A propósito do primeiro aniversário, a Bloom ontem nas páginas de um jornal do território. Foi na Tribuna de Macau numa reportagem da jornalista Diana do Mar. Agradecemos a honra e para a posteridade apresentamos de novo aqui o texto.
“Bloom” assinala primeiro
aniversário com “novidades”
A livraria “Bloom” celebrou o primeiro aniversário. Para comemorar nada melhor do que um catálogo “cheiinho” de novidades. Mas não estamos a falar de livros. Na prateleira, três grandes projectos aguardam “publicação”.
A livraria “Bloom” abriu as portas há um ano junto ao Largo do Pagode do Bazar. Para assinalar a data, descontos de 20 por cento marcaram as capas de todos os livros vendidos na sexta-feira e no sábado.
A paredes meias com o ambiente tradicional de um típico bairro chinês, a livraria prima pelos contornos modernos e pelo leque de títulos variados que preenchem as prateleiras, capazes de agradar ao mais variados gostos literários.
Despida de padrões, quer ao nível dos clientes, quer ao nível dos livros, a “Bloom” oferece um corredor de lombadas alternativas das mais variadas temáticas. Clássicos e obras de jovens autores repartem as coloridas estantes.
Virada a página do primeiro aniversário, a “Bloom” pretende alargar a sua actividade. “Pretendemos construir uma pequena academia de artes”, disse ao JTM, o responsável, António Falcão, acrescentando que o objectivo é criar um projecto paralelo partilhado da cultura escrita às artes, como o design ou a fotografia.
Neste capítulo, a “Bloom Creative Network”, aí constituída como empresa, pretende lançar uma série de iniciativas, que vão desde a realização de seminários a exposições passando por “workshops”. Para isso, a par da livraria, vai nascer um outro espaço dedicado às indústrias criativas, que irá funcionar no chamado Albergue da Santa Casa da Misericórdia, no Bairro de São Lázaro.
Inserido no projecto governamental de dinamização daquele Bairro, o novo espaço pretende fazer a ponte entre o tradicional e o moderno. António Falcão quer fazer do local um foco de artes criativas de carácter não esporádico. O objectivo era fazer coincidir a data de abertura com o aniversário da “Bloom”, mas tal não foi possível, disse o responsável, acrescentando que espera que esteja tudo pronto no próximo mês.
Para o primeiro evento, António Falcão já traçou alguns “rabiscos”. No momento, está a planear um conferência sobre o escritor americano Charles Bukowski. Segundo Falcão, o “outsider” da literatura representa em muitos aspectos o que a “Bloom Creative Network” quer fazer. A ambição criativa do autor que viveu o seu sonho de escrever sobre o mundo estará na base das semelhanças com o estilo da jovem livraria.
ARTISTAS LOCAIS. A par das indústrias criativas, a “Bloom CN” quer promover os artistas locais. Para isso, delineou um projecto com o apoio da editora “Penguin”, que consiste em convidar artistas do território a desenhar capas para livros. António Falcão adiantou que “alguns dos convites já foram endereçados a título informal e, que talvez em Março, os nomes sejam conhecidos”.
Colocar a livraria a funcionar online é outro dos grandes projectos da “Bloom”, que já possui um blog há cerca de um ano ao serviço da divulgação da livraria e da literatura, disse António Falcão. Como complemento, a “Bloom” publica ainda um texto diário nos jornais “Hoje Macau”, bem como na “Revista Closer”, e está presente na imagem fotográfica do “Tai Chung Pou”. Do catálogo, consta ainda mais um desejo: o de iniciar-se no ramo editorial, ou seja, publicar.
Não obstante os inúmeros projectos que a “Bloom” tem na calha, António Falcão reconhece que por manifesta falta de tempo à livraria falta a dedicação merecida. No entanto, o “cheirinho” a papel continua a atrair os apaixonados pela leitura.
No ano passado, a “Bloom” atingiu o recorde de vendas com perto de três mil livros vendidos. A grande aposta vai para a literatura estrangeira. Mas os lucros são sempre re-aplicados “para garantir a expansão e a sobrevivência de todo o projecto”, sublinhou António Falcão, que recorda com carinho os tempos difíceis da abertura da “Bloom”, atendendo a que não contou com qualquer tipo de apoio institucional.
DETALHES EXCLUSIVOS. Os livros pincelados em inglês são mais fáceis de adquirir, mas ainda há muita oferta na língua de Camões. Os motivos são simples: os encargos de envio e as taxas alfandegárias entre Portugal e Macau complicam o processo.
Uma parceria com a editora de Hong Kong, a MCCM, e o facto da “Bloom” ser o distribuidor em Macau da marca “Moleskine”, usada por Van Gogh, Picasso ou Hemingway, permite à livraria oferecer produtos exclusivos no território.
