Da Bíblia nº3 de Borges

O Deserto
A uns trezentos ou quatrocentos metros da Pirâmide inclinei-me, peguei num punhado de areia, dexei-o cair silenciosamente um pouco mais longe e disse em voz baixa: «Estou a modificar o Saara.» O facto era ínfimo, mas as não engenhosas palavras eram exactas e pensei que tinha sido necessária toda a minha vida para que eu pudesse dizê-las. A memória desse momento é uma das mais significativas da minha estada no Egipto.
[JORGE LUÍS BORGES in ATLAS • 1984]

Crucial resolution

We are the middle of a big change. We are moving from one web server to the other. Our usual emails are off for a while, as it is our main address at bloomland.cn. We'll comeback shortly.

Definition of Macau

You cannot find one reason to like this place.
So you just have to love it!

O homem do mundo

Um dos livros mais esperados e que há muito tinha desaparecido das estantes de qualquer livraria surge de novo numa nova edição. A publicação de «O Jogo do Mundo» (Rayuela) em 1963 foi uma verdadeira revolução no romance mundial: pela primeira vez, um escritor levava até às últimas consequências a vontade de transgredir a ordem tradicional de uma história e a linguagem usada para a contar. O resultado é um livro único, cheio de humor, de risco e de uma originalidade sem precedentes. Considerado o romance que melhor retrata as inquietudes e melhor resume o Século XX na visão latino-americana do mundo, desde a sua publicação, gerações de escritores são, de uma maneira ou de outra, devedoras de «O Jogo do Mundo». O amor turbulento de Oliveira e da «Maga», os amigos do Clube da Serpente, as caminhadas por Paris em busca do Céu e do Inferno, têm o seu outro lado na aventura simétrica de Oliveira, Talita e Traveler, numa Buenos Aires refém da memória.
Esta é a primeiro passo da editora Cavalo de Ferro pela obra de Cortázar que prosseguirá com a publicação da obra deste importante autor, ainda largamente inédita em Portugal.

SOBRE O AUTOR
Julio Cortázar, escritor e intelectual argentino, é considerado um dos autores mais inovadores e originais do seu tempo. Mestre no conto e na narrativa curta, a sua obra é apenas comparável a nomes como os de Edgar Allan Poe, Tchékhov ou Jorge Luis Borges. Deixou igualmente romances como "Rayuela", que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo com o modelo clássico mediante uma narrativa que escapa à linearidade temporal e onde os personagens adquirem uma autonomia e uma profundidade psicológica raramente vistas.
Filho de pai diplomata, Julio Cortázar nasceu em Bruxelas, em 1914. Com quatro anos de idade foi para a Argentina, onde, devido à separação dos seus pais, foi educado pela mãe, uma tia e uma avó. Incentivado pela mãe, que lhe seleccionava o que devia ler, desde muito cedo que se interessa por literatura, ao ponto de na sua juventude um médico o aconselhar durante pelo menos seis meses a ler menos e a sair de casa para apanhar sol. Com o título de professor normal em Letras, inicia os seus estudos na Faculdade de Filosofia e Letras, que teve de abandonar logo de seguida, por problemas financeiros.
Por não concordar com a ditadura vigente no seu país, muda-se para Paris, em 1951. Quatro anos antes, por intermédio de Jorge Luis Borges, já tinha publicado o conto "Casa Tomada", o primeiro do livro "Bestiario", na importante revista Anales de Buenos Aires. Em Paris casa-se com Aurora Bernadéz e os dois vivem em condições económicas penosas. Será esta experiência que inspirará parcialmente "Rayuela", que concluirá anos mais tarde. É ainda durante os anos de Paris que aceita o trabalho de traduzir toda a obra em prosa de Edgar Allan Poe, ainda hoje considerada como a melhor tradução em espanhol desse autor.
Morre em Paris, de leucemia, em 1984.
Da sua vasta obra, que inclui volumes de contos, romances e poesia, para além de "Rayuela" («O Jogo do Mundo»), publicado em 1963, destacamos: "Bestiario" (1951), "Final del Juego" (1956), "Las Armas Secretas" (1959), "Historias de Cronopios y de Famas" (1962), "Todos los Fuegos el Fuego" (1966), "La Vuelta al Dia en Ochenta Mundos" (1964), "Ultimo Round" (1969), "Octaedro" (1974), "Queremos Tanto a Glenda" (1980) e "Deshoras" (1982).

