Do it as they told you

"SISTER" BY RING JOID © 2004 • CLICK TO ZOOM IN

Heading loudly

When I fail, I want to fail completely
And when I fall, I want to do it neatly
Travelling side by side
All due haste to my demise
Flickering in firelight
I'm gonna burn like Joan tonight
I'm only falling now just to entertain you
I'm only failing here, because there's little else to do...

["FAVOURITE FALLEN IDOL" - ADORABLE]
{Adorable were a British rock band of the 1990s. They formed in Coventry in 1991, and consisted of band members Piotr Fijalkowski (vocals, guitar), Robert Dillam (guitar), Wil (bass), and Kevin Gritton (drums).}
• SEE ONE OF THEIR VIDEO CLIPS [Cistine Chapel Cieling] AT BLOOM TV
.

International Women's Day at Bloom

International Women's Day (IWD) is marked on March 8th of every year. It is a major day of global celebration for the economic, political and social achievements of women.
Started as a political event, the holiday blended in the culture of many countries (primarily Russia and the countries of former Soviet bloc).
In some celebrations the day lost its political flavour and became simply an occasion for men to express their love to the women around them in a way somewhat similar to Mother's Day and St. Valentine's Day mixed together. In others, however, the political and human rights theme, as designated by the United Nations, runs strong, and political and social awareness of the struggles of women worldwide are brought out and examined in a hopeful manner.

At Bloom we wish to celebrate Women, and remembering all those that can't express themselves yet as a woman, as a human being, which are still too many, we will bring to light books by great women from all over the world and cherish all the accomplishments by us women!

On Saturday, March 8th, all Women will enjoy 15% discount on every purchase at Bloom!
[For more on the history of IWD, go here.]

Fala comigo e desperta-me

Estamos no Verão de 1957, em Agosto, na cidade de Hiroxima. Uma actriz francesa está na cidade para interpretar um filme sobre a Paz. A história começa na véspera do seu regresso a França, quando encontra um japonês, arquitecto ou engenheiro, com quem tem uma breve ligação amorosa. Hiroxima Meu Amor (1960) é o texto que Marguerite Duras escreveu para o filme de Alain Resnais.
Deitados, nus, numa cama de hotel, o casal fala sobre Hiroxima. "Tu não viste nada em Hiroxima, nada" - é a primeira frase do texto. Duras: "Para mim, isso quer dizer "não verás nunca nada, não escreverás nada, não poderás nunca dizer nada sobre este acontecimento". Foi a partir da impotência em falar da coisa que se fez um filme. As condições deste encontro nunca serão esclarecidas. São apenas dois quotidianos que se juntam por momentos. Um par unido por acaso e que se ergue pelo meio das outras relações destruídas pela Guerra. Por onde se obrservam corpos mutilados cobertos por cinzas de amor ou agonia. As sobras da nuvem atómica que despertam sempre um último desejo e que não deixam, apesar de tudo, fugir o afecto. O espaço com as marcas da sua destruição mas que acabou por sobreviver e continuar de pé, com os seus habitantes que deambulam nos restos desse tormento que caiu do céu. A cidade que se vai alternando com a vida particular destas duas personagens.
Depois da morte há sempre vida a seguir. Existe ainda um caminho, uma ligação para outra possibilidade de existência. Não acaba ali o fim. Como as vidas que se amam não acabam quando se deixam de amar. Apaga-se apenas a chama. Por todo o mundo as pessoas se encontram e se afastam, o que importa é o que se segue ao despertar de um novo quotidiano. O que se forma por detrás dessa moldura. Por entre diálogos alegóricos que se evocam numa cama de hotel. Sempre com o torpor da partida e da separação à vista. O eco do horror da guerra, que não tem perdão. E por fim um novo começo. Uma nova história.
Para Duras, o indizível, o horror, é Hiroxima, como é o Holocausto. É toda a dor do mundo. E isso não se pode dizer de nenhuma outra forma a não ser através do descolorido das imagens.
Este é um pequeno livro de onde partiu todo esse desafio. Uma partitura de amor e guerra.

SOBRE A AUTORA
Marguerite Duras nasceu, em 1914, em Gia Dinh na antiga Indochina Francesa, onde passou a infância e a adolescência. Iria ficar profundamente marcada pela paisagem e pela vida da antiga colónia francesa. Em 1932, fixou-se em Paris, onde estudou Direito, Matemática e Ciências Políticas. Após o armistício ingressou no Partido Comunista Francês, de que foi expulsa, em 1950, por dissidências ideológicas. Formada sob a influência da moderna narrativa norte-americana, e sobretudo de Hemingway, obteve renome internacional com a publicação de Un barrage contre le Pacifique (1950), cuja acção decorre na Indochina. Seguem-se outros romances, de que se destacam Le Square (1955), em que a autora envereda por uma técnica de narração que virá a ser uma característica dominante do seu ficcionismo e que a associou ao movimento do nouveau roman . Autora de peças de teatro e de vários filmes, foi o seu romance O Amante, relato exacerbado de uma paixão na adolescência inquieta da escritora, que a tornou conhecida de um público vastíssimo, até aí arredado de uma obra considerada, por vezes, demasiado difícil e intimista. Foi sobretudo uma mulher voraz de uma literatura que é um grito de amor ao longo de todas as páginas.
[TEXTO DE CÁ E DE LÁ • BIOGRAFIA RETIRADA DO LEME]

Hiroxima Meu Amor, de Marguerite Duras • QUETZAL EDITORES • 2002

Inventing Solitude

One day there is life... and then, suddenly, it happens there is death.
[FROM THE START OF THE FIRST PAGE]
The Invention of Solitude is the debut work of Paul Auster, a memoir published in 1982. The book is divided into two parts, Portrait of an Invisible Man, which concerns the sudden death of Auster's father, and The Book of Memory, in which Auster delivers his personal opinions concerning subjects such as coincidence, fate, and solitude, subjects that have become trademarks of Auster's works.

Portrait of an Invisible Man
The first part of the book is about Auster's father, a man barely present to his son, is the subject of this memoir/meditation. "Invisible to others, and most likely invisible to himself as well". Auster reconstructs his father's life from artifacts left behind after his sudden but quiet death.