A livraria, cujo nome é extraído da personagem principal de Ulisses, de James Joyce, uma das epopeias da história da literatura foi ideia de António Falcão, mais tarde “aprovada” pelo circuito de amigos. “Bloom” que quer ainda dizer florescente ou crescente foi um nome que se “colou” ao ouvido da agora “fiel lista de clientes”, que encara a livraria como um ponto de encontro. A partir de agora, a “Bloom” vai passar a sortear um livro todos os meses entre as pessoas que passem na livraria durante o respectivo mês. O primeiro livro é “Double Game” de Sophie Calle e Paul Auster — a primeira publicação em inglês sobre a artista francesa. Vale a pena uma incursão na “Bloom” por aquilo a que Platão chama dos “amigos que falam, mas não respondem”.
[DIANA DO MAR • JORNAL TRIBUNA DE MACAU • 18 JAN 2008]
Bookmarkers: Bloom Exclusives, Macau, Português, Vida / Life
«Está para sair um livro com entrevistas suas... Esse livro é uma merda! Isso é uma aldrabice. É bom para andar por essas pequenas editoras.»
Luiz Pacheco, semanário «Sol», Janeiro de 2008
Neste livro estão reunidas entrevistas publicadas entre 1992 e 2008. A selecção é da responsabilidade de Luiz Pacheco e de João Pedro George.
Entrevistadores: Baptista-Bastos; Carlos Quevedo; Cláudia Galhós; João Paulo Cotrim; João Pedro George; Mário Santos; Paula Moura Pinheiro; Pedro Castro; Pedro Dias de Almeida; Ricardo de Araújo Pereira; Ricardo Nabais; Rodrigues da Silva; Rui Zink; Vladimiro Nunes.
Grande prosador, Luiz Pacheco foi também um dos melhores conversadores da imprensa. Estas entrevistas, publicadas nos últimos 20 anos em jornais e revistas, apresentam-nos uma das vidas mais agitadas da literatura portuguesa e são bem a expressão de uma inteligência desperta, desafiadora e implacável, batendo forte e feio em algumas personalidades da nossa vida pública.
Caso humano riquíssimo, impossível de resumir aqui, o mais sensato é dar-lhe a palavra: «Luiz José Machado Gomes Guerreiro Pacheco nasceu em 7 de Maio de 1925 e espera morrer no ano 2000. Está bem-disposto, porque está desempregado. Publicou muitos livros de outros autores. Não se lembra de publicar nada (dele) que prestasse. Escreveu muitas obras e perdeu quase todas. Teve três mulheres, nove filhos e netos, nem conta. Folhetos de sua autoria: Os Doutores, a Salvação e o Menino, Carta-Sincera a José Gomes Ferreira, O Teodolito, Os Namorados, O Cachecol do Artista. Teve 18 valores na admissão. O Urbano teve 12.» (incluído na «Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica», organizada por Natália Correia em 1965).
O Crocodilo Que Voa, Entrevistas a Luiz Pacheco, Vários Autores
Edições Tinta da China • Fevereiro 2008 [a voar para a Bloom]
Bookmarkers: Escritores / Writers, Livros / Books, Português, The Greatest
No Leste, nos Balcãs, fumar e conviver à roda de uma mesa, entre amigos, ainda constitui um imprescindível acto social. Mesmo nos tempos mais duros do cerco a Sarajevo, no decurso da guerra civil na Bósnia-Herzegovina, houve uma fábrica de tabaco e uma padaria que nunca encerraram.
A primeira era a única fábrica com licença para produzir cigarros Marlboro em toda a extinta Jugoslávia. Dizia-se mesmo que o Marlboro Sarajevo era um cigarro que os especialistas da Philip Morris adaptaram ao gosto dos fumadores locais, utilizando o tabaco colhido na região.
Esta cooperação particular com os Estados Unidos foi interrompida durante os 43 meses de guerra, entre 1992 e 1995. Mas apesar do cerco de Sarajevo, a velha fábrica inaugurada há mais de 120 anos nunca deixou de produzir, mantendo cerca de 30 por cento do nível de produção anterior ao conflito. E durante os tempos mais difíceis, de grande escassez de bens de primeira necessidade, a população local começou a utilizar os cigarros como moeda de troca.
Em finais de 1999, a velha fábrica investiu em novos equipamentos e iniciou um processo de privatização, um dos poucos com algum sucesso no dividido país.