António José Saraiva é respeitado como uma das figuras mais interessantes da vida intelectual portuguesa do século XX. Ensaísta em áreas tão diversas como a Literatura, a História, a Filosofia, a Sociologia, a Educação ou a Política, assinou regularmente crónicas em vários jornais e revistas. Esse rico espólio cultural foi coligido pela irmã, Maria José Saraiva, ao longo de mais de seis anos de trabalho árduo, levado até à minúcia e apresentado sob a forma de livro.

António José Saraiva (Leiria, 31 de Dezembro de 1917 - Lisboa, 17 de Março de 1993) , doutorado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, foi um professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, bem como historiador português.
Foi militante do Partido Comunista Português e combateu o regime salazarista, tendo sido apoiante da candidatura do general Norton de Matos. Em 1949, foi preso e impedido de ensinar. Durante os anos seguintes, viveu exclusivamente das suas publicações e da colaboração em jornais e revistas.
António José Saraiva foi exilado para França em 1960, tendo em seguida ido viver para a Holanda onde foi professor catedrático da Universidade de Amesterdão e só regressando a Portugal após a Revolução dos Cravos.
Em Lisboa foi professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Lisboa.
Ao longo deste percurso profissional, António José Saraiva publicou uma vastíssima e importante bibliografia, considerada de referência nos domínios da História da Literatura e da História da Cultura portuguesas, amadurecida quer na edição de obras e no estudo de autores individualizados (Camões, Correia Garção, Cristóvão Falcão, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Gil Vicente, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros), ressaltando-se nesse âmbito os vários estudos que dedicou a Os Lusíadas ou ao Padre António Vieira, quer através da publicação de obras de grande fôlego como a História da Cultura em Portugal ou, de parceria com Óscar Lopes, a História da Literatura Portuguesa.

Crónicas, de António José Saraiva * Quidnovi * ISBN: 9789895541461

Frontliner

Hey, we are still here. We didn't move, we didn't die. Come to Bloom. We have many beauty fool things you can take home. And you are always welcome.

Ainda o Dia Mundial do Livro

DIA MUNDIAL DO LIVRO CELEBROU-SE ONTEM
Descontos nas livrarias sempre bem-vindos


Embora muitas pessoas desconheçam o simbolismo do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Livraria Bloom não deixou de assinalar a data com descontos especiais enquanto que a Pinto’s inaugurou uma feira que se prolongará até dia 23 do próximo mês

Ontem à tarde, tanto a Livraria Bloom como a Pinto’s, esperavam que os clientes saíssem do emprego ou da escola para “comemorar” o Dia Mundial do Livro. Em ambas as livrarias, a data não passou “em branco” e os leitores não lhe foram indiferentes.
Enquanto a Livraria Bloom, situada no Largo do Pagode do Bazar, brindou os clientes com 20 por cento de desconto em todos os livros, produtos culturais e jogos para crianças, a Pinto’s, localizada no Largo do Senado, apostou numa feira do livro (essencialmente de língua inglesa) que vai prolongar-se até 23 do próximo mês, com descontos especiais para os membros da livraria.
A meio da tarde, a procura de “leitura de ocasião” na Pinto’s mostrava-se acima do normal “por causa da inauguração da feira”, explicou Josephine, funcionária da Pinto’s. Já na “Bloom”, o responsável António Falcão afirmou que as vendas superaram o normal, mesmo que muitos clientes não soubessem o significado da data.
Já nas livrarias Portuguesa e São Paulo, o Dia Mundial do Livro não motivou nenhuma iniciativa especial.
O dia que a Unesco escolheu para homenagear os livros e autores do mundo inteiro e encorajar todos, especialmente os jovens, a descobrir o prazer da leitura é uma data simbólica para a literatura mundial, uma vez que foi nesse dia que Cervantes e Shakespeare morreram. Esta é também a data de nascimento ou da morte de outros nomes bem conhecidos da literatura como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
[Sandra Pereira no JTM]

