Do it as they told you

"SISTER" BY RING JOID © 2004 • CLICK TO ZOOM IN

Heading loudly

When I fail, I want to fail completely
And when I fall, I want to do it neatly
Travelling side by side
All due haste to my demise
Flickering in firelight
I'm gonna burn like Joan tonight
I'm only falling now just to entertain you
I'm only failing here, because there's little else to do...

["FAVOURITE FALLEN IDOL" - ADORABLE]
{Adorable were a British rock band of the 1990s. They formed in Coventry in 1991, and consisted of band members Piotr Fijalkowski (vocals, guitar), Robert Dillam (guitar), Wil (bass), and Kevin Gritton (drums).}
• SEE ONE OF THEIR VIDEO CLIPS [Cistine Chapel Cieling] AT BLOOM TV
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International Women's Day at Bloom

International Women's Day (IWD) is marked on March 8th of every year. It is a major day of global celebration for the economic, political and social achievements of women.
Started as a political event, the holiday blended in the culture of many countries (primarily Russia and the countries of former Soviet bloc).
In some celebrations the day lost its political flavour and became simply an occasion for men to express their love to the women around them in a way somewhat similar to Mother's Day and St. Valentine's Day mixed together. In others, however, the political and human rights theme, as designated by the United Nations, runs strong, and political and social awareness of the struggles of women worldwide are brought out and examined in a hopeful manner.

At Bloom we wish to celebrate Women, and remembering all those that can't express themselves yet as a woman, as a human being, which are still too many, we will bring to light books by great women from all over the world and cherish all the accomplishments by us women!

On Saturday, March 8th, all Women will enjoy 15% discount on every purchase at Bloom!
[For more on the history of IWD, go here.]

Fala comigo e desperta-me

Estamos no Verão de 1957, em Agosto, na cidade de Hiroxima. Uma actriz francesa está na cidade para interpretar um filme sobre a Paz. A história começa na véspera do seu regresso a França, quando encontra um japonês, arquitecto ou engenheiro, com quem tem uma breve ligação amorosa. Hiroxima Meu Amor (1960) é o texto que Marguerite Duras escreveu para o filme de Alain Resnais.
Deitados, nus, numa cama de hotel, o casal fala sobre Hiroxima. "Tu não viste nada em Hiroxima, nada" - é a primeira frase do texto. Duras: "Para mim, isso quer dizer "não verás nunca nada, não escreverás nada, não poderás nunca dizer nada sobre este acontecimento". Foi a partir da impotência em falar da coisa que se fez um filme. As condições deste encontro nunca serão esclarecidas. São apenas dois quotidianos que se juntam por momentos. Um par unido por acaso e que se ergue pelo meio das outras relações destruídas pela Guerra. Por onde se obrservam corpos mutilados cobertos por cinzas de amor ou agonia. As sobras da nuvem atómica que despertam sempre um último desejo e que não deixam, apesar de tudo, fugir o afecto. O espaço com as marcas da sua destruição mas que acabou por sobreviver e continuar de pé, com os seus habitantes que deambulam nos restos desse tormento que caiu do céu. A cidade que se vai alternando com a vida particular destas duas personagens.
Depois da morte há sempre vida a seguir. Existe ainda um caminho, uma ligação para outra possibilidade de existência. Não acaba ali o fim. Como as vidas que se amam não acabam quando se deixam de amar. Apaga-se apenas a chama. Por todo o mundo as pessoas se encontram e se afastam, o que importa é o que se segue ao despertar de um novo quotidiano. O que se forma por detrás dessa moldura. Por entre diálogos alegóricos que se evocam numa cama de hotel. Sempre com o torpor da partida e da separação à vista. O eco do horror da guerra, que não tem perdão. E por fim um novo começo. Uma nova história.
Para Duras, o indizível, o horror, é Hiroxima, como é o Holocausto. É toda a dor do mundo. E isso não se pode dizer de nenhuma outra forma a não ser através do descolorido das imagens.
Este é um pequeno livro de onde partiu todo esse desafio. Uma partitura de amor e guerra.