"Marlboro Sarajevo" foi o título escolhido para os primeiros contos de Miljenko Jergovic, agora publicados em português. Natural de Sarajevo (1966) e de origem "croata bósnia", testemunha do início do conflito que destruiu o seu país, decidiu fixar-se em Zagreb, onde ainda vive, em 1993 ou inícios de 1994 (as informações divergem), com 27 anos. Jornalista, colunista político, poeta, escreveu reportagens sobre a sua cidade cercada para o semanário croata "Nedeljna Dalmacija". Para além desta sua obra de estreia publicou ainda uma colectânea de contos ("Karivani") e dois romances ("Buick Riviera" e "Mamma Leone"), transcritos em diversas línguas, muito bem acolhidos pela crítica e premiados.
A sua escrita é considerada uma forma de arte que capta sentimentos, paixões e tristezas. Curtas e incríveis histórias de paradoxos, maus presságios, efémeros sinais de esperança. E que já foi mesmo incluída entre a "grande literatura universal" das últimas décadas. Comparada mesmo, mas de forma algo abusiva, ao grande escritor jugoslavo e Nobel, Ivo Andric.
Esta publicação, com a chancela da Cavalo de Ferro, constitui um mosaico de histórias de duas/três páginas. Jergovic percebe perfeitamente o que está a suceder na sua cidade, aos seus concidadãos, e por saber que não podia travar a história optou por descrevê-la, na sua própria voz. Um livro de paradoxos, onde a natureza humana se revela em toda a sua complexa e contraditória dimensão, onde a "insustentável fragilidade" das pessoas, a sua perturbante "dimensão primária", a sua capacidade de adaptação, resistência e solidariedade, se cruzam num ambiente caótico.
Um livro para melhor compreender a região, que testemunhou com espírito conturbado a elevação de um novo país.
Marlboro Sarajevo, de Milijenko Jergovic • CAVALO DE FERRO
Bookmarkers: Escritores / Writers, In Bloom, Livros / Books, Mundo / World, Português
Bookmarkers: English, Livros / Books, Vida / Life
Don't forget... is today and tomorrow. Sales at Bloom!Bookmarkers: Bloom Exclusives, Buenos Aires, English, Macau, Português
First it starts
with a nightmare
One night you wake up and start talking. Sweating and talking. Then the idea comes jumping across your mind and when it turns to a shape and you realize the sense of it it's already too late. From then on there's no coming back. Only one way and it goes straight onwards.
The conceiving of Bloom was amorous and long. Full of angles, questions and miraculous cures. It was born on passion, on the hunt caused by absence. There was the need to discover the outline source, the coordinates, and systematize its own space. Stretching out the cloth.
The world of books is immense, with infinite paths and endless formulas. They never stop traveling and don't get stuck to anything. Books fly. They hop through memory and build new lives. Lives without an end. On everlasting invaluable pages.
We want to keep going. We want that everyone falls in love and feels the pleasure to explore all sides of imagination. Reading. Through extraordinary stories and beauty fool words, from other lives and other memories. Brought from other ages and faraway lands.
Bloom was born one year ago and is located on the corner of a plaza. A plaza like a shore, with a big sun and all, and a vast sea inside. The path is still the same, with an improved navigation system and a better grip. Yes, we found the blue van that brings us the stock. But we still got the same main idea bruising on our heads, in the wind like a hurricane shattering its own course. And we go. Onwards.
We go!
Bloom Bookshop is offering to Macau's readers a little gift. Giving a special discount on its first anniversary. It will happen this Friday and Saturday. In just two days you'll have the chance to take anything from Bloom with a reduced price.
It's just the least we can do. We want to give more and again... sail on. We would be very pleased if you could come and taste the beauty of words and start again talking... nonstop. Like that dream that never ends.
We are very grateful for your support. We apologize for the inaccuracy and miscalculations. We express our regret for the blowing of the wind. For the delusions. We are still itsy-bitsy. We are one year old. And if it were not because of you we would not be here at all. We made it just for you.
Thank you again!
[DOWNLOAD IT HERE OR CLICK ON HE IMAGE]
Bookmarkers: Aprender / Learning, Bloom Exclusives, English, Macau, Mundo / World, Vida / Life
Fomos hoje à Rádio Macau. Quer dizer, fui. Levei livros para oferecer aos namorados que telefonassem a dizer coisas de amor. Quase ninguém telefonou. Falámos. Eu, o CMJ e o "António", com o Hélder Fernando, sempre com as palavras debaixo da língua. Uma hora e tal. Eu não disse grande coisa.
Ainda estava frio quando saí.
E hoje na Bloom, apesar de todos os nossos esforços, e de uma montra bonita, os namorados também não quiseram vir. Foram poucos os que apareceram. Excepto um, que levou um presente extraordinário. Imagino toda a surpresa.
Parece que no fim de semana já vai estar calor.