Os únicos disparos na Revolução

No final da manhã, conquistado o Terreiro do Paço pelos revoltosos, encontrar-se-á em cima de um "palanque apropriado" que o capitão Salgueiro Maia lhes oferecera, a si e a meia dúzia de outros companheiros privilegiados, para que não perdessem "pitada da operação militar.
É aí, do meio de uma coluna blindada, em pé num Unimog transformado em "verdadeira tribuna ambulante e ao vivo", que Carlos Gil testemunha e dá testemunho, em dezenas e dezenas de fotografias, do "primeiro acto de explosão popular do 25 de Abril". Quando vê correr na sua direcção "de cada canto, primeiro dois, três, vinte, agora cem, mil... uma multidão" de cidadãos que "como formigas" avançavam aos gritos para saudar "soldados e jornalistas".
"Do alto do Unimog", o fotógrafo lança o olhar e a lente da máquina sobre o formigueiro que engrossava por toda a Praça do Comércio, e recorda imagens idênticas "vistas clandestinamente em filmes de Eisenstein, rodados na Praça Vermelha de Moscovo". A multidão acompanha a coluna até ao Rossio, sobe com ela até ao Largo do Carmo, incita-a nas longas horas do cerco, aplaude Maia e Spínola, corre à Rua António Maria Cardoso a vaiar a PIDE, ruma, sem sono, até Caxias para receber os presos políticos.
De cada momento a máquina de Carlos Gil fixa a luminosidade, regista a temperatura humana. É, para o fotógrafo e para o cidadão, "o início de uma longa caminhada". Que cidadão e fotógrafo hão-de fazer juntos, até ao último dia de vida, afinal bem curta como mais uma vez aconteceu a quem os deuses amam.
[POR ADELINO GOMES]

SOBRE O AUTOR
Para Carlos Gil o teatro foi a sua paixão, antes de se profissionalizar noutra área distinta. Em 1968 trocou Direito (frequentava o 4.º ano da licenciatura) pelo jornalismo, entrando para A Capital, onde se iniciou, mais tarde, como fotojornalista.
O 25 de Abril encontrou-o na revista Flama, onde se manteve até 1977, ao mesmo tempo que ensaiava colaborações na imprensa portuguesa e estrangeira. Além desta revista e daquele diário diversos jornais portugueses e estrangeiros publicaram os seus textos e fotografias. De 1990 a 2001 (o ano da sua morte) Carlos Gil foi editor fotográfico da revista Tempo-Livre .
Colaborou em televisões e jornais com crónicas sobre a guerra do Golfo e as eleições de 1995 no Iraque (RTP, TSF e SIC) e o 10.º aniversário do 25 de Abril (guião e entrevistas para a Radiotelevisão Belga). Tem fotos publicadas em diversas obras de referência.

Um Fotógrafo na Revolução, de Carlos Gil EDITORIAL CAMINHO

World Book Day at Bloom!

Bloom is proud to celebrate World Book Day with a discount of
20% on every product today, 23rd of April, to all our customers!

International Day of the Book

World Book and Copyright Day (also known as International Day of the Book or World Book Days) is a yearly event on 23 April, organised by UNESCO to promote reading, publishing and copyright. The Day was first celebrated in 1995.

The connection between 23 April and books was first made in 1923 by booksellers in Catalonia, Spain as a way to honour the author Miguel de Cervantes who died on that day. This became a part of the celebrations of the Saint George's Day (also 23 April) in the region, where it has been traditional since the medieval era for men to give roses to their lovers and since 1925 for the woman to give a book in exchange. Half the yearly sales of books in Catalonia are at this time with over 400,000 sold and exchanged for over 4 million roses.

In 1995, UNESCO decided that the World Book and Copyright Day would be celebrated on this date because of the Catalonian festival and because the date is also the anniversary of the birth and death of William Shakespeare, the death of Inca Garcilaso de la Vega and Josep Pla, the birth of Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Manuel Mejía Vallejo and Halldór Laxness

Although 23 April is often stated as the anniversary of the deaths of both Shakespeare and Cervantes, this is not strictly correct. Cervantes died on 23 April according the Gregorian calendar; however, at this time England still used the Julian calendar. Whilst Shakespeare died on 23 April by the Julian calendar in use in his own country at the time, in actual fact he died ten days after Cervantes, because of the discrepancy between the two date systems. The apparent correspondence of the two dates was a fortunate coincidence for UNESCO.