The Book of Memory
The second part of the book comes across as more of a critical essay concerning many of the themes found in Auster's works: the order of events, absurdism, chance. Although The Book of Memory is slightly less autobiographical than Portrait of an Invisible Man, it is also a personal account of opinions and contains references to his life.
Memory as a place, as a building, as a sequence of columns, cornices, porticoes. The body inside the mind, as if we were moving around in there, going from one place to the next, and the sound of our footsteps as we walk, moving from one place to the next.
[THE INVENTION OF SOLITUDE, PAGE 82]
The Invention of Solitude, by Paul Auster
FABER & FABER • HARDBACK & PAPERBACK • 192 PAGES • PUBLICATION DATE 1982

The Ten Point Program

  1. We want power to determine the destiny of our black and oppressed communities.
  2. We want full employment for our people.
  3. We want an end to the robbery by the capitalists of our Black Community.
  4. We want decent housing, fit for the shelter of human beings.
  5. We want decent education for our people that exposes the true nature of this decadent American society. We want education that teaches us our true history and our role in the present-day society.
  6. We want completely free health care for all black and oppressed people.
  7. We want an immediate end to police brutality and murder of black people, other people of color, all oppressed people inside the United States.
  8. We want an immediate end to all wars of aggression.
  9. We want freedom for all black and oppressed people now held in U. S. Federal, state, county, city and military prisons and jails. We want trials by a jury of peers for all persons charged with so-called crimes under the laws of this country.
  10. We want land, bread, housing, education, clothing, justice, peace and people's community control of modern technology.
    [FROM THE BLACK PANTHER PARTY • THE 60'S • USA]

Bermuda Love Triangle #1

HARD

On these mondays I can never be.
I can never exist. I can never happen.
These mondays. Could also be the days after.
Those days are blue days.
Not as a blue sky. Or the sun.
But the echos. The remains.
The emptiness.
Can never make it real. I mean.
Real life real.

On these mondays solely.
Probably on everyday.
Maybe forever.
I could never be.
I could never happen.
THIS IS ONE DAY LATE

Transistor urbano

O jornalista e escritor catalão Enrique Vila-Matas surpreende-nos com um conjunto de crónicas urbanas «Da Cidade Nervosa» referentes à sua cidade, Barcelona. Tendendo a fixar-se sempre «no mais estranho», como o próprio assume, o autor constrói verdadeiras narrativas, curtas e certeiras, onde o lugar comum é de todo banido.
Com especial dedicação pelo «romance da rua», Vila-Matas define o método para atingir o objectivo: viajar «sem destino marcado», partir sem se «dirigir a parte nenhuma», na «intenção de espiar condutas humanas e apanhar dissimuladamente conversas de desconhecidos». Como diz António Tabucchi, e recordado e comprovado por Vila-Matas, «todos os escritores são um pouco voyeurs, todos espiam um pouco a vida pelo buraco da fechadura. A vida é demasiado breve para se viver o número suficiente de experiências: é preciso roubá-las».
Com o título sugestionado das cidades das “epilépticas civilizações”, de Robert Arlt, Vila-Matas, que assume ser o que a cidade fez dele, edifica com ironia, encanto, mas também azedume, o nervosismo de Barcelona, cidade dos «prodígios de tanto desenhador barato», «muito activa, muito dinâmica, mas enormemente mutante», «a Madame Bovary das cidades deste mundo […] onde nada dura, nem o que é mais recente».
E o verbo insaciável e indomável corre pelas 282 páginas, divididas por quatro secções: a abrir coligem-se crónicas que atestam o olhar arguto e o vigor intelectual do autor; segue-se o texto original, e mais extenso, «Mastroianni-sur-Mer» onde se entrelaça a literatura e o cinema; a terceira parte desenrola «Um tapete que se espalha em muitas direcções» e, surpreendentemente, explanam-se as vicissitudes e a tessitura da construção literária; a fechar, em «Escritos Shandys», o autor reuniu alguns dos artigos e ensaios literários publicados quer na imprensa nacional espanhola quer estrangeira.
Fiel ao apelo da escrita, que domina com mestria, Vila-Matas retrata lugares, pessoas, vozes, sensações, «com o objectivo descritivo que tende ao infinito e portanto a todas as luzes impossível». O grito criador não se detém mesmo que falte assunto, porquanto há assunto no «que se passa quando não se passa nada, só tempo, as pessoas, os carros as nuvens». Assim, feito detective numa viagem ao centro da terra - «como no cinema ou teatro, é sempre de noite» - desce ao metro de Barcelona, «esse mundo congelado, sem céu, nem plantas, nem animais (excepto ratazanas), movido pelo chamariz do boato de que nem toda a gente que lá desce volta à superfície»; viaja nos transportes públicos, perseguindo vidas alheias para constatar que neles «só as mulheres lêem, os homens fazem palavras cruzadas ou esgravatam o nariz»; arremete contra o campo e contra a praia das férias de Agosto; fixa-se enérgico e hilariante no "drama escultórico" de Barcelona. Para todo o lado, praças, becos esconsos, memórias, linha a linha, página a página, o autor leva consigo o leitor, como um íman, exultante por se sentir prisioneiro no olhar singular do barcelonês.
[FONTE: REVISTA KAMINHOS]

Da Cidade Nervosa, de Enrique Vila-Matas • CAMPO DAS LETRAS
[DISPONÍVEL NA BLOOM]

Stuck in photoshop

spat•ter |ˈspatər| • verb [trans.]
cover with drops or spots of something: passing vehicles spattered his shoes and pants with mud.
• scatter or splash (liquid, mud, etc.) over a surface: he spatters grease all over the stove.
• [ intrans. ] fall so as to be scattered over an area: she watched the raindrops spatter down.
noun
a spray or splash of something.
• a sprinkling : there was a spatter of freckles over her nose.
• a short outburst of sound : the sharp spatter of shots.

ORIGIN mid 16th cent. (in the sense [splutter while speaking]): frequentative, from a base shared by Dutch, Low German spatten ‘burst, spout.’
[ON PHOTHOSHOP USE FILTERS / BRUSH STROKES / SPATTER AND BLOW THE HELL OUT OF THE IMAGE. FOR EVEN BEST RESULTS SRINKLE WITH A LITTLE NOISE AFTERWARDS: FILTERS / NOISE / ADD [LOTS OF] NOISE.]

Pior que a Guerra, maior que a Paz

Um livro valioso e impressionante, que dá a conhecer a história de um dos primeiros dissidentes do regime soviético. Boris Bajanov era secretário de Estaline e poderia ter tido uma ascensão meteórica semelhante à do homem que o veio substituir – Georgui Malenkov –, se não tivesse decidido, no dia de Ano Novo de 1928, abandonar o país para se tornar um dos primeiros denunciadores das práticas estalinistas. Planeando cuidadosamente a sua fuga, Bajanov levou consigo documentos que revelavam segredos do Kremlin. Apesar de perseguido pela organização que viria a dar origem à KGB, conseguiu a partir de Paris passar ao ocidente a mensagem de condenação de Estaline e das suas tenebrosas rotinas.
É uma visão extraordinária de um homem que conheceu como poucos os bastidores do comunismo soviético dos anos 20 e que ajuda a compreender uma realidade ainda pouco conhecida: a ascensão e os abusos de poder de Estaline, a construção da sua máquina burocrática e a eliminação metódica dos seus adversários.