Bookmarkers: Bloom Exclusives, Macau, Noise, Português
You wanna know if I know why?I can't say that I do
Don't understand the evil eye
Or how one becomes two
And I just can't recall what started it all
Or how to begin the end
I ain't here to break it
Just see how far it will bend
Again and again and again
I wanna make it
I wanna make it wit chu
(anytime, anywhere)
Sometimes the same is different
But mostly it's the same
These mysteries of life
That just ain't my thing
If I told you that I knew about the sun and the moon,
I'd be untrue
The only thing I know for sure
Is what I wanna do
I wanna make it
I wanna make it wit chu
(again and again and again)...
QUEENS OF THE STONE AGE • MAKE IT WIT CHU
[CLICK IMAGE TO PLAY IT]
The Desert Sessions are a musical collective series "that cannot be defined". Founded by Josh Homme from QOTSA in 1997. Artists such as Brant Bjork, PJ Harvey, Dave Catching, Nick Oliveri, Mark Lanegan, Chris Goss, Alain Johannes, and many others have contributed as songwriters and musicians.
At Desert Sessions, you play for the sake of music. That’s why it’s good for musicians. If someday that’s not enough anymore, or that’s not the reason behind you doing it--that’s not your raison d’etre--then a quick reminder like Desert Sessions can do so much for you, it’s amazing. It’s easy to forget that this all starts from playing in your garage and loving it.All began in August 1997 at the Rancho De La Luna in Joshua Tree when Homme brought together musicians from different bands. The ranch is an old house filled to the brim with rare and unique recording equipment and instruments and is owned by Dave Catching. Songs are written on the spot in matters of hours usually, and no place in the home is safe from the music. Many stories have grown around the Sessions.
JOSH HOMME
We want sex to bleed into the music. At our shows, we want to see half boys and half girls in a utopian world, dancing and drinking.Mission Acomplished. This is the right song for today. The right video. Enjoy it and put it very loud!
JOSH HOMME
Music video by Queens Of The Stone Age performing Make It Wit Chu with Joshua Homme, Alain Johannes, Michael Melchiondo © 2007 Interscope Records • FOR YOUR PLEASURE FROM BLOOM TV
Bookmarkers: BLOOM TV, English, Noise, Revolución, Tango, The Greatest, Vida / Life
"Love Embrace of the Universe (The Earth, Diego, and Me)", by Frida KahloBookmarkers: Art, English, Taste it, The Greatest
Bookmarkers: English, Mundo / World, Taste it
Queria ser-te, queria estar em ti, no mistério vivo e absoluto que tu és. Queria ser o deus fascinado de ti, no centro de ti, vendo-te, cheirando-te, sabendo-te, ouvindo-te, todo redondo e cheio, dentro e fora de ti, no vazio de ti, na espessura ardente e obscura do teu ser. Como te quero assim, no inteiro contacto, tocando-te e respirando-te, ardendo onduladamente em tuas veias! Esta é a mais perfeita glória, o gozo mais pleno, a mais maravilhosa identidade. Estou em ti e já nada me distancia ou me separa do que tu és dentro de ti e fora de ti. Estou dentro de ti, cego e luminoso, sou o teu espaço interno, o teu permanente renascer. Sou agora o que tu és, um caos suave e tumultuoso, um movimento permanente de sombras e de luzes, de ritmos e de cores. Estou dentro do teu corpo, maravilhosamente dentro, no sol do teu sexo, no centro da tua consciência. Sinto-me extremamente vivo em todos os teus poros. Toco o que tu tocas, ardo onde tu ardes, respiro o que tu respiras. Tudo o que eu disser é a tua própria palavra, a tua confiança vertiginosa, o teu alento de fulgurante ignorância.
António Ramos Rosa in Viver em Ti
[AMO-TE • ANTOLOGIA LITERÁRIA • 101 NOITES]
Bookmarkers: In Bloom, Livros / Books, Poem, Português, Taste it
Quantas formas há de dizer aquilo que se sente? Talvez não exista nenhuma. Aquilo que se sente talvez não viva de nenhuma palavra conhecida. Não vive do que pode ser dito nem do que está explicado. Vive do ar. O ar não pode ser dito. E no entanto há tentativas, há aproximações a uma inconsciência infinita que roda dentro de cada um. Como o sangue. Como o pensamento. E há o desejo verdadeiro da aproximação, pela descrição de um aroma longínquo. O eco de palavras escutadas. A saudade.
Na inclinação exclusiva do amor, verbo e tudo o mais. Sim, um verbo, e tudo o que há de mais. Há uma ligeira contracção dos sentidos. Da direcção. Sentidos que depressa se desfazem e perdem toda a pose escorregando por um abismo de embriaguez e afecto. Sem nada a perder. É assim, sem mesmo nada a perder e sem medo nenhum do que possa acontecer.