A Ilusão do Destino

Amartya Sen, Prémio Nobel da Economia, argumenta neste ensaio que o conflito e a violência são hoje sustentados pela ilusão de que os seres humanos se definem exclusivamente, ou sobretudo, a partir de uma única identidade. Como se o mundo fosse constituído por uma federação de religiões, ou de culturas, ou de civilizações, ignorando-se a relevância de aspectos como o género, a profissão, a língua, a ciência, a política...
Em alternativa ao «choque das civilizações», o autor clarifica que não é forçoso aceitarmos as civilizações como critério primordial de classificação da humanidade, analisando temas tão diversos como o terrorismo, a globalização, o fundamentalismo, o multiculturalismo e o pós-colonialismo.
Através da sua perspicaz investigação, Sen salienta a necessidade de uma compreensão clara da liberdade humana e da eficácia de uma voz pública construtiva na sociedade civil global. O mundo, como Sen demonstra, pode ser conduzido para a paz tão firmemente como, em tempos recentes, tem caído numa espiral de violência e guerra.
No «Prefácio» pode ler-se: «É bem provável que as perspectivas de paz no mundo contemporâneo dependam do reconhecimento da pluralidade das nossas afiliações e do uso da reflexão, assumindo-nos enquanto vulgares habitantes de um vasto mundo e não como reclusos encarcerados em pequenos compartimentos.»

SOBRE O AUTOR
Amartya Sen nasceu em 1933, em Santiniketan, uma cidade universitária indiana. É em Dhaka, hoje em dia capital do Bangladeche, que se situam as suas origens familiares e foi lá que passou a maior parte da infância e iniciou a sua educação formal. Depois de alternar os seus interesses entre o sânscrito, a matemática e a física, acabaria por descobrir o fascínio da economia. Sen é hoje um dos mais notáveis pensadores mundiais, uma referência para a discussão de temas como a globalização, o liberalismo económico, o terrorismo ou a desigualdade entre os géneros.

Identidade e Violência, de Amartya SenEdições Tinta da China

Olha como foi, no Largo do Carmo

Os momentos mais marcantes e tensos da revolução de 25 de Abril de 1974 viveram-se no Largo do Carmo, tendo como epicentro o quartel que desde 1845 funciona como Comando da Guarda Nacional Republicana e das guardas suas antecessoras. Se, por um lado, se encontra bastante documentado o papel dos militares do Movimento das Forças Armadas e da população que ajudou à vitória da liberdade, por outro, é muito escassa a documentação relativa ao papel dos militares da GNR na Revolução e as informações sobre as últimas 14 horas do derradeiro chefe de governo do antigo regime no interior do Quartel do Carmo.
É neste contexto que surge esta obra, onde o autor, ele próprio oficial da GNR, efectuou uma investigação histórica acerca dos acontecimentos ocorridos no Carmo, começando pelos antecedentes da Revolução e prolongando-se até à consolidação da democracia em Portugal. Para tal, privilegiou o testemunho dos principais intervenientes nos acontecimentos, sobretudo dos militares da Guarda Nacional Republicana e dos seus familiares que à época residiam no interior do Quartel do Carmo, bem como dos familiares de alguns militares e civis entretanto falecidos. Paralelamente, procurou consumar uma síntese da documentação mais directamente relacionada com os acontecimentos no Largo do Carmo e com a participação da GNR.
Com a publicação desta obra fica mais completo o quadro histórico da Revolução de Abril e é feita luz sobre momentos cruciais e dramáticos do próprio dia 25 de Abril, os quais se revelaram decisivos para a ulterior trajectória da revolução.

No caso do 25 de Abril de 1974, os detalhes, o acaso ou a sorte acabaram por bafejar os intervenientes, protegendo as manobras e impedindo o derramamento de sangue no interior do Quartel do Carmo e no Largo do Carmo.
NUNO ANDRADE
SOBRE O AUTOR
Nuno Andrade em 1965 no Porto. É licenciado em História pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou a carreira militar no Regimento de Comandos em 1986. É major na GNR desde 2002, tendo passado a desempenhar as funções de director do Arquivo Histórico, Biblioteca e Museu da GNR. Tem efectuado estudos e investigação no âmbito da segurança interna e lecciona a cadeira História da GNR no Instituto de Estudos Superiores Militares.
Autodidacta, iniciou a actividade artística desde muito cedo, na modalidade de desenho e pintura, tendo participado em diversas exposições e elaborado também medalhas comemorativas e símbolos heráldicos.