SOBRE O AUTOR
Nascido numa vila ucraniana em 1900, Boris Bajanov estudou em Kiev e em Moscovo, aderindo ao Partido Comunista da União Soviética em 1919. Começou a trabalhar no comité central do partido nos anos 20, tornando-se em Agosto de 1923 secretário de Estaline. Conheceu uma carreira fulgurante graças aos seus talentos organizativos, mas foi precisamente o acesso aos segredos do Kremlin que lhe permitiram repudiar o regime que se estava a impor. No dia 1 de Janeiro de 1928, fugiu do país, atravessando a fronteira persa. A partir de Paris, procurou avisar o mundo ocidental dos perigos do comunismo, tendo por consequência sofrido diversas tentativas de assassinato pelos serviços secretos do governo estalinista. Em 1940, ajudou a recrutar um grupo de soldados russos para defender a Finlândia das forças invasoras de Estaline. No ano seguinte, abordado para ser o gauleiter da Rússia ocupada pela Alemanha, recusou, alegando discordância com a ideologia nazi. Faleceu em 1983 em Paris.

David Doyle nasceu nos subúrbios de Londres em 1924, filho de pais norte-americanos, tendo servido nos exércitos britânico e americano. Foi recrutado pela OSS (Office of Strategic Services) durante a Segunda Guerra Mundial, actuando em França, na Bélgica e na Alemanha. Juntou-se à CIA em 1949, onde integrou a unidade de elite denominada «serviços clandestinos», em operações levadas a cabo em África e no Extremo Oriente. Reformou-se da CIA em 1975. Publicou em 1990 o romance de espionagem An Accurate Watch e, em 2001, contou as suas memórias em True Men & Traitors: From the OSS to the CIA, My Life in the Shadows. Vive em Honolulu, no Havai.

Boris Bajanov e a Condenação de Estaline, de Boris Bajanov
GUERRA E PAZ • FEV 2008 • À VENDA NA BLOOM

The best of the defect

I Don't Feel Funky [CLICK TO PLAY]
{This song is from 1984 from one of the oldest Portuguese bands nowadays. It comes from a record named "Special Defects" and was their second long playing album. This was almost twenty four years ago. They are still around. A life has passed and we're getting old!}

A tribute to Sophie Calle

[1] Go to the mails you send him. [2] Forward those mails to me, [3] with my name instead of his.

End of season promotion

THE WHOLE YEAR FOR LESS
This month of March, at the end of the Winter season, we'll have a particular promotion on all calendars and 2008 diaries. They're still very useful. Even if you have lost the first two months they can still track and take note of all the coming days of the year. And why not? Writing your own words and thoughts. That's the best way to remind everything you do in your life. Your memories, the meetings you attend, the groceries you buy. Your travel plans. Whatever!
It's easy. 30% off the original price. Or even a little better if you buy 2 we'll give you 1 for free. It will go until stocks last.
[COME FOR MORE PROMOTIONS — WE'LL TELL THEM SHORTLY]

French cultural movement at large

During the month of March the Alliance Française de Macao will produce a serie of events that will boost the cultural life of the territory. It starts tomorrow with an exhibition of the chinese artist Anaïs Zhang. Born in 1973 in Zhuhai (China). From 1992 to 1999 she studied at the Guangzhou Fine Art Academy where she obtained a Master in Oil Painting.
She applies paint using a variety of techniques and styles, her sources of inspirations run from the memories of the landscapes and faces she has witnessed during her worldwide travels (Europe, Tibet, Nepal, USA, South Asia) to old European photographs taken by her grandfather-in-law. Check the whole program bellow.

French Speaking Festival - March 2008
Saturday, March 1st, 7 pm • Alliance Française de Macao
Opening of the exhibition of paintings by Anaïs Zhang (March 1st –March 22th):
“La Belle Époque”

Wednesday, March 5th, 8.30 pm
• Macau Cultural Centre • Small Auditorium
Live concert with the French Rock Band: Rue d’la Gouaille
Mop 30 [Free for students of the Alliance Française] • BUY TICKETS AT WWW.MACAUTICKET.COM

Thursday, March 13th, 8.30 pm • Alliance Française de Macao
Pancakes evening

Wednesday, March 19th • Alliance Française de Macao
Contest: “La Plume d’or”
[Reserved to students of the Alliance Française de Macao. Please contact us for more information]

CONTACT:
Alliance Française de Macao • 4F Travessa do Bom Jesus • Macau
Tel: 2896 5342 • Fax: 2896 2697 • culture.macao@afchine.org

Abraço de Macau

O nosso companheiro de viagem por estas adanças do Oriente, Ricardo Palacin Ferreira, passou para um novo patamar na sua já longa e profícua carreira televisiva, tornando-se Director da renovada Sic Radical. É com enorme orgulho que, daqui de longe, vamos dando conta disso. E daqui também, como se lá estivessemos, lhe enviamos um grande abraço. Falo, decerto, por todos os que por cá o conheceram e conviveram com ele.

Headin' south

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust
Melt me down
Into big black armour
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make 'em wash
The space in town
For the lead and the dregs
Of my bed I've been sleepin'
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later parade
Once I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feeling
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the lead and the dregs of my bed
I was sleepin'
For the later parade
CAT POWER - THE GREATEST

My blueberry pie

Wong Kar-wai was broken hearted when he completed and abandoned is lovelife project "2046". For that he had to travel to USA, from New York to Vegas, and make a road movie. Much in the way of Jim Jarmusch, much like Wim Wenders experienced before, giving hands with Ry Cooder on the same way. If you could hear the silence from the remains of that bitten heart that would be what My Blueberry Nights sung to us through a process of reflections and deep feelings. An observation deck. Along, he picked up Jude Law and the singer Norah Jones and made a perfect clash. A long way to cross the road to the other side and explain what is love about. Simple and daring. Captured with special tenacity where his camera lost half of the frames to create and extend a punch of soft and great emotions. I could be there forever and never come back.
[SEE THE TRAILER HERE] [AND ENJOY THE MAIN SONG BY CAT POWER HERE] [PUT IT LOUD AND COME AGAIN FOR MORE]

