Dizer sinto muito é uma forma de começar a dizer.
Bookmarkers: Philosophy/Filosofia, Português
[WHO STILL HAVE PROBLEMS TO LOGGING IN]
hubris |ˈ(h)yoōbris|
{noun, first used in the late 19th century} [from Greek],
• presumption, insolence, (orig. towards the gods); pride, excessive self-confidence
EXAMPLES
Aldous Huxley: "Hubris against the essentially divine order of Nature would be followed by its appropriate nemesis."
S. J. Gould: "By what hubris do we consider ourselves any bigger in a universe of such vastness?"
[Shorter Oxford English Dictionary (Fifth edition, 1993) page 1281, left hand column.]
The ancient Greeks believed hubris led to downfall
In 'hubris' the 'u' occurs before the ' b', and an 's' is the final letter. The same letters, capitalized and brought together in their hUBriStic order, name an internationally known bank. The overlap of the letters and their positions in the word and in the bank's name is a coincidence, perhaps an amusing one. If one find the coincidence striking then, moving from orthography to meaning, one may come to ask, "Could the bank's abundant enthusiasm for rehearsing its successes and for pursuing profit by means ranging from the conventional, through the disastrous, to the legally dubious, together amount to hubris?"
Moving again, from current meanings to past beliefs, one might see the losses, accusations, and punishment that UBS has recently suffered as echoes of those nemeses that long dead Greeks believed they risked when by ignoring their cities' conventions, faith, laws, and wisdom.
[BY GODFREY @ BLOOMLAND]
• EXTERNAL LINK AT WIKIPEDIA
Bookmarkers: Aprender / Learning, English, Mundo / World, Philosophy/Filosofia, Vision
Jean-Clet Martin, filósofo, é o autor do saboroso “100 Palavras do Erotismo”, uma longa reflexão em cem capítulos, sobre os grandes conceitos, emoções, tabus e fetiches historicamente associados ao erotismo e ao modo com o entendemos e incorporamos na nossa vida quotidiana. E que não se pense que se trata de uma obra ligeira e picante. Estamos sim perante um texto rigoroso e sério, com uma forte sustentação filosófica e histórica, que nunca se torna aborrecido para o leitor. Da mesma editora e com inegável oportunidade, acaba de ser lançado o ensaio “Nacionalismo”, de Anthony D. Smith, que analisa o modo com o nacionalismo se transformou, nos dois últimos séculos, num conceito central do pensamento e do debate político, tendo estado na origem de terríveis convulsões políticas e sociais.
Este livro, para saborear, constitui um percurso amoroso, no qual cada palavra, em vez de explicar o erotismo, fá-lo existir, sentir, vibrar.
Não se trata de o compreender, mas de o gozar, entrar no labirinto do erotismo, composto de embriaguês e de sedução, de encanto e de graça. Cada palavra, em si própria, é um estremecimento, um arrepio da alma, uma carícia ou uma aprendizagem das práticas do prazer.
A leitura deste livro levar-nos-á a celebrar Afrodite, fazendo-nos esquecer os mecânicos e assépticos Viagra.
Um verdadeiro hino ao prazer, ao amor e à vida.
ERECÇÃO100 Palavras do Erotismo, de Jean-Clet Martin • TEOREMA
A erecção é uma ascensão celeste de que se serviam os Babilónios para entrar em rivalidade com Deus, dirigindo para o céu uma torre enorme a fim de conquistar a sua altura e poder. A erecção erige, eleva acima da superfície uma escada capaz de subir sem parar até um ponto de vista superior que nos solta do mundo. A sua espiral é um cordão umbilical, um lugar de passagem que nos permite contemplar as estrelas e instalar um observatório que de tão longe prefigura já o nosso desejo de conquista espacial. [...]
Bookmarkers: Escritores / Writers, In Bloom, Livros / Books, Philosophy/Filosofia, Português
Sade, O Terror na Alcova do francês Serge Bramly, conta, ficcionando, uma determinada época já decadente, mas provavelmente uma das mais interessantes, da vida do eterno Marquês de Sade.
A acção passa-se toda ela em plena Revolução Francesa, no mais aceso período do terror. Sade, então, estava preso, embora sob a atenta protecção de uma amante influente, a quem chamava Sensível. E só por isso escapou à guilhotina. Dando-se mesmo ao luxo de escrever um dos seus mais importantes livros: A Filosofia na Alcova. Protegido, volto a sublinhar, por Sensível, que se curvava, submissa, ao seu despótico jogo, cumprindo as suas fantasias. Sensível, que ia ao ponto de levar até ele não somente papel e penas, mas igualmente mulheres, para que fossem as suas próximas vítimas. Sensível, que tentava protegê-lo de si próprio. Tarefa verdadeiramente impossível.