Para Além do Portão: A GNR e o Carmo na Revolução de Abril, de Nuno Andrade

GUERRA E PAZ • Colecção O Passado e o Presente • 256 Páginas • ABR 2008

Spicy winds

Typhoon Neoguri was here just a step away from Macau. What it seemed like an inoffensive trajectory, going through Hainan Island, what is still faraway from us, it suddenly changed its course and turned its head changing the dailylife in Macau.
Neoguri was the first typhoon of the year in south China and had winds estimated at 160 kilometers per hour. The storm is now loosing its strength and was forecast to weaken as it moved over the South China Sea to eastern Hainan and mainland China, where it waved Macau and Hong Kong up in the North.
As usual, sea ferry services between the two SAR's
were suspended starting from early Saturday afternoon. The bridges between Macau and Taipa were closed and all public places and stores were also shut down. A number of ferry services within Hong Kong waters were also suspended. Bloom went home at one o'clock. Better days will come.


Important Safety Instructions!

When using Karma, basic safety precautions as below should allways be followed.
1. To reduce the risk of fire, electric shock or personal injury, read and understand all instructions.
2. Do not use Karma near the water, for example: near a bathtub, wash-pool and the like.
3. Do not cover slots and openings of Karma, for they are provided for ventilation and protection against overheating. Never place Karma near radiators or employ when proper ventilation is not provided.
4. Install Karma securely on stable surface. Serious damage may result if Karma falls.
5. To reduce the risk of electric shock, do not disassemble Karma but take it to a qualified service man when some service or repair work is required. Opening or removing covers may expose you to dangerous voltage or other risks. Incorrect reassembly can cause electric shock when the appliance is subsequently used.

Save this instructions.

Warning!
To prevent fire or shock hazard, do not expose Karma to rain or any type of moisture.

Thank you for listening.

As Marquesas #2

O Señor Joid, com os amigos americanos, a posar para a foto ao volante do "Aleluia"
{uma versão da história, sempre melhorada, publicada hoje em papel, virá para aqui no Domingo}

A influência na expressão

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios Históricos o IPOR organiza uma sessão promovendo uma aula aberta com o arquitecto Mário Duque denominada "As Influências Ocidentais que tiveram expressão na Arquitectura de Macau". Hoje pelas 18 horas nas instalações do IPOR, no edifício do Consulado de Portugal em Macau, no Café do Oriente. Não perca. Sessão aberta a todos.

UMAC tomorrow. Don't miss it!

The Departement of English of the University of Macau presents:
Steven Schroeder Shenzhen University

That Reminds me of a Story:
Making Ourselves at Home in the Practice of Ethics


When Aristotle wrote that we go to the city to live but stay to live the good life, he had a village in mind. Philosophers have struggled since before Aristotle to imagine the good in the real form of a city where people could live it. But cities of ten thousand villages, like the ones we inhabit now, pose problems Aristotle could not have dreamed. But we have to. And dreaming cities of ten thousand villages takes place at an intersection where philosophy and creative writing meet. It is an act of imagination, of making ourselves at home in the world the way we make ourselves at home as readers and writers in stories and poems.
In this talk, Steven Schroeder will draw on the works of Pierre Bourdieu, Cornelius Castoriadis, Michel de Certeau, Jacques Derrida, Dolores Hayden, Martin Heidegger, Yi Fu Tuan, and Slavoj Zizek - but also particularly on his experience in Shenzhen and Chicago. Poetry and philosophy come to mind through our feet as well as through our ears and eyes. So his work draws on walking the city, from the Texas Panhandle to the Pearl River Delta, as well as reading it philosophically. Steven invites you to explore intersections where we dream cities and invite you to think with him about the philosophical and creative skills we must cultivate to make ourselves at home in a place like the one we've been making here on the Pearl River Delta.

ABOUT THE AUTHOR
Steven Schroeder's most recent book is The Imperfection of the Eye, a collection of poems published by Virtual Artists Collective in 2007. A collection of Chicago poems, Six Stops South, is forthcoming from Cherry Grove Collections. He is the author of ten books of poetry, philosophy, and religious studies--including Touching Philosophy, Sounding Religion, Placing Education; Between Freedom and Necessity; and The Metaphysics of Cooperation--from Editions Rodopi in the Netherlands. He has lectured in Finland, Lithuania, Russia, the UK, the United States, and China, and currently teaches at Shenzhen University and the University of Chicago.