Questão de domínio

Mais do que nunca a América é objecto de estudo da sociedade moderma, não só como simulacro do avanço da civilização humana mas muito pelo despertar de conflitos internos que se propagam para lá das suas fronteiras. Como se o país, no seu todo, fosse o espólio das contradições e obsessões que põe as capacidades do Homem em questão na sua destreza para enfrentar as credulidades do dia-a-dia. “A Obsessão Antiamericana” é um livro de 2003. «A vida é um cemitério de lucidezes retrospectivas.», diz o autor do livro, Jean-François Revel. Existe em cada era a oportunidade de mostrar um pouco de lucidez, que é menos uma questão de inteligência que de coragem. É preciso chegar a um patamar em que o ponto de observação é vasto e não se obstrui com concepções pre-estabelecidas. «O mistério do antiamericanismo não está na desinformação, pois é fácil obter informação sobre os Estados Unidos, mas sim na vontade de ser mal informado.» Há uma continua vontade de generalizar factos para dar continuação a uma imagem que não funciona de modo autónomo e dizer-se dos americanos e das suas acções para se poder comparar e mostrar o volume do resto do mundo.
Há a questão da ameaça, o jugo que se propõe na figura do "medo" que fez da história dos EUA um pequeno campo de batalha. A América foi sempre olhada com um misto de inveja e de desprezo por todos os países do mundo, em particular pelos países europeus. Sob o pretexto de se ter tornado a única superpotência do planeta, após o descalabro do império comunista, os alicerces dessa realidade criaram muitas vezes ressentimentos irracionais geradores de informações deturpadas e de fobias que decorrem dos fracassos de países que criticam sem cessar os Estados Unidos, atribuindo-lhes frequentemente defeitos apenas imaginários. Gerando um contexto antiamerico geral.
É tentadora a ideia de que o antiamericanismo é um fenómeno recente porque se torna mais fácil encontrar uma justificação e tentar evitar confusões com a xenofobia. Não é também a figura de um presidente que constrói a imagem de uma nação e que faz dela a face de muito do seu descrédito. É mais comum, no entanto, associar o antiamericanismo aos receios da hegemonia, e aí as suas raízes são profundas na Europa, especialmente em França, estando intimamente ligadas à perda de influência mundial que o continente perdeu no século XX e sobretudo ao factor de integração de diferentes faces da raça humana. Ser americano, na verdade, é sempre um pouco de tudo, e ao mesmo tempo não ser nada em concreto e isso paga-se pelas bocas de todo o planeta.

SOBRE O AUTOR
Filósofo, escritor e jornalista, Jean-François Revel, membro da Academia Francesa, morreu, aos 82 anos, em Abril de 2006. Figura da direita intelectual, anticomunista e ateu, Revel, nascido em 19 de Janeiro de 1924, em Marselha, estudou Filosofia na Escola Normal Superior e, a partir dos anos cinquenta, desenvolveu uma dupla carreira literária e jornalística. Deu aulas na Argélia (1947-1948), depois no México e em Florença, antes de regressar a França. Em 1963, abandona a universidade, dedicando-se totalmente à literatura e ao jornalismo. Inicialmente conotado com a esquerda, dirige as páginas literárias do France Observateur, de 1960 a 1963. Foi também conselheiro das edições Julliard e Robert Laffont, e fundou uma colecção na editora Pauvert.

A Obsessão Antiamericana, de Jean-François Revel
BERTRAND EDITORA • ENSAIOS E DOCUMENTOS • 2003

The fuel of bedrocks

My Little Dead Dick is the visual diary of photographers Madi Ju of China and Patrick Tsai of the USA. They got together last year, when they both traveled to Macau in order to meet face-to-face after a month of intense internet correspondence. After nine days, they went back to their own countries, quit their jobs, settled their accounts, and said good-bye to their friends and loved ones to pursue their dreams of a life spent together taking photos. This issue is coming out like right on their one-year anniversary, so we asked them for photos from their first nine days together to commemorate it. That's what you can see here in these photos. True love in bloom. It makes us feel not so cold and sad for a little while.
[ONLY ON VICE MAGAZINE]

A não perder

Na edição de Segunda-feira do Tai Chung Pou vale a pena ler uma reportagem sobre Chung Wah Chow, autora do guia turístico da Lonely Planet de Hong Kong e Macau. Em intermináveis passagens pelo território a autora veio à procura da verdadeira identidade de Macau, tentando mostrar o que vive para lá dos traços sinuosos do Jogo. Licenciada em Direito pela Universidade de Hong Kong e activista ambiental, Chung Wah Chow, apresenta toda esta mistura de culturas e de imagens contrastantes. Na cara das pessoas e na face do urbanismo que se transforma da noite para o dia. Razão pela qual um guia para um local como este se torna rapidamente efémero. A 13a. edição do Lonely Planet foi lançado este mês de Fevereiro e dedica 50 páginas à mais pequena das RAE's.
[TEXTO DO TCP DE ALEXANDRA LAGES]

Johnny Wanzeller, a marca

Este é o livro de etiqueta e valorização pessoal para quem pretende juntar a elegância da tradição a um estilo de vida moderno. Escapando das grandes marcas cujo prestígio se paga muito caro, é possível para um homem apresentar-se elegante e sofisticado recorrendo ao estigma da relação preço/qualidade. A Zara apresenta-se com o paradigma dessa escolha. Defendendo o estilo clássico do «cavalheiro», aqui se esclarecem códigos, as normas da indumentária masculina, e as exigências da sociedade sempre atenta a estas questões. Através de uma linguagem clara, explica-se o que se deve usar, quando e porquê, esclarecendo-se todas as expressões que definem um estilo, como metrossexual, dandy, street wear, etc.
Este livro é dirigido a homens ditos «clássicos», mas modernos, actualizados, a homens cosmopolitas, sofisticados, que fazem das cidades o seu mundo, práticos, pragmáticos e exigentes com eles próprios, ilimitados, que gostem de sonhar, de lutar e de vencer, que também saibam perder, que saibam contornar a frustração das suas próprias expectativas, que sejam apaixonados pela vida e por tudo o que esta lhes proporciona; que gostam de dançar, cantar, rir e pular sem nunca se cansar. É para homens que gostam de dar nas vistas veladamente, pela discrição e simplicidade, que gostam de impressionar e seduzir com a primeira imagem, pela primeira impressão, aliado sempre a um charme muito próprio e pessoal, natural e inconfundível e que, a par da educação, fazem da indumentária o cartão-de-visita da sua própria personalidade, que conduzirá, naturalmente, à vitória dessa «tal» segunda batalha, e o tão esperado final da guerra avizinhar-se-á, também ele, glorioso. É para homens com códigos, valores, metas, que sabem o que querem, que gostam de marcar o seu tempo e o seu espaço, que têm como lema «uma boa imagem é melhor do que mil palavras» e que vivem, sobretudo, da sua imagem, quer no campo pessoal ou profissional.

SOBRE O AUTOR
João Pedro Wanzeller nasceu a 7 de Setembro de 1970. Cursou Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho no ISLA. Começou a trabalhar em 1990 como designer e criativo em agências de publicidade. Em 1992, integrou a primeira equipa do Centro Cultural de Belém/Fundação das Descobertas. Fez uma especialização em Imagem e Valorização Pessoal em Londres e Nova Iorque e, em 1999, integrou o quadro da companhia de aviação Euro Atlantic Airways, onde se manteve até 2006 como chefe de cabine e instrutor de valorização pessoal, protocolo e etiqueta, passando em 2007 a exercer funções de responsável de marketing, comunicação e imagem. Lecciona etiqueta e protocolo em algumas escolas de manequins e é responsável pela assessoria de imagem, como freelancer, de algumas empresas em Portugal.
É co-autor do romance Sabes, Meu @mor, com Ana Paula Almeida (Dom Quixote, 2006).