Não importa que amor, a palavra, rima com outra mais pequena e que cria a raiz de todas as feridas.
Neste livro, aqui reunido, existem tentativas. Delas se fazem as formas de dizer "amo-te" e delas sobra uma quantidade de escritores e poetas que saltaram de olhos fechados para o abismo e cantaram o amor. São as mais belas declarações de amor dos mais famosos amantes da literatura universal.
Percorrendo mais de vinte séculos de literatura, desde o autor da Arte de Amar, Ovídio, aos grandes poetas do amor como Luís de Camões, Shakespeare, Byron, Keats, Púchkin, Verlaine, Cesário Verde, Fernando Pessoa ou Florbela Espanca, passando pelos grandes romancistas como Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Balzac, Tolstoi, Dostoiévski, Zola; esta antologia, organizada cronologicamente, reúne toda essa dor que sobra da palavra com a qual ela rima. Junta o desejo. O ardor. E atira-o por aí fora. Para o nada. Para o monte das palavras que ainda não são conhecidas.
Um destes exemplares pode ser seu se sintonizar a Rádio Macau, esta Quinta-feira às 17.00. A Bloom junta-se também ao Tai Chung Pou numa promoção do dia de São Valentim. Bastando criar as melhores frases de amor com declarações que fazem subir o Céu mais um bocadinho.
Amo-te • Uma Antologia Literária • 101 NOITES
Bookmarkers: Escritores / Writers, Livros / Books, Português, The Greatest
NEXT WEEK AT BLOOM
Australian-born artist Ron Mueck, renowned for his sculpture 'Dead Dad', shown at the Sensation exhibition in 1997, has created a distinctive body of hyper-real sculpture whose startling power and strangeness have given a fresh impulse to modern sculpture. This catalogue accompanied the show at the Fondation Cartier pour l’art contemporain, which provided Mueck with the opportunity to create new sculptures, two of which are gigantic.
Whether monumental or smaller than life-size, Ron Mueck’s sculptures are so lifelike that they seem to breathe. Veins, wrinkles, body hair, blemishes… no detail is neglected. The result is so perfect that the resemblance to ‘real life’ is disturbing.
This catalogue includes several photographic essays, commissioned specially to follow the artist through the different phases of his work. In London, a series of photographs was realised in Mueck’s studio over a six-month period. The completed sculptures were then photographed in their exhibition environment at the Fondation Cartier.
An analytical text by Robert Rosenblum, richly illustrated by Mueck’s sculptures, studies his work from the perspective of classical and modern art history.
Mueck's stunning and carefully crafted sculpture has catapulted him into the first rank of the contemporary art world. Exploring reality's ambiguous relationship with artifice. Brilliantly employing the strategies of imitation and illusion, he creates figures that express the contradictions between the real world and the world of the imaginary. His lifelike figures with their veins, wrinkles, sagging skin, and moles have been crafted to such perfection that the remarkably convincing result is deeply perturbing.
Ron Mueck is the son in law of the portuguese acclaimed painter Paula Rego.
Robert Rosenblum is Henry Ittleson Jr. Professor of Modern European Art, Fine Arts, Institute of Fine Arts, New York University.
Ron Mueck, by Robert Rosenblum
THAMES AND HUDSON • 120 PAGES • HARDCOVER • 2006 • 340 Mop$
Distributed on behalf of Fondation Cartier
Bookmarkers: Art, English, In Bloom, The Greatest, Vida / Life
Filipa Simões apresenta exposição “Why?” no Centro de Indústrias Criativas
Pergunta com resposta(s)
No início de tudo, há sempre uma questão que se coloca. O cliente encomenda um trabalho, explica o que tem em mente e aquilo que pretende. Compete, depois, ao designer gráfico, encontrar a resposta mais acertada, transformar conceitos em imagens, apurar possibilidades que vão aparecendo à medida que se explora o objecto. O resultado é a comunicação. O resultado ideal é a comunicação sem ruídos, mas que foge ao óbvio.
“O design está neste processo de encontrar respostas. Coloca questões e abre possibilidades”, explica Filipa Simões, designer gráfica, comunicadora por imagens, por natureza e formação profissional. Na próxima sexta-feira, quando forem 18h30, no Centro de Indústrias Criativas, abre ao público a exposição “Why?”, em que a designer explora, precisamente, as respostas para uma “inquietação”, desta feita lançada por ela própria e não pelo cliente.
“Há já algum tempo que queria fazer uma exposição”, conta Filipa Simões. A oportunidade surgiu, através do Centro de Indústrias Criativas, que lhe lançou o desafio. A autora da instalação de vídeo “Insaciedade”, construída em 2005, ainda ponderou a hipótese de voltar a usar este meio de expressão. Mas a opção que pesou mais acabou por ser outra. “Decidi fazer uma exposição de design de comunicação, que é a minha disciplina”, afirma.