SOBRE A AUTORA
Marguerite Duras nasceu, em 1914, em Gia Dinh na antiga Indochina Francesa, onde passou a infância e a adolescência. Iria ficar profundamente marcada pela paisagem e pela vida da antiga colónia francesa. Em 1932, fixou-se em Paris, onde estudou Direito, Matemática e Ciências Políticas. Após o armistício ingressou no Partido Comunista Francês, de que foi expulsa, em 1950, por dissidências ideológicas. Formada sob a influência da moderna narrativa norte-americana, e sobretudo de Hemingway, obteve renome internacional com a publicação de Un barrage contre le Pacifique (1950), cuja acção decorre na Indochina. Seguem-se outros romances, de que se destacam Le Square (1955), em que a autora envereda por uma técnica de narração que virá a ser uma característica dominante do seu ficcionismo e que a associou ao movimento do nouveau roman . Autora de peças de teatro e de vários filmes, foi o seu romance O Amante, relato exacerbado de uma paixão na adolescência inquieta da escritora, que a tornou conhecida de um público vastíssimo, até aí arredado de uma obra considerada, por vezes, demasiado difícil e intimista. Foi sobretudo uma mulher voraz de uma literatura que é um grito de amor ao longo de todas as páginas.
[TEXTO DE CÁ E DE LÁ • BIOGRAFIA RETIRADA DO LEME]

Hiroxima Meu Amor, de Marguerite Duras • QUETZAL EDITORES • 2002

Inventing Solitude

One day there is life... and then, suddenly, it happens there is death.
[FROM THE START OF THE FIRST PAGE]
The Invention of Solitude is the debut work of Paul Auster, a memoir published in 1982. The book is divided into two parts, Portrait of an Invisible Man, which concerns the sudden death of Auster's father, and The Book of Memory, in which Auster delivers his personal opinions concerning subjects such as coincidence, fate, and solitude, subjects that have become trademarks of Auster's works.

Portrait of an Invisible Man
The first part of the book is about Auster's father, a man barely present to his son, is the subject of this memoir/meditation. "Invisible to others, and most likely invisible to himself as well". Auster reconstructs his father's life from artifacts left behind after his sudden but quiet death.

The Book of Memory
The second part of the book comes across as more of a critical essay concerning many of the themes found in Auster's works: the order of events, absurdism, chance. Although The Book of Memory is slightly less autobiographical than Portrait of an Invisible Man, it is also a personal account of opinions and contains references to his life.
Memory as a place, as a building, as a sequence of columns, cornices, porticoes. The body inside the mind, as if we were moving around in there, going from one place to the next, and the sound of our footsteps as we walk, moving from one place to the next.
[THE INVENTION OF SOLITUDE, PAGE 82]
The Invention of Solitude, by Paul Auster
FABER & FABER • HARDBACK & PAPERBACK • 192 PAGES • PUBLICATION DATE 1982

The Ten Point Program

  1. We want power to determine the destiny of our black and oppressed communities.
  2. We want full employment for our people.
  3. We want an end to the robbery by the capitalists of our Black Community.
  4. We want decent housing, fit for the shelter of human beings.
  5. We want decent education for our people that exposes the true nature of this decadent American society. We want education that teaches us our true history and our role in the present-day society.
  6. We want completely free health care for all black and oppressed people.
  7. We want an immediate end to police brutality and murder of black people, other people of color, all oppressed people inside the United States.
  8. We want an immediate end to all wars of aggression.
  9. We want freedom for all black and oppressed people now held in U. S. Federal, state, county, city and military prisons and jails. We want trials by a jury of peers for all persons charged with so-called crimes under the laws of this country.
  10. We want land, bread, housing, education, clothing, justice, peace and people's community control of modern technology.
    [FROM THE BLACK PANTHER PARTY • THE 60'S • USA]

Bermuda Love Triangle #1

HARD

On these mondays I can never be.
I can never exist. I can never happen.
These mondays. Could also be the days after.
Those days are blue days.
Not as a blue sky. Or the sun.
But the echos. The remains.
The emptiness.
Can never make it real. I mean.
Real life real.