O Diabo Também Veste Zara, de João Pedro Wanzeller
GUERRA E PAZ • 2008 • EM BREVE A VESTIR-SE TAMBÉM NA BLOOM

Leocardo in Bloom

Quando alguém tem a audácia de abrir uma livraria com livros em português, numa das zonas mais belas de Macau e mesmo assim das menos frequentadas por portugueses, como é o Largo do Pagode do Bazar, quem se atreve a oferecer cultura e a perfumar a terra dos casinos com o cheiro a livros, merece que lhe tiremos o chapéu.
Deixamos aqui deste posto mais um agradecimento, desta vez ao Leocardo pelas suas palavras de apreço e pela referência à Bloom, foi no seu Bairro do Oriente e quase que nos iam escapando.
Muito obrigado!

"É só mais um bocadinho!"

Acompanhar as nossas crianças na descoberta das imagens não é uma escolha, é uma necessidade. As crianças estão mergulhadas cada vez mais cedo nos livros, nos cartazes publicitários e, claro, na televisão. E quer os pais falem ou se calem, é sempre a partir das suas reacções que as crianças constróem as sua referências.
A criança é hoje convidada, praticamente desde a infância, a ver essas imagens: a publicidade que a cerca, as revistas que folheia sem ainda saber ler, os ecrãs de televisão e os jogos vídeo. E é convidada a ir buscar às imagens soluções para a sua vida quotidiana. Estas tornam-se suporte de modelos que entram em competição permanente com os dos pais. Mas estes conservam um poder considerável: é sempre a partir das suas reacções que a criança instala os seus primeiros pontos de vista.
Mas como reagir? Até onde é que as interdições e a obediência pedidas à criança favorecem os seu desenvolvimento e a partir de quando lhe causam prejuízo? E como evitar o pior das imagens, utilizando-as para o melhor?
Como ajudar os pais a preencher adequadamente este papel essencial? Serge Tisseron responde às questões de Brigitte Canuel, que se põem a todos os pais. Do ventre materno à adolescência, do álbum de fotografias de família aos jogos de vídeo, da violência televisiva à primeira sessão de cinema, como proteger as crianças sem defraudar sua curiosidade?
Este guia não se contenta com dar uma lista de respostas, propõe também pistas - e chamadas de atenção - para que os pais e as crianças aproveitem, em conjunto, as imagens. Porque as imagens são para pais e filhos uma ocasião formidável de estar próximos.

SOBRE O AUTOR
Psiquiatra e psicanalista, Serge Tisseron trabalha desde há 20 anos sobre as nossas relações com as imagens. É autor de numerosas obras, entre as quais Tintin no Psicanalista (Aubier e, em Portugal, Bertrand) e Le Bonheur des Images (Les empêcheurs de penser en rond). É igualmente autor de bandas desenhadas, nomeadamente de Diário de um Psicanalista.

Manual para Pais Cujos Filhos Vêem Demasiada Televisão, de Serge Tisseron
EDIÇÕES 70 • PUBLICADO EM FINAIS DE 2007 • BREVEMENTE DISPONÍVEL NA BLOOM

That's why I love Harper's magazine #3

OCTOBER 2007 ISSUE • FROM READINGS SECTION • PAGE 22

[Grooming]
Red Beard

The story of our beards is very simple. We didn't have any razor blades. When we found ourselves in the middle of the wilderness, up in the Sierra, we all just let our beards and hair grow, and that turned into a kind of badge of identity. For the campesinos, for the press, for the reporters – we were los barbudos, the bearded ones. It had its positive side: in order for a spy to infiltrate us, he had to start preparing months ahead of time. Later, with the triumph of the Revolution, we kept our beards to preserve the symbolism. The only disadvantage is that white hairs show up first in our beard. Some of the men cut their beards the minute the white hairs started to show, because you could hide your age better without a beard than with one. Besides that, a beard has a further practical advantage: you don't have to shave every day. If you multiply the fifteen minutes you spend shaving every day by the number of days in a year, you'll see that you devote almost 5,500 minutes to shaving. An eight-hour day of work consists of 480 minutes, so if you don't shave you gain about ten days you can devote to work, to reading, to sports, to whatever you like. Not to mention the money you save in razor blades, soap, aftershave, and hot water.
BY FIDEL CASTRO
[from Fidel Castro: My Life, a book of interviews with the Cuban president by Ignacio Ramonet, forthcoming from SCRIBNER. Ramonet is editor in chief of Le Monde Diplomatique. Translated from the Spanish by Andrew Hurley.]
You can find Harper's every month at Bloom. For an year subscription you save 25% off from the cover price of 75 patacas. Every article is worth reading. Don't shave anymore and devote your ten days free reading this awesome magazine.

A coerência do conjunto

Jean-Clet Martin, filósofo, é o autor do saboroso “100 Palavras do Erotismo”, uma longa reflexão em cem capítulos, sobre os grandes conceitos, emoções, tabus e fetiches historicamente associados ao erotismo e ao modo com o entendemos e incorporamos na nossa vida quotidiana. E que não se pense que se trata de uma obra ligeira e picante. Estamos sim perante um texto rigoroso e sério, com uma forte sustentação filosófica e histórica, que nunca se torna aborrecido para o leitor. Da mesma editora e com inegável oportunidade, acaba de ser lançado o ensaio “Nacionalismo”, de Anthony D. Smith, que analisa o modo com o nacionalismo se transformou, nos dois últimos séculos, num conceito central do pensamento e do debate político, tendo estado na origem de terríveis convulsões políticas e sociais.
Este livro, para saborear, constitui um percurso amoroso, no qual cada palavra, em vez de explicar o erotismo, fá-lo existir, sentir, vibrar.
Não se trata de o compreender, mas de o gozar, entrar no labirinto do erotismo, composto de embriaguês e de sedução, de encanto e de graça. Cada palavra, em si própria, é um estremecimento, um arrepio da alma, uma carícia ou uma aprendizagem das práticas do prazer.
A leitura deste livro levar-nos-á a celebrar Afrodite, fazendo-nos esquecer os mecânicos e assépticos Viagra.
Um verdadeiro hino ao prazer, ao amor e à vida.