This session will follow with "9 Poets", a Poetry Reading, that will have the presence of the following poets: Steven Schroeder, James Stuart, Jane Gibian, Yao Feng, Amy Wong, Hilda Tam, Elisa Lai, Iris Fan and Christopher Kelen.

The venue will be at Room L105 University of Macau, tomorrow, Friday 17th, 17h30 and 18h30.
For enquiries contact:
mychiu@umac.mo

É e não é

Nascido numa pequena vila próximo a Paris, Jean Cocteau foi um dos mais talentosos artistas do século XX. Além de ser realizador de cinema, foi poeta, escritor, pintor, dramaturgo, cenógrafo e actor e escultor. Cocteau começou a escrever aos dez anos. Aos dezesseis já publicava as suas primeiras poesias. A sua principal obra de poesia é o livro Clair-obscur, editado em 1954.
Cocteau [1889-1963] viveu ao contrário da invisibilidade. Foi tão fotografado como Dalí ou Picasso, teve o seu rosto tão conhecido como o dos actores. Nas convivências mundanas encantava; encenava um jogo de mãos para cercar tudo de frases que não esqueciam a exibição de uma inteligência vertida em palavras com posições novas ou já esquecidas do seu sentido.
Os seus talentos — na escrita, no desenho, no cinema — apontavam ao despeito acusações de artifício, de brilhantismo enfeitado pelas facilidades do salão. Mas a sua rédea segura vencia. Era capaz de surgir moderno embora fiel às lições de Malherbe; de não recusar a prestidigitação se ela lhe garantisse um brilho de prosa. O desejo de uma modernidade clássica agarrou-o às mitologias e inscreveu nelas a explicação dos desesperos do seu tempo. Apareceu, com isto, sumptuoso e heteróclito.
O tempo de Cocteau deixou-o em suspenso. E longe do seu tumulto vai construindo outro, que é o tempo da sua visão — invisível, como ele a queria por uma questão de elegância.

Parece-me que a invisibilidade é a condição para a elegância. A elegância acaba se for notada. Sendo a poesia a elegância por excelência, não sabe ser invisível. Então, para que serve?, dir-me-eis. Para nada. Quem a vê? Ninguém. O que a não impede de ser um atentado contra o pudor, e apesar de o seu exibicionismo se exercer entre os cegos. Contenta-se em exprimir uma moral particular. Depois, esta moral particular solta-se sob a forma de obra. Exige que a deixem viver a sua vida. Faz-se pretexto para imensos mal-entendidos que se chamam a glória.
A glória é absurda por resultar de um ajuntamento. A multidão cerca um acidente, conta-o a si mesma, inventa-o, perturba-o até se tranformar noutro.
O belo resulta sempre de um acidente. De uma queda brutal entre hábitos adquiridos e hábitos a adquirir. Derrota, nauseia. Chega a causar horror. Quando o novo hábito for adquirido, o acidente deixará de ser acidente. Far-se-á clássico e perderá a virtude de choque. Por isso uma obra nunca é compreendida. É admitida.
Visão Invisível, de Jean Cocteau • ASSÍRIO E ALVIM • DISPONÍVEL NA BLOOM

From the four corners

Also from Duncan Baird Publishers (check bellow Cosmos), one of the book-houses we praise the most, comes one of the richest books about Chinese Culture. A very complete and beautifully produced title that can share with you all the knowledge about one of the ancient countries in the world, because this book talks to your ears and shines to your eyes.
Treasures of China presents, in stunning colour photographs, a vivid portrait of this distinguished civilization and its great treasures – tracing the history of the “heavenly kingdom” through its dynasties of rulers, from the Shang and Zhou at the dawn of antiquity down through the millennia to the Qing at the onset of the modern age. The book looks at each dynasty in turn, traces its developments in religion, art and culture, and examines its legacy of artefacts and monuments. An authoritative commentary sets the breathtaking creations of Chinese artists and craftsmen in their historical and artistic contexts and explains the significance of sacred motifs and emblems. Encompassing mythological subjects as well as aspects of the three great religions of Taoism, Confucianism and Buddhism, Treasures of China illustrates beautiful examples of metalwork, silk weaving, painting, jade carving, manuscript illumination, calligraphy, ceramics, lacquerwork and much more – wonderful highlights of arguably the most exciting culture in the world.