On these mondays solely.
Probably on everyday.
Maybe forever.
I could never be.
I could never happen.
THIS IS ONE DAY LATE

Transistor urbano

O jornalista e escritor catalão Enrique Vila-Matas surpreende-nos com um conjunto de crónicas urbanas «Da Cidade Nervosa» referentes à sua cidade, Barcelona. Tendendo a fixar-se sempre «no mais estranho», como o próprio assume, o autor constrói verdadeiras narrativas, curtas e certeiras, onde o lugar comum é de todo banido.
Com especial dedicação pelo «romance da rua», Vila-Matas define o método para atingir o objectivo: viajar «sem destino marcado», partir sem se «dirigir a parte nenhuma», na «intenção de espiar condutas humanas e apanhar dissimuladamente conversas de desconhecidos». Como diz António Tabucchi, e recordado e comprovado por Vila-Matas, «todos os escritores são um pouco voyeurs, todos espiam um pouco a vida pelo buraco da fechadura. A vida é demasiado breve para se viver o número suficiente de experiências: é preciso roubá-las».
Com o título sugestionado das cidades das “epilépticas civilizações”, de Robert Arlt, Vila-Matas, que assume ser o que a cidade fez dele, edifica com ironia, encanto, mas também azedume, o nervosismo de Barcelona, cidade dos «prodígios de tanto desenhador barato», «muito activa, muito dinâmica, mas enormemente mutante», «a Madame Bovary das cidades deste mundo […] onde nada dura, nem o que é mais recente».
E o verbo insaciável e indomável corre pelas 282 páginas, divididas por quatro secções: a abrir coligem-se crónicas que atestam o olhar arguto e o vigor intelectual do autor; segue-se o texto original, e mais extenso, «Mastroianni-sur-Mer» onde se entrelaça a literatura e o cinema; a terceira parte desenrola «Um tapete que se espalha em muitas direcções» e, surpreendentemente, explanam-se as vicissitudes e a tessitura da construção literária; a fechar, em «Escritos Shandys», o autor reuniu alguns dos artigos e ensaios literários publicados quer na imprensa nacional espanhola quer estrangeira.
Fiel ao apelo da escrita, que domina com mestria, Vila-Matas retrata lugares, pessoas, vozes, sensações, «com o objectivo descritivo que tende ao infinito e portanto a todas as luzes impossível». O grito criador não se detém mesmo que falte assunto, porquanto há assunto no «que se passa quando não se passa nada, só tempo, as pessoas, os carros as nuvens». Assim, feito detective numa viagem ao centro da terra - «como no cinema ou teatro, é sempre de noite» - desce ao metro de Barcelona, «esse mundo congelado, sem céu, nem plantas, nem animais (excepto ratazanas), movido pelo chamariz do boato de que nem toda a gente que lá desce volta à superfície»; viaja nos transportes públicos, perseguindo vidas alheias para constatar que neles «só as mulheres lêem, os homens fazem palavras cruzadas ou esgravatam o nariz»; arremete contra o campo e contra a praia das férias de Agosto; fixa-se enérgico e hilariante no "drama escultórico" de Barcelona. Para todo o lado, praças, becos esconsos, memórias, linha a linha, página a página, o autor leva consigo o leitor, como um íman, exultante por se sentir prisioneiro no olhar singular do barcelonês.
[FONTE: REVISTA KAMINHOS]

Da Cidade Nervosa, de Enrique Vila-Matas • CAMPO DAS LETRAS
[DISPONÍVEL NA BLOOM]

Stuck in photoshop

spat•ter |ˈspatər| • verb [trans.]
cover with drops or spots of something: passing vehicles spattered his shoes and pants with mud.
• scatter or splash (liquid, mud, etc.) over a surface: he spatters grease all over the stove.
• [ intrans. ] fall so as to be scattered over an area: she watched the raindrops spatter down.
noun
a spray or splash of something.
• a sprinkling : there was a spatter of freckles over her nose.
• a short outburst of sound : the sharp spatter of shots.

ORIGIN mid 16th cent. (in the sense [splutter while speaking]): frequentative, from a base shared by Dutch, Low German spatten ‘burst, spout.’
[ON PHOTHOSHOP USE FILTERS / BRUSH STROKES / SPATTER AND BLOW THE HELL OUT OF THE IMAGE. FOR EVEN BEST RESULTS SRINKLE WITH A LITTLE NOISE AFTERWARDS: FILTERS / NOISE / ADD [LOTS OF] NOISE.]