Em “Why?”, Filipa Simões faz um “exercício de experimentação, de liberdade criativa”. A partir das três letras da palavra e do ponto de interrogação explora soluções gráficas de comunicação. Quem for ao Centro de Indústrias Criativas vai poder ver como se desenvolve o trabalho de um designer gráfico, as várias fases do processo, desde que se coloca a questão até que se encontram hipóteses de solução do problema.
“’Why?’ é o porquê das coisas e o porquê do design. É um ponto de partida para comunicar”, descodifica. “Peguei nesta questão e fiz um exercício gráfico, explorando plasticamente vários caminhos e hipóteses. Joguei com esta ideia simples, com várias imagens e sensações, que focam um caminho.” Nesta exposição, a designer mostra a tal inquietação que a procura das respostas implica, mas permite também, ao público em geral, perceber melhor o mundo da comunicação visual. Serve ainda, acredita, para abalar convicções em torno desta área de trabalho.
“O design gráfico é frequentemente encarado com um serviço”, analisa Filipa Simões. E isto deve-se ao facto de ser uma área com uma componente mais prática e imediata, mas também pelas condições em que, muitas vezes, é executada. “Com frequência, os trabalhos são feitos com muita pressa, exigem-se soluções rápidas, pelo que se pode dar menor importância.” Quando existe o tempo necessário para lidar com as inquietações, acontece um “exercício maior” e a arte conquista espaço. “É a arte de comunicar”, conclui.
Com “Why?”, o público pode ficar a perceber processos de construção e reflexões em forma de imagem, mas o trabalho acaba por ter um efeito semelhante para a sua autora. “Fazer este exercício abriu uma série de possibilidades, mesmo em termos artísticos, e fez-me encarar o trabalho de outra forma. Tem sido óptimo”, conta.
A exposição no Centro de Indústrias Criativas é um momento especial para a designer portuguesa. “Tenho vindo a fazer o meu trabalho muito discretamente e quero que as pessoas o conheçam, pelo que estou muito satisfeita com a oportunidade.” As imagens que constituem a “Why?” podem ser vistas até ao dia 3 de Março.
RETRATO DA ARTISTA
Filipa Simões nasceu em Portugal, em 1978, tendo vivido em Macau entre 1989 e 1992. Se bem que breve, a experiência no Oriente foi marcante, ao ponto de sentir vontade de regressar, o que acabou por acontecer em 2004. Antes de rumar, de novo, ao território, tirou o curso de Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.
Foi em Portugal que começou a desenvolver projectos de identidade editorial e corporativa, na empresa Forma Design. Já em Macau, trabalhou na editora Livros do Oriente, onde teve a seu cargo a concepção gráfica de várias publicações.
Em 2005, criou a sua própria empresa, a WHYDESIGN, tendo, desde então, concebido e executado projectos na área da identidade corporativa, do design editorial, web design e multimédia, design promocional e publicitário, eventos e exposições, design de embalagens e produtos, tanto para clientes locais como de Portugal.
Tem participado em vários concursos internacionais e locais, com prémios arrecadados. Em 2004, foi distinguida com o primeiro prémio do logótipo do Conselho das Comunidades Portuguesas, por um trabalho feito em conjunto com o arquitecto Nuno Soares. O logótipo acabou por ser seleccionado para representar Macau no livro “Worldwide Identity”.
Mais recentemente, e numa lógica de ligação ao território bem presente na sua concepção de design, ganhou o primeiro prémio do logótipo da Confraria de Gastronomia Macaense.
Na área do vídeo, outro meio que Filipa Simões emprega para comunicar, marcou presença na Experimentadesign 2005, em Lisboa, com a instalação de vídeo “Insaciedade”, um retrato de Macau da perspectiva dos restaurantes locais.
Mais recentemente, os trabalhos gráficos para as peças de mobiliário da série “constrAction”, desenvolvida por Nuno Soares, estiveram em exposição em Hong Kong, no ID Expo 2006, e em Milão, no Salone Satellite 2007.