ERECÇÃO
A erecção é uma ascensão celeste de que se serviam os Babilónios para entrar em rivalidade com Deus, dirigindo para o céu uma torre enorme a fim de conquistar a sua altura e poder. A erecção erige, eleva acima da superfície uma escada capaz de subir sem parar até um ponto de vista superior que nos solta do mundo. A sua espiral é um cordão umbilical, um lugar de passagem que nos permite contemplar as estrelas e instalar um observatório que de tão longe prefigura já o nosso desejo de conquista espacial. [...]
100 Palavras do Erotismo, de Jean-Clet Martin • TEOREMA

For play

Play is a one-act play by Samuel Beckett. It was written between 1962 and 1963 and first produced in German as Spiel on 14th June 1963 at the Ulmer Theatre in Ulm-Donau, Germany, directed by Deryk Mendel, with Nancy Illig (W1), Sigfrid Pfeiffer (W2) and Gerhard Winter (M). The first performance in English was on 7th April 1964 at the Old Vic in London.

M: Looking for something. In my face. Some truth. In my eyes. Not even.
[Spot from M to W2. Laugh as before from W2 cut short as spot from her to M.]
M: Mere eye. No mind. Opening and shutting on me. Am I as much...
[Spot off. Blackout. Three seconds. Spot on M.]
...as I much as... being seen?
[Spot off M. Blackout. Five seconds. Faint spots simultaneously on three faces. Three seconds. Voices faint largely unintelligible.]
W1: Yes, strange... darkness best... and the darker... the worse.
W2:
[Together] Yes, perhaps... a shade gone... I suppose... some might say.
M: Yes, peace... one assumed... all out... all the pain.

[Repeat play.]
M: [Closing repeat.] Am I as much as... being seen?
[Spot off M. Blackout. Five seconds. Strong spots simultaneously on three faces. Three seconds. Voices normal strength.]
SYNOPSIS
The curtain rises on three identical grey funeral “urns”, about three feet tall by preference, arranged in a row facing the audience. They contain three stock characters. In the middle urn is a man (M). To his right is his wife (W1) or long-time partner. The third urn holds his mistress (W2). Their “faces are so lost to age and aspect as to seem almost part of the urns.”
At the beginning and end of the play, a spotlight picks out all three faces and all three characters recite their own lines, in what Beckett terms a "chorus"; the effect is unintelligible. In the main though the play is made up of short, occasionally fragmented sentences spoken in a “rapid tempo throughout which in his 1978 rehearsals helikened to a lawn mower – a burst of energy followed by a pause, a renewed burst followed by another pause.” Beckett wrote each part separately, then interspersed them, working over the proper breaks in the speeches for a long time before he was satisfied.
[INFO SOURCE WIKIPEDIA] [WAIT FOR MORE ON 'PLAY' HERE]

That's why I love Harper's magazine #2

OCTOBER 2007 ISSUE • FROM FINDINGS SECTION • PAGE 120

Health experts continued to be concerned about the early onset of puberty, particularly among girls; chemical pollution was mentioned as a likely culprit, as was the growing number of families without live-in father, who emit chemical signals that inhibit their daughters' sexual development. Crystal methamphetamine use among young adults was on the rise; users tend to be white, male, Western, and poor, and they tend to have incarcerated fathers. Young adults who drink malt liquor are more likely to develop drinking problems; they're also more likely to smoke pot. Binge drinkers prefer beer. Researchers concluded that 40 percent of deaths worldwide are caused by pollution. There were reports of mahjong-induced epilepsy in China, and a lamb was born in New Zealand with seven legs. A health expert warned that humans are not fit for human consumption.
[NEXT ISSUE OF HARPER'S IS DUE TO ARRIVE TOMORROW AT BLOOM, RUN WHILE IT LASTS!]

An amazing book

Everyday objects in an all-new, extraordinary way!

Every day we use dozens of small objects, from teabags to paper clips to tweezers. If they work well, the chances are we don’t pay them much attention – but life would be unthinkable without them. Although modest in size and price, these objects are true masterpieces of design.
This visual feast portrays one hundred fabulous objects, from bubble wrap to Zippo. Brief, informative descriptions accompany stunning photographs of each object, detailing the little-known history of some of our favourite things.

DID YOU KNOW:
• That M&Ms were used by soldiers going into battle who needed a quick pick-me-up (hence their durable sugar coating)?
• That the amount of wire used to make Slinkys since 1943 could wrap around the earth 126 times?
• That Salvador Dalí designed the famous daisy pattern on Chupa Chups lollipops?

ABOUT THE AUTHOR
Paola Antonelli is a curator in the department of Architecture and Design at the Museum of Modern Art in New York and was recently rated as one of the top one hundred most powerful people in the world of art by Art Review.
[MORE HERE]

Humble Masterpieces: 100 Everyday Marvels of Design, by Paola Antonelli
THAMES AND HUDSON • PAPERBACK WITH FLAPS • 216 PAGES • FIRST PUBLISHED 2006 • AVAILABLE NOW!

Things you could know better

What's the most dangerous animal that has ever lived?

Half the human beings who have ever died, perhaps as many as 45 billion people, have been killed by female mosquitoes (the males only bite plants).
Mosquitoes carry more than a hundred potentially fatal diseases including malaria, yellow fever, dengue fever, encephalitis, filariasis and elephantiasis. Even today, they kill one person every twelve seconds.
This information and many others are available on The Book of General Ignorance. It can be found at Bloom. It's a hardcover with 290 pages that will cost you 215 patacas. Come and get one. Over 500,000 copies were sold around the world, 1 for every 90 thousand people that died of a mosquito bite.

What are we talking about

Harper's Magazine, the oldest general interest monthly in America, explores the issues that drive every national conversation through such celebrated features as Readings, Annotation, and Findings, as well as the iconic Harper's Index. With its emphasis on fine writing and original thought Harper's Magazine provides readers with a unique perspective on politics, society, the environment, and culture. The essays, fiction, and reporting in the magazine's pages come from promising new voices as well as some of the most distinguished names in American letters, among them Tom Wolfe, Annie Dillard, Barbara Ehrenreich, T.C. Boyle, Jonathan Franzen, David Foster Wallace and Mary Gaitskill.