Pior que a Guerra, maior que a Paz

Um livro valioso e impressionante, que dá a conhecer a história de um dos primeiros dissidentes do regime soviético. Boris Bajanov era secretário de Estaline e poderia ter tido uma ascensão meteórica semelhante à do homem que o veio substituir – Georgui Malenkov –, se não tivesse decidido, no dia de Ano Novo de 1928, abandonar o país para se tornar um dos primeiros denunciadores das práticas estalinistas. Planeando cuidadosamente a sua fuga, Bajanov levou consigo documentos que revelavam segredos do Kremlin. Apesar de perseguido pela organização que viria a dar origem à KGB, conseguiu a partir de Paris passar ao ocidente a mensagem de condenação de Estaline e das suas tenebrosas rotinas.
É uma visão extraordinária de um homem que conheceu como poucos os bastidores do comunismo soviético dos anos 20 e que ajuda a compreender uma realidade ainda pouco conhecida: a ascensão e os abusos de poder de Estaline, a construção da sua máquina burocrática e a eliminação metódica dos seus adversários.

SOBRE O AUTOR
Nascido numa vila ucraniana em 1900, Boris Bajanov estudou em Kiev e em Moscovo, aderindo ao Partido Comunista da União Soviética em 1919. Começou a trabalhar no comité central do partido nos anos 20, tornando-se em Agosto de 1923 secretário de Estaline. Conheceu uma carreira fulgurante graças aos seus talentos organizativos, mas foi precisamente o acesso aos segredos do Kremlin que lhe permitiram repudiar o regime que se estava a impor. No dia 1 de Janeiro de 1928, fugiu do país, atravessando a fronteira persa. A partir de Paris, procurou avisar o mundo ocidental dos perigos do comunismo, tendo por consequência sofrido diversas tentativas de assassinato pelos serviços secretos do governo estalinista. Em 1940, ajudou a recrutar um grupo de soldados russos para defender a Finlândia das forças invasoras de Estaline. No ano seguinte, abordado para ser o gauleiter da Rússia ocupada pela Alemanha, recusou, alegando discordância com a ideologia nazi. Faleceu em 1983 em Paris.

David Doyle nasceu nos subúrbios de Londres em 1924, filho de pais norte-americanos, tendo servido nos exércitos britânico e americano. Foi recrutado pela OSS (Office of Strategic Services) durante a Segunda Guerra Mundial, actuando em França, na Bélgica e na Alemanha. Juntou-se à CIA em 1949, onde integrou a unidade de elite denominada «serviços clandestinos», em operações levadas a cabo em África e no Extremo Oriente. Reformou-se da CIA em 1975. Publicou em 1990 o romance de espionagem An Accurate Watch e, em 2001, contou as suas memórias em True Men & Traitors: From the OSS to the CIA, My Life in the Shadows. Vive em Honolulu, no Havai.

Boris Bajanov e a Condenação de Estaline, de Boris Bajanov
GUERRA E PAZ • FEV 2008 • À VENDA NA BLOOM

The best of the defect

I Don't Feel Funky [CLICK TO PLAY]
{This song is from 1984 from one of the oldest Portuguese bands nowadays. It comes from a record named "Special Defects" and was their second long playing album. This was almost twenty four years ago. They are still around. A life has passed and we're getting old!}

A tribute to Sophie Calle

[1] Go to the mails you send him. [2] Forward those mails to me, [3] with my name instead of his.