[POR ISABEL CASTRO • TAI CHUNG POU EM PORTUGUÊS]
"Why?" • CENTRO DE INDÚSTRIAS CRIATIVAS • CENTRO CULTURAL DE MACAU • DE 15 FEV A 3 MAR
Bookmarkers: Design, Exhibitions, Macau, Português, Vida / Life
Lembro-me de ter nascido, ou então de ter mudado inteiramente tanto de alma como de pele, pelo menos uma meia dúzia de vezes ao longo da vida e nenhuma delas foi lá onde terei, pela primeira vez, dado conta da luz do mundo. De que havia uma matriz geográfica que essa é que me dizia de facto muito intimamente respeito pela via quem sabe de uma qualquer memória genética, dei conta aos doze anos - lembro-me sempre de cada vez que ainda por lá passo e se calhar é para isso que ando sempre a ver se passo por lá – a comer pão e com um ataque de soluços no meio do deserto de Moçâmedes, por alturas do Pico do Azevedo. E de que havia uma razão de Angola que colidia com a razão de Portugal, disso dei definitivamente conta já a trabalhar nas matas do Uíge quando, em março de 1961, eclodiu a sublevação nacionalista no norte de Angola. Sobrevivi então aí absolutamente à justa e a tempo de me refazer de tanta perplexidade e de tanto horror, tanto insurreicional como repressivo, quando a seguir, numa memorável noite em Luanda, houve quem me sussurrasse, em passeio pelas ruas da baixa, versos nacionalistas de Aires de Almeida Santos e de Viriato da Cruz que me revelaram uma alma de Angola que se me vinha oferecer sob medida e pela via do arrepio para eu ajustar à razão de Angola que a sublevação tinha acabado de me dar a reconhecer in vivo, e de que a partir daí passei a socorre-me para ver se conseguia conferir algum sentido à condição de orfão do império a que a vida, apercebi-me logo, me tinha destinado. Quando logo a seguir, também, a idade e o desamparo me colocaram com um papel na mão para apresentar-me no Huambo ao serviço da tropa colonial, e depois fui transferido para Luanda, já tinha conseguido que alguns mais-velhos da luta clandestina nacionalista me atribuíssem mínimas tarefas menores, como dactilografar, para posterior distribuição pelos musseques, poemas de revolta de autoria anónima e esclarecedora má qualidade. Mas depois foi uma data de gente presa e a tropa só não me entregou também à pide porque o comandante da secção de justiça do quartel a que eu pertencia era casado com uma filha de Moçâmedes e decidiu arriscar, e os informou que preso já eu estava, por razões disciplinares. Passei ainda uns tempos fardado de soldado português a fazer desenhos no quartel-general, mas depois fui requisitado, como técnico agrário, pelo instituto do café, e mandado para a Gabela e mais tarde para Calulo. Ligações políticas efectivas com a insurgência nacionalista, nunca mais encontrei maneira de as restabelecer... e também nada ajudava... nem a cor da pele que é a minha nem o cargo de engenheiro que ocupava... e o máximo que consegui foi ser dado como persona non grata pela administração do Libolo, junto com um padre basco e um médico português, e afastado compulsivamente dali. Pouco para currículo político.
SOBRE O AUTORO angolano Ruy Duarte de Carvalho (n. 1941) é antropólogo doutorado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris. Exerceu a actividade de Professor da Universidade de Luanda e foi Professor Convidado na Universidade de Coimbra (Portugal) e na Universidade de São Paulo (Brasil). Estudou cinema em Londres e realizou inúmeras horas de cinema directo filmado entre populações do sul de Angola.
A câmara, a escrita e a coisa dita...
de Ruy Duarte de Carvalho
ESTE É O TÍTULO DE FEVEREIRO DOS LIVROS COTOVIA• 464 PÁGINAS • CAPA DURA
Bookmarkers: Cinema, Escritores / Writers, Livros / Books, Português
According to a survey regarding the performance of the Government featured on the website of Macau Business magazine almost one third of the voters picked 'none' as they're favourite Secretary, the crucial elements of the executive.
It was an informal question: "Vote in your favorite Secretary to rank the Government Secretaries acording to their performance", it was asked. If the answer is 'none' the meaning is that either the majoraty don't give a damn for governemnt issues or they don't regard any of the Secretaries as having a good performance. Anyhow the first second choice is Francis Tam, the holder of the Economy office.
The poll is not scientific but must be taken in consideration as a fragment of information about the discontentment of the citizens. Take it as you want. It's just an idependent and simple gaze at the public administration staging.
[TAKE PART OF IT AND CAST YOUR VOTE HERE]
Bookmarkers: English, Macau, Magazines, Taste it, Vida / Life
The new issue of Macau Closer is here at Bloom. One year after its first release it is spread now into two different magazines, with the integration or in this case the detachment of Macau Closer Lifestyle, the name given to the new extention.
Gambling and Police are on the cover as the main highlight. Patricia Cheong, an entrepeneur of success and ex-Miss Macau, is smilling at us on the face of Lifestyle's window. Fashion, shopping and the Year of the Rat build up the main body of this magazine.