THE HISTORY OF HARPER'S
Harper’s Magazine made its debut in June 1850, the brainchild of the prominent New York book-publishing firm Harper & Brothers. The initial press run of 7,500 copies sold out immediately, and within six months circulation had reached 50,000.
Although the earliest issues consisted largely of material that had already been published in England, the magazine soon began to print the work of American artists and writers — among them Horace Greeley, Horatio Alger, Stephen A. Douglas, Winslow Homer, Mark Twain, Frederic Remington, Theodore Dreiser, John Muir, Booth Tarkington, Henry James, William Dean Howells, and Jack London. Several departments served to note regularly important events of the day, such as the publication of Herman Melville's new novel Moby-Dick; the laying of the first trans-Atlantic cable; the latest discoveries from Thomas Edison's workshop; the progress of the crusade for women's rights.
In more recent years, the magazine published Woodrow Wilson and Winston Churchill long before either man became a political leader. Theodore Roosevelt wrote for Harper’s, as did Henry L. Stimson when he defended the bombing of Hiroshima. In the 1970s, Harper’s Magazine broke Seymour Hersh's account of the My Lai massacre and devoted a full issue to Norman Mailer's “The Prisoner of Sex.”
Over the years, the magazine's format has been revamped, its general appearance has evolved considerably, and ownership has changed hands. In 1962, Harper & Brothers merged with Row, Peterson, & Company to become Harper & Row (now HarperCollins). Some years later the magazine became a separate corporation and a division of the Minneapolis Star and Tribune Company. In 1980, when the parent company announced that Harper’s Magazine would cease publication, John R. (Rick) MacArthur and his father, Roderick, urged the boards of the John D. and Catherine T. MacArthur Foundation and the Atlantic Richfield Company to make a grant of assets and funds to form the Harper’s Magazine Foundation, which now operates the magazine.
In 1984, Harper’s Magazine was completely redesigned by editor Lewis H. Lapham and MacArthur, who had become publisher of Harper’s Magazine and president of the Foundation. Recognizing the time constraints of the modern reader, the revived magazine introduced such original journalistic forms as the Harper’s Index, Readings, and the Annotation to complement its acclaimed fiction, essays, and reporting. Throughout the years Harper’s has received eleven National Magazine Awards, among many other journalistic and literary honors.
The year 2000 marked the sesquicentennial of Harper’s Magazine and, to celebrate, the magazine has introduced several new editorial inventions and restorations: Archive, Map, and Review. It has also published An American Album: One Hundred and Fifty Years of Harper’s Magazine, a 712-page illustrated anthology -- with an introduction by Lewis H. Lapham and a foreword by Arthur Schlesinger, Jr. -- a cloth-bound volume that offers a unique perspective on American life, distilled from the pages of the nation's oldest continuously published monthly magazine.
[EVERY MONTH AT BLOOM • FOR SUBSCRIPTIONS THROW US AN EMAIL NOW!]

That's why I love Harper's magazine #1

JANUARY 2008 ISSUE • FROM READINGS SECTION • PAGE 31

I Met a Seducer

One day a seducer met a seducer
now said one   what do we do
fly into each other's arms said
the other   ugh said one   they turned
stood back to back   one
looked over one's shoulder   smiled
shyly   other turned seconds
too late   made a lovelier
shy smile   oh my dear said other
my own dear   said one
BY GRACE PALEY
[from her collection Fidelity, to be published in March by Farrar, Straus and Giroux. Paley died last year at the age of eighty-four just after finishing the manuscript of her last book.]

Vês? Ali vai a minha arma

A
Que conservas?

B
Carne, Zé, só carne. O suficiente para aguentar até ao Verão com cuidado. (Pausa.) Não? (Pausa.) Umas batatas também, dois, três quilos. (Pausa.) Gosta de batatas, Zé? (Pausa.) Até se podiam deixar grelar e depois, na altura própria, punham-se na terra, era de tentar. (Pausa.) Não? (Pausa.) Eu escolhia o sítio e você punha-as na terra. (Pausa.) Não? (Pausa.)

[BECKETT - FRAGMENTO DE TEATRO I - Tradução de Luís Miguel Cintra]

Ver-te livre de mim

Em traduções exemplares assinadas por Diogo Dória e Miguel Cintra, dois dos maiores actores e encenadores portugueses, Beckett apresenta quatro peças breves mas incontornáveis: Passos; Aquela Vez; Cadeira de Baloiço e Fragmento de Teatro I.
Samuel Beckett um dos grandes nomes da dramaturgia contemporânea. Nascido em Foxrock, uma pequena localidade perto de Dublin, a 13 de Abril de 1906. Foi criado numa família protestante de classe média, e frequentou a lendária Port Royal School. Aos 17, Beckettt descobriu Dante que mais tarde se tornará na imagem de referência literária. Ao mostrar boas notas a Francês e em Italiano, no Trinity College Dublin, ganhou uma avultada bolsa de estudo para estudar em Paris. Também foi nestes primeiros anos da faculdade que Beckett teve as suas primeiras experiências amorosas. Quando não estudava, frequentava os locais da sociedade literária Parisiense, onde conheceu importantes figuras e fez verdadeiros amigos como James Joyce (que mais tarde empregou Beckettt como secretário). Depois de se formar trabalhou como professor num liceu na Irlanda, o que o levou de volta ao Continente (1931), onde viveu sozinho, após a morte do pai, e em condições miseráveis, com a ajuda de uma pequena pensão. Durante esse tempo, lia intensamente, visitou numerosas galerias de arte, submeteu-se a um tratamento psicológico intensivo em Londres, bebia, frequentava a prostituição ocasional e a companhia de amigos literários e artísticos, que mais tarde seriam os instrumentos para trazer o seu trabalho ao público. Continuou a escrever mas tinha dificuldade em manter um emprego na área das letras, embora tenha conseguido completar uma colecção de histórias, More Pricks Than Kicks (1934), que foram publicadas mais tarde, aos 28 anos, com pouco sucesso de vendas. Meados dos anos 30, escreveu Murphy (1938), onde mostra a influência de Joyce, e ao mesmo tempo exibe as suas compressões estilísticas que se tornariam na sua imagem de marca.
Beckett apaixonou-se pela cultura Germânica, e nos finais dos anos 30, visita a Alemanha Nazi. Em 1939 conheceu Suzanne Dechevaux-Dumesnil, uma mulher 6 anos mais velha, com talento musical, inclinações literárias, paixão pelo teatro… mais tarde seria a sua esposa. A Alemanha invadia Paris em 1940, levando Beckett a juntar-se à Resistence como tradutor e fugir para o país onde trabalhou em vinhas. Para manter a sua sanidade durante a Guerra, escreveu Watt– última etapa da sua maturidade estilística. Depois da Guerra trabalhou num Hospital e voltou para Paris com Suzanne onde passou sérias dificuldades financeiras. Durante este período de pobreza e privação nos finais dos anos 40, Beckett começou a escrever em Francês, para evitar os exageros estilísticos que o Inglês lhe permitia fazer, e assim obter mais disciplina e economia de expressão. Nesta fase experimentou uma nova forma literária: o teatro. Beckett escreveu os seus melhores trabalhos nos anos 50, incluindo Waiting for Godot (1952), a trilogia, Molloy, Malone Dies (1951), e Unnamable (1953). Godot levou 2 anos até encontrar um editor e um teatro dispostos a produzi-lo. Após um início atribulado, a peça teve forte aceitação por parte da crítica Parisiense e mais tarde obteve fama a nível mundial. Nesta fase de prosperidade morre a sua mãe (1950) e o seu irmão (1954), e Beckettt entra numa fase de interrogação, canalizando essa energia para escrever mais peças de teatro: Endgame (1958), Happy Days (1961) e Play (1963). Beckett usou o dinheiro para construir uma casa em França, perto de Ussy. Começou a ganhar vários prémios, incluindo o Prémio Nobel da Literatura, em 1969, e para evitar as atenções, o casal fugiu para Portugal. A notoriedade mundial causava-lhes muita angústia! A obra de Beckett, de uma sobriedade de meios e de uma grande concentração metafórica, revela uma visão profundamente pessimista do homem actual. Continuou a escrever pelos anos 60 e 70, e nos anos 80 a sua energia criativa perdeu força, e sua saúde acabou por levá-lo para um lar de terceira idade. Morreu em Paris a 22 de Dezembro de 1989.

