film. Later we will have it at Bloom and probably we will make a screening of it somewhere in Macau. But untill then you can get this taste of it. Please enjoy BLOOM TV and visit us any time!
Find more information at the oficial site.
Prepare yourself and hang on to your ego:
loudQUIETloud
THE TRAILER
PART 1
PART 2 (I was there, in the London concert, on the same queue, it was sold out, I payed my pants to enter, it was a lovely day.)
PART 3
PART 4
WITH SIGUR ROS IN ICELAND
HEY!
[SOUND LOUD, PLEASE]
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Além do novo "look"da BLOOM, estão finalmente a chegar as novidades em português!
Os clássicos: Hemingway, Orwell, Steinbeck, Huxley. Brasileiros: Fonseca, Amado, Buarque. Lusófonos: Agualusa, Agustina, Ondjaki, Blaufuks... e mais... Marquez, Dostoievski, Walser, Murakami, Auster e muitos muitos outros a caminho da Bloom.
Tudo estará pronto no final da semana, Macau não vai ter espaço para tantos livros...!!
(ilustração apanhada aqui, thanks!)
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Dear all, Bloom has a new look inside!
New shelfs, more space for more books, and very very soon we will open the children's books section upstairs....
Sorry...No photos this time...You have to come and see by yourself ;-)
BIG THANKS from the Bloom Team for your support!
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A Bloom gostaria muito de saber quem deseja receber mensalmente a Revista BLITZ aqui em Macau, para que nunca falte a nenhum dos nossos queridos clientes.
Sim.... é aquela revista que foi um jornal onde há tudo sobre música de todo o mundo ... e em Português!
Neste momento chegaram fresquinhos alguns exemplares da edição do mês de Junho... Não sabemos se chegam para todos.
Por isso... não se atrasem a reservar o vosso BLITZ e aproveitem para nos visitar no Largo do Pagode do Bazar.
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A vida é um assombro contínuo,
uma contínua bifurcação do labirinto
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Semeado por / Sowed by:
teresa
at
18:30
Admirado no mundo inteiro, Jorge Luis Borges é, sem sombra de dúvida, um clássico da literatura do Século XX. Os seus textos influenciaram autores das mais diversas culturas; o idioma castelhano não é o mesmo depois da escrita dos seus contos, ensaios e poemas.
Esta completa e compacta biografia é um percurso exaustivo pela vida e pela obra do autor de Ficções. Desde o seu nascimento até à sua morte, vemos Borges na sua intimidade e também no seu tempo: a relação que estabeleceu com os seus contemporâneos e com os seus amigos, as mulheres por quem se apaixonou, a fundamental presença da sua mãe, a devota leitura dos escritores que o precederam e o marcaram, a sua intervenção (tantas vezes polémica) na politica, o amor inalterável pelos livros e pela leitura.
Graças à inclusão de um grande número de cartas, fotos e documentos pessoais até agora desconhecidos e à minúcia da investigação. Alejandro Vaccaro consegue esclarecer muitos acontecimentos que se conheciam pouco ou mal e oferece-nos um relato da vida de Borges que se ajusta àquela que efectivamente viveu. Este livro é uma homenagem ao universo Borges e também ao seu criador, publicado quando se cumpriram 20 anos do seu desaparecimento. Em cada uma destas páginas recuperamos os temas e os valores que o cativaram e que defendeu, o seu humor e a sua grandeza, esse espírito ímpar que faz de toda a sua obra um verdadeiro tesouro literário.
Seguindo uma rigorosa pesquisa sobre o autor, Alejandro Vaccaro concretiza uma valiosa biografia. Tendo dedicado anos à recolha de cartas, documentos, textos inéditos, registos oficiais, manuscritos, o biógrafo fez ainda questão de se descolar países como a Espanha, Grã-Bretanha e Suíça de forma completar as suas investigações.
Uma Vida para descobrir na Bloom.
Fotobiografia de Jorge Luis Borges, de Alejandro Vaccaro
Editorial Teorema * ISBN 972695665X * 2006
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O Pequeno Livro dos Medos, escrito e ilustrado por Sérgio Godinho, é uma história em que o medo e a coragem dão as mãos. O João tinha tanto, tanto medo, que até sentia medo do medo que tinha. Mas um dia decidiu investigar e descobriu que podia dialogar com o medo e até vencê-lo.
Para além de ser um dos nossos melhores escritores de canções, Sérgio Godinho também escreve livros infantis. Este é o seu segundo e vem integrar-se numa colecção, a Assirinha, que, lançada há pouco mais de um ano, viu logo um dos seus primeiros livros, "Herbário", de Jorge Sousa Braga, com ilustrações de Cristina Valadas, receber o Prémio Gulbenkian de literatura infantil.
O Pequeno Livro dos Medos, de traço e de escrita de Sérgio Godinho, fala-nos dos medos da infância, "alguns mais fortes que nós", de como ultrapassamos outros (" ... o cavalo chegou-se à minha mão aberta, que tremia com a maçã em cima. Era a única coisa que lhe podia dar. Foi a única coisa que ele levou. Adeus cavalo, adeus medo dos cavalos."). Até à história que o avô Francisco Magalhães, tipógrafo de profissão, escreveu para o seu filho João de cada vez que ele tivesse medo. Porque o medo também faz parte de nós (quem não tem medo?) mas quando começa a ser exagerado, "a abusar", é preciso controlá-lo, nem que para tal seja preciso "saltar, correr, espernear, lutar, falar, responder, perguntar, ou, muito simplesmente, pensar."
O pequeno livro dos medos propõe-nos enfrentar o medo pensando-o; começa por tentar defini-lo, exemplifica-o e, no final, conversa mesmo com ele, mostrando-nos que a maior parte das vezes o medo é resolúvel. Precisamos é de coragem, de avançar e assim livramo-nos do medo.
"O Pequeno Livro dos Medos" de Sérgio Godinho / ASSÍRIO E ALVIM
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Our dear MCCM Creations, from Hong Kong, which we all had the chance to "meet" with Peter Suart and "The Black Book of Falling" (see March posts), is lauching a new photographic book, Our Home, Shek Kip Mei 1954-2006 By Vincent Yu, and exhibiting the photos that compose the book, in the place where they were shot, in Shek Kip Mei Estate. It is sure worth to visit! Click on the photo for enlarged details.
Shek Kip Mei was the first public housing estate development in Hong Kong built by the British colonial government in 1954. The resettlement project was an immediate response to the need for temporary relief as a result of the massive fire that destroyed the Shek Kip Mei squatter area on Christmas Eve 1953, when over 53,000 Chinese immigrants lost their makeshift homes overnight. However, it was also hailed as a new era for Government public housing programmes and the need to accommodate the rapidly growing population of the 1960s and 70s.
Intended to be a temporary resettlement, 50 years later the apartments in the Shek Kip Mei Estate are still rented out by the Government. Photojournalist Vincent Yu captured life on Shek Kip Mei Estate through his lens during its last phase of existence, before the oldest blocks were demolished in November 2006. His images document some 200 elderly residents and their ‘homes’ before they were resettled to modern high-rises, many having inhabited the crumbling estate for over five decades.
Born and raised in Hong Kong, Vincent Yu has worked as a photojournalist covering major news events across the Asia-Pacific region since 1985. As a close observer of Hong Kong’s rapid development, Yu has acquired a special sensitivity towards its ever-changing cityscape. In particular, he is interested in documenting disappearing heritage and architecture as well as communities affected by these changes.
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