End of season promotion

THE WHOLE YEAR FOR LESS
This month of March, at the end of the Winter season, we'll have a particular promotion on all calendars and 2008 diaries. They're still very useful. Even if you have lost the first two months they can still track and take note of all the coming days of the year. And why not? Writing your own words and thoughts. That's the best way to remind everything you do in your life. Your memories, the meetings you attend, the groceries you buy. Your travel plans. Whatever!
It's easy. 30% off the original price. Or even a little better if you buy 2 we'll give you 1 for free. It will go until stocks last.
[COME FOR MORE PROMOTIONS — WE'LL TELL THEM SHORTLY]

French cultural movement at large

During the month of March the Alliance Française de Macao will produce a serie of events that will boost the cultural life of the territory. It starts tomorrow with an exhibition of the chinese artist Anaïs Zhang. Born in 1973 in Zhuhai (China). From 1992 to 1999 she studied at the Guangzhou Fine Art Academy where she obtained a Master in Oil Painting.
She applies paint using a variety of techniques and styles, her sources of inspirations run from the memories of the landscapes and faces she has witnessed during her worldwide travels (Europe, Tibet, Nepal, USA, South Asia) to old European photographs taken by her grandfather-in-law. Check the whole program bellow.

French Speaking Festival - March 2008
Saturday, March 1st, 7 pm • Alliance Française de Macao
Opening of the exhibition of paintings by Anaïs Zhang (March 1st –March 22th):
“La Belle Époque”

Wednesday, March 5th, 8.30 pm
• Macau Cultural Centre • Small Auditorium
Live concert with the French Rock Band: Rue d’la Gouaille
Mop 30 [Free for students of the Alliance Française] • BUY TICKETS AT WWW.MACAUTICKET.COM

Thursday, March 13th, 8.30 pm • Alliance Française de Macao
Pancakes evening

Wednesday, March 19th • Alliance Française de Macao
Contest: “La Plume d’or”
[Reserved to students of the Alliance Française de Macao. Please contact us for more information]

CONTACT:
Alliance Française de Macao • 4F Travessa do Bom Jesus • Macau
Tel: 2896 5342 • Fax: 2896 2697 • culture.macao@afchine.org

Abraço de Macau

O nosso companheiro de viagem por estas adanças do Oriente, Ricardo Palacin Ferreira, passou para um novo patamar na sua já longa e profícua carreira televisiva, tornando-se Director da renovada Sic Radical. É com enorme orgulho que, daqui de longe, vamos dando conta disso. E daqui também, como se lá estivessemos, lhe enviamos um grande abraço. Falo, decerto, por todos os que por cá o conheceram e conviveram com ele.

Headin' south

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust
Melt me down
Into big black armour
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make 'em wash
The space in town
For the lead and the dregs
Of my bed I've been sleepin'
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feeling
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the lead and the dregs of my bed
I was sleepin'
For the later parade
CAT POWER - THE GREATEST

My blueberry pie

Wong Kar-wai was broken hearted when he completed and abandoned is lovelife project "2046". For that he had to travel to USA, from New York to Vegas, and make a road movie. Much in the way of Jim Jarmusch, much like Wim Wenders experienced before, giving hands with Ry Cooder on the same way. If you could hear the silence from the remains of that bitten heart that would be what My Blueberry Nights sung to us through a process of reflections and deep feelings. An observation deck. Along, he picked up Jude Law and the singer Norah Jones and made a perfect clash. A long way to cross the road to the other side and explain what is love about. Simple and daring. Captured with special tenacity where his camera lost half of the frames to create and extend a punch of soft and great emotions. I could be there forever and never come back.
[SEE THE TRAILER HERE] [AND ENJOY THE MAIN SONG BY CAT POWER HERE] [PUT IT LOUD AND COME AGAIN FOR MORE]