Treasures of China The Glories of the Kingdom of the Dragon, by John Chinnery
DUNCAN BAIRD PUBLISHERS • CULTURE & CIVILISATION • HARDBACK • 224 PAGES • AVAILABLE AT BLOOM

Out now, soon at Bloom

In 1982, having sold his jazz bar to devote himself to writing, Haruki Murakami began running to keep fit. A year later, he’d completed a solo course from Athens to Marathon, and now, after dozens of such races, not to mention triathlons and a slew of critically acclaimed books, he reflects upon the influence the sport has had on his life and on his writing.
Equal parts travelogue, training log, and reminiscence, this revealing memoir covers his four-month preparation for the 2005 New York City Marathon and settings ranging from Tokyo’s Jingu Gaien gardens, where he once shared the course with an Olympian, to the Charles River in Boston among young women who outpace him. Through this marvelous lens of sport emerges a cornucopia of memories and insights: the eureka moment when he decided to become a writer, his greatest triumphs and disappointments, his passion for vintage LPs, and the experience, after fifty, of seeing his race times improve and then fall back.
By turns funny and sobering, playful and philosophical, What I Talk About When I Talk About Running is rich and revealing, both for fans of this masterful yet private writer and for the exploding population of athletes who find similar satisfaction in distance running.

What I Talk About When I Talk About Running, by Haruki Murakami
Translated by Philip Gabriel
HARVILL SECKER • BIOGRAPHY • 112 PAGES • PUBLICATION DATE: MAY 2008


The Several Lives of Joseph Conrad is the first new biography in more than a decade of one of modern literature’s most important writers--whose work remains widely read and acutely relevant eighty years after his death. In this authoritative, insightful book, we see Joseph Conrad as a man who consistently reinvented himself. Born in 1857 in Berdichev, Ukraine, he left home early and worked as a sailor out of Marseilles; traveled to the Far East and Africa with the British merchant navy; and, finally, in 1891, settled in England, beginning a precarious existence as an novelist and family man. Here is a Conrad for our moment: a man with a deep sense of otherness; a writer with multiple cultural identities who wrote in his third language and whose fiction became the cornerstone of literary Modernism.
With his exceptional knowledge and understanding of Conrad, and drawing on unpublished letters and documents, John Stape succeeds in casting an illuminating new light on the life of a willfully enigmatic man who remains one of the greatest writers of his, and our, time.

John Stape has brought Joseph Conrad so much to life – a working writer, a man subject to pain and vicissitude, not a 'study,' not a statue – that inevitably one suffers with him. Jessie Conrad, too, is alive in these pages, and their son Borys so much so that Stape can't help wanting to give him a good thrashing. Especially striking in the scope of this superb biography is its organic human trajectory, the evolution of Conrad from where he began to what he became. The undistinguished young Conrad could really be anyone at all; the old Conrad is Conrad, and not because the image is so familiar--those omniscient creases fanning out of all-seeing eyes that have known dread. One finishes reading in something like a state of personal mourning: a life that is as sad as it is triumphant.
Cynthia Ozick, author of Heir to the Glimmering
The Several Lives of Joseph Conrad, by John Stape
PANTHEON BOOKS • BIOGRAPHY • HARDCOVER • MARCH 2008

In this timely, highly original, and controversial narrative, New York Times bestselling author Mark Kurlansky discusses nonviolence as a distinct entity, a course of action, rather than a mere state of mind. Nonviolence can and should be a technique for overcoming social injustice and ending wars, he asserts, which is why it is the preferred method of those who speak truth to power.
Nonviolence is a sweeping yet concise history that moves from ancient Hindu times to present-day conflicts raging in the Middle East and elsewhere. Kurlansky also brings into focus just why nonviolence is a “dangerous” idea, and asks such provocative questions as: Is there such a thing as a “just war”? Could nonviolence have worked against even the most evil regimes in history?
Kurlansky draws from history twenty-five provocative lessons on the subject that we can use to effect change today. He shows how, time and again, violence is used to suppress nonviolence and its practitioners–Gandhi and Martin Luther King, for example; that the stated deterrence value of standing national armies and huge weapons arsenals is, at best, negligible; and, encouragingly, that much of the hard work necessary to begin a movement to end war is already complete. It simply needs to be embraced and accelerated.

Nonviolence: The History of a Dangerous Idea
Written by Mark Kurlansky • Foreword by Dalai Lama
MODERN LIBRARY • HISTORY • PAPERBACK • APRIL 2008



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