We have to pull out our friend Clara Brito and Lines Lab and give her a big hug and the best wishes for the future. For all the effort of building an original brand in Macau and for going there on a road that others are afraid to step.
Bloom is also present on this issue. As usual on the monthly book reccomendations but also on photography affairs, going on the challenge of fulfilling the first Fashion photo-shoot, featuring Clara Brito and Lines Lab, and as a special request for doing the cover of the main issue. We were pleased to extend Bloomland to a different style of life.
All the wishes of a long life are extended, of course, to Macau Closer.
Bookmarkers: English, In Bloom, Macau, Magazines, Vida / Life
Time is different at Bloomland!
1 comments Semeado por / Sowed by: Bloom * Creative Network at 16:11
This is the ad from Ponte 16 that is broadcasting on TV channels from Macau and Hong Kong. For 3 seconds [starting at 00.30] you can see Bloom. It's a pleasure - and a privilege - to be on this little movie about Macau, focused on its historical places. We are involved into the same concept of time where things happen in a different pace and where the flocks of yesterday are mixed with the whirls of the future. Yes, that is the idea of Bloomland for sure - and much more!
[CLICK THE IMAGE ON TOP OR FOLLOW THIS DIRECTION]
Bookmarkers: BLOOM TV, Buenos Aires, English, Macau
The Disinformation Company is a multimedia company that specializes in presenting information of a controversial, subversive, extreme, or just plain unusual nature. The company publishes a number of books and DVDs, as well as a web site (disinfo.com) about conspiracies, subculture, politics, and other topics the traditional media don't often cover. Launched on September 13, 1996, disinformation was designed to be the search service of choice for individuals looking for information on current affairs, politics, new science and the "hidden information" that seldom seems to slip through the cracks of the corporate-owned media conglomerates. The Disinformation Company is independently owned with offices in New York City. In addition to its site, The Disinformation Company also has thriving publishing, television and home video divisions.
THESE ARE SOME OF THEIR TITTLES:
Bird Flu: Everything You Need to Know
by John Farndon • Foreword by Tony Minson
A Bird Flu pandemic is inevitable - so we are told. First identified in China, this apparently merciless virus, which originated in chickens, supposedly has the potential to mutate and kill thousands, even millions, of people. But how accurate is this picture? Is it a panic created by the media? Or a genuine threat we should protect ourselves against immediately - and how can we do this? What exactly is it and what do terms like "mutate" actually mean? John Farndon answers these questions and also investigates: the history of pandemics - and how this one might be different; the last great flu outbreak - the Spanish flu of 1919; what a virus is and how it spreads; how antiviral drugs and vaccines work; how the statistics of death rates are worked out; what the government's emergency plans are. Whether you are worried about the implications of bird flu for you and your family, or you are simply interested in learn more than what you see and read in the media, this book is for you.
50 Facts That Should Change the World 2.0
by Jessica Williams
Jessica Williams revisits her classic series of snapshots of life in the twenty-first century. Revised and updated with lots of new material, this book is every bit as vital as the first edition. From the inequalities and absurdities of the so-called developed world to the vast scale of suffering wreaked by war, famine, and AIDS in developing countries, it paints a picture of incredible contrasts.
The 2.0 edition again contains an eclectic selection of facts addressing a broad range of global issues, now with added emphasis on climate change, the decline in human rights and democratic freedoms around the world, the unexpected global impact of corporate growth, sports and media madness and inequality, and lots of updated facts and figures. Each is followed by a short essay explaining the story behind the fact, fleshing out the bigger problem lurking behind the numbers. Real-life stories, anecdotes, and case studies help to humanize the figures and make clear the human impact of the bald statistics. All of the facts remind us that whether we like to think of it or not, the world is interconnected and civilization is a fragile concept.
Underground!: The Disinformation Guide to Ancient Civilizations, Astonishing Archaeology and Hidden History
by Preston Peet
Where did 'modern' civilization begin? What lies beneath the waves? Do myths describe interstellar impact? Was the Ark of the Covenant a mechanical device? Were there any survivors of the Atlantean catastrophe? Who really discovered the 'New' World?
Hidden history continues to fascinate a wider audience and all of these questions are answered in this compendium of facts. Peet and his various all-star contributors guide readers through exciting archaeological adventures and treasure hunts, ancient mysteries, lost or rediscovered technologies and assorted forteana, all the while using serious scientific studies and reports, scholarly research and some fringe material. A massive compendium questioning established wisdom about the history of the world. Contributors include: Graham Hancock (Fingerprints of the Gods, Underworld) David Hatcher Childress (Lost Cities and Civilizations series), Colin Wilson (From Atlantis to the Sphinx), and many more.
Bookmarkers: Editoras / Publishers, English, Jornais / Newspapers, Mundo / World