A
Lucas talvez a loucura do lucas o bocado de uma torre ainda de pé o resto só cascalho e urtigas onde foi que dormiste nenhuns amigos nenhumas casas talvez aquele pardieiro sobre o mar onde tu não aí ela estava contigo uma única noite seja como for saltaste do barco uma manhã e voltaste na seguinte para ver se ainda lá estavam as ruínas onde nunca ninguém vinha onde em menino te escondias te escapulias quando ninguém estava a ver e te ias esconder ali todo o dia em cima de uma pedra no meio das urtigas com o teu livro de imagens

C
até que levantavas a cabeça e ali diante dos teus olhos que voltavas a abrir um grande óleo negro de velho ou até uma criança um jovem príncipe ou uma princesa quaisquer de sangue negro de velho atrás do vidro ou a pouco e pouco diante dos teus olhos à força de quereres ver a pouco e pouco aparecia uma cara nem mais que te fazia girar sobre a laje para veres quem era que estava ali ao teu lado

B
em cima da pedra ao sol a fitar as searas ou o céu ou de olhos fechados não havia nada para ver até perder de vista a não ser searas a ficarem loiras e o céu azul de vez em quando a jurarem que se amavam só um murmurio lágrimas garantidas antes que se cassem todas para sempre de repente ali no meio de fosse que pensamentos estivesses a ter de fosse que cenas talvez coisas antigas de infância ou no ventre da mãe pior que tudo ou aquele velho chinês muito antes de cristo que nasceu com longos cabelos brancos
[SAMUEL BECKETT - PEDAÇO DE 'AQUELA VEZ']

Aquela Vez e Outros Textos, de Samuel Beckett
Tradução de Luís Miguel Cintra e Diogo Dória • Edições Quasi • Num Ano Qualquer
[Há muito mais Beckett na Bloom para o caso de este não lhe chegar...]

Pelo outro lado dos olhos

Vestiram-no e deram-lhe dinheiro. Ele sabia para que era o dinheiro, era para lhe fazer dar o primeiro passo. Quando o tivesse gasto teria de arranjar mais, se quisesse continuar.
[SAMUEL BECKETT, adaptação de 'O FIM' / Novelas e Textos Para Nada, publicado pelo Sr. Assírio]

Shooting on the back streets




PHOTOS BY BLOOM * CREATIVE NETWORK © 2008 • FASHION DESIGNER CLARA BRITO ON MACAU CLOSER FEB ISSUE

"Ei, tu não viste nada!"

Depois de A Santa Aliança – Cinco Séculos de Espionagem do Vaticano, obra de investigação que é um inquérito demolidor às zonas de sombra da Cúria romana e dos seus múltiplos e paradoxais interesses, a Campo das Letras dá agora à estampa ONU - História da Corrupção. Uma obra avalizada por documentos e fotografias onde Eric Frattin descreve, com todas as letras, sessenta anos de fraude, de corrupção, de favorecimento, esbanjamento, assédios sexuais, desperdícios,
violações e torturas, pederastia, subornos, má gestão e uma desastrosa administração por parte da ONU e das suas agências especializadas.
Um ensaio que nos conduz a uma profunda reflexão sobre as estruturas políticas em que nos apoiamos.
Desde 1945 que a ONU tem assumido um papel ao longo da sua história em muitos casos contrário ao espírito que marcava a própria Carta das Nações Unidas e aos ideais com que foi estabelecida.
Eric Frattini relata como «Trygve Lie, primeiro secretário-geral da ONU, cooperou abertamente com o Comité de Actividades Antiamericanas de McCarthy na sua "caça às bruxas" dentro da ONU; como Dag Hammarskjöld permitiu a entrada de agentes da CIA na sede da ONU e como ajudou essa entidade a manipular a política do Congo; como U Thant protegeu seis diplomatas árabes suspeitos de assassinar uma norte-americana numa orgia de sangue e sexo em troca de uma importante doação; como Kurt Waldheim ocultou o seu passado nazi e os seus anos de serviço no exército de Hitler; como Javier Pérez de Cuéllar protegeu
e promoveu as influências pessoais e o esbanjamento entre altos funcionários da ONU; como Butros Butros-Gali protegeu altos funcionários da ONU – seus amigos pessoais – de graves acusações de assédio sexual sobre funcionárias da organização; ou como Kofi Annan fechou os olhos em relação aos maiores casos de genocídio no Ruanda e em Srebrenica e, por "omissão", face ao maior caso de corrupção de toda a história da ONU no programa "Petróleo por Alimentos", em que esteve envolvido o seu próprio filho, Kojo Annan».
Um livro pertinente para o território de Macau e que deve ser objecto profundo de estudo.

SOBRE O AUTOR
Eric Frattini (Lima, 1963), escritor, jornalista e investigador, foi correspondente da "Cadena Ser", do jornal "Cinco Dias" e do "Canal Plus" no Médio Oriente.
É membro da Associacón de la Prensa de Madrid, da Associatión de Corresponsales Extranjeros em Israel, da Associatión de Periodistas Palestinos en los Territorios Ocupados e da Associatión de Periodistas de la Liga Árabe como membro de honra.
Viveu em Beirute (Líbano), em Nicósia (Chipre) e em Jerusalém (Israel).
É autor de uma dezena de livros, que foram traduzidos em diferentes países, entre os quais se destacam "Osama Bin Laden, la Espada de Alá" (2001) – a biografia do terrorista mais procurado em todo o mundo –, "Mafia S.A., 100 Anos de Cosa Nostra" (2002), "Irak, el Estado Incierto" (2003), "Secretos Vaticanos" (2003) e "A Santa Aliança – Cinco Séculos de Espionagem do Vaticano" (2004), publicado pela Campo das Letras em 2005.
Dirigiu ainda vários documentários de investigação para as cadeias de televisão Tele5 e Antena3 Televisión.

ONU: História da Corrupção, de Eric Frattini
Editora Campo das Letras • Colecção Campo da Actualidade
[À VENDA NA BLOOM]



Copyright 2006| Templates by GeckoandFly modified and converted to Blogger XNL by Blogcrowds and tuned by Bloom * Creative Network.
No part of the content of the blog may be reproduced without notice and the mention of its source and the associated link. Thank you.