Questão de domínio

Mais do que nunca a América é objecto de estudo da sociedade moderma, não só como simulacro do avanço da civilização humana mas muito pelo despertar de conflitos internos que se propagam para lá das suas fronteiras. Como se o país, no seu todo, fosse o espólio das contradições e obsessões que põe as capacidades do Homem em questão na sua destreza para enfrentar as credulidades do dia-a-dia. “A Obsessão Antiamericana” é um livro de 2003. «A vida é um cemitério de lucidezes retrospectivas.», diz o autor do livro, Jean-François Revel. Existe em cada era a oportunidade de mostrar um pouco de lucidez, que é menos uma questão de inteligência que de coragem. É preciso chegar a um patamar em que o ponto de observação é vasto e não se obstrui com concepções pre-estabelecidas. «O mistério do antiamericanismo não está na desinformação, pois é fácil obter informação sobre os Estados Unidos, mas sim na vontade de ser mal informado.» Há uma continua vontade de generalizar factos para dar continuação a uma imagem que não funciona de modo autónomo e dizer-se dos americanos e das suas acções para se poder comparar e mostrar o volume do resto do mundo.
Há a questão da ameaça, o jugo que se propõe na figura do "medo" que fez da história dos EUA um pequeno campo de batalha. A América foi sempre olhada com um misto de inveja e de desprezo por todos os países do mundo, em particular pelos países europeus. Sob o pretexto de se ter tornado a única superpotência do planeta, após o descalabro do império comunista, os alicerces dessa realidade criaram muitas vezes ressentimentos irracionais geradores de informações deturpadas e de fobias que decorrem dos fracassos de países que criticam sem cessar os Estados Unidos, atribuindo-lhes frequentemente defeitos apenas imaginários. Gerando um contexto antiamerico geral.
É tentadora a ideia de que o antiamericanismo é um fenómeno recente porque se torna mais fácil encontrar uma justificação e tentar evitar confusões com a xenofobia. Não é também a figura de um presidente que constrói a imagem de uma nação e que faz dela a face de muito do seu descrédito. É mais comum, no entanto, associar o antiamericanismo aos receios da hegemonia, e aí as suas raízes são profundas na Europa, especialmente em França, estando intimamente ligadas à perda de influência mundial que o continente perdeu no século XX e sobretudo ao factor de integração de diferentes faces da raça humana. Ser americano, na verdade, é sempre um pouco de tudo, e ao mesmo tempo não ser nada em concreto e isso paga-se pelas bocas de todo o planeta.

SOBRE O AUTOR
Filósofo, escritor e jornalista, Jean-François Revel, membro da Academia Francesa, morreu, aos 82 anos, em Abril de 2006. Figura da direita intelectual, anticomunista e ateu, Revel, nascido em 19 de Janeiro de 1924, em Marselha, estudou Filosofia na Escola Normal Superior e, a partir dos anos cinquenta, desenvolveu uma dupla carreira literária e jornalística. Deu aulas na Argélia (1947-1948), depois no México e em Florença, antes de regressar a França. Em 1963, abandona a universidade, dedicando-se totalmente à literatura e ao jornalismo. Inicialmente conotado com a esquerda, dirige as páginas literárias do France Observateur, de 1960 a 1963. Foi também conselheiro das edições Julliard e Robert Laffont, e fundou uma colecção na editora Pauvert.

A Obsessão Antiamericana, de Jean-François Revel
BERTRAND EDITORA • ENSAIOS E DOCUMENTOS • 2003

The fuel of bedrocks

My Little Dead Dick is the visual diary of photographers Madi Ju of China and Patrick Tsai of the USA. They got together last year, when they both traveled to Macau in order to meet face-to-face after a month of intense internet correspondence. After nine days, they went back to their own countries, quit their jobs, settled their accounts, and said good-bye to their friends and loved ones to pursue their dreams of a life spent together taking photos. This issue is coming out like right on their one-year anniversary, so we asked them for photos from their first nine days together to commemorate it. That's what you can see here in these photos. True love in bloom. It makes us feel not so cold and sad for a little while.
[ONLY ON VICE MAGAZINE]

A não perder

Na edição de Segunda-feira do Tai Chung Pou vale a pena ler uma reportagem sobre Chung Wah Chow, autora do guia turístico da Lonely Planet de Hong Kong e Macau. Em intermináveis passagens pelo território a autora veio à procura da verdadeira identidade de Macau, tentando mostrar o que vive para lá dos traços sinuosos do Jogo. Licenciada em Direito pela Universidade de Hong Kong e activista ambiental, Chung Wah Chow, apresenta toda esta mistura de culturas e de imagens contrastantes. Na cara das pessoas e na face do urbanismo que se transforma da noite para o dia. Razão pela qual um guia para um local como este se torna rapidamente efémero. A 13a. edição do Lonely Planet foi lançado este mês de Fevereiro e dedica 50 páginas à mais pequena das RAE's.
[TEXTO DO TCP DE ALEXANDRA LAGES]



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