Serge Bramly, num exemplar fresco, consegue mostrar-nos Sade tal como ele então deveria ter sido: envelhecido já, mas nunca inofensivo. Antes pelo contrário: libertino e perverso, com uma ferocidade implacável, tentando vencer o tempo que, impiedoso, nele vai deixando as suas marcas.
"Em 1794, os cabelos tinham virado louro acinzentado, assim como as espessas sobrancelhas que sombreavam os olhos de gato. A testa estava desguarnecida: o queixo e as faces tinham inchado, tornaram-se enormes, não se lhe via o pescoço." Mas, Bramly logo se apressa a acrescentar, como que retratando-se: "Apesar da corpulência, o porte continuava, entretanto, erecto, e a aparência bastante nobre." E esta ambiguidade contrita, acompanha do princípio ao fim todo o romance. Pois o seu autor ora mitifica o Marquês, porque o admira, ora o mostra vil e desprezível, provavelmente porque, também, o horroriza, na sua assumida perversidade, que ia, se necessário até ao crime.
Pois para Sade não era, afinal, o desmesurado prazer sexual que contava de toda a sua vida, pondo em prática, precisamente, aquilo a que chamou, a filosofia na alcova. Na qual as mulheres, todas elas, não importavam senão como objectos sexuais. Aos homens, dividia-os ele pela inteligência, poder e classe social. Embora para Sade nem todas da sua classe, contassem.
Dizia-se republicano, defensor da liberdade. Exigindo no entanto ser reconhecido como senhor absoluto dentro do círculo em que se movia, como lembra por carta a sua mulher: "Fui feito para ser servido, e quero sê-lo."
Sade era um ser cruel, genial e terrível, que fez de si próprio este impressionante auto-retrato: "Imperioso, colérico, arrebatado, extremista em tudo, dum desregramento de imaginação sobre os costumes como não há igual, é o que eu sou, em duas palavras: e mais, matem-me ou façam-me de morto, porque não mudarei." Deram-no não por morto, mas por louco, e internaram-no no pior hospício, onde o maltrataram com a brutalidade com que no século XIX tratavam aqueles que eram considerados alienados. Mas isto acontecerá depois do período que Bramly trata neste seu livro, que para além de uma biografia romanceada de Sade é, também, um excelente levantamento histórico.
O que, no entanto, mais me atrai em Sade, o Terror na Alcova é o elogio da perversão, feito através do Marquês de Sade, dois séculos atrás, por um jovem autor dos nossos dias, nos quais a perversão é tão quotidiana e medíocre, que logo se banaliza e se nega a si mesma.
Creio que aquilo que Bramly procura, é recuperar para a versão sexual, a grandiosidade de um Marquês de Sade, no seu permanente desafio à hipocrisia e aos costumes. No seu sentido mais profundo: "Que nada é mais belo, mais grandioso do que o sexo e que, fora do sexo, não há salvação." Ou seja, há que fazer novamente a abordagem do pecado, para que a inocência volte a fazer sentido.
[MARIA TERESA HORTA / DN]
A minha maneira de pensar - diz você - não pode ser aprovada. Ora bem! O que é que isso me importa! Louco é o que adopta uma maneira de pensar para os outros! A minha maneira de pensar é o fruto das minhas reflexões; tem a ver com a minha existência, com o meu modo de ser. Não posso mudá-la; isso é uma coisa que não posso fazer. Esta maneira de pensar que me censura é a única consolação da prisão, compõe todos os meus prazeres neste mundo e quero-lhe mais do que a vida. Não é a minha maneira de pensar que faz a minha infelicidade, mas a dos outros.Sade - O Terror na Alcova, de Serge Bramly • EDIÇÕES SÉCULO XXI
Sade (Carta a Madame de Sade)
Bookmarkers: In Bloom, Noise, Philosophy/Filosofia, Português, Vida / Life

A great conceptual revolution is underway across the world, but it is taking place so quietly that it has gone largely undetected. It is not the birth of a new ideology, like capitalism or communism; nor is it the advent of a new philosophy to replace that of Kant or Descartes. Yet the new currents of thought that are arising around the world will have a greater effect on us than any ideology or systematic philosophy. They are unarguably changing our way of living and our idea of what it is to be human. This great, invisible change I identify as the philosophy of symbiosis.The Japanese architect Kisho Kurokawa died last week but his work stays as a strong heritage for the following generations. For us, for the ones who stayed behind, who keep on breathing. Kurokawa co-founded the Metabolist Movement in 1960, pioneering a radical avant-garde style of architecture and urban planning for the future. The Metabolists’ vision centred around vast cities that adapted to an ever-increasing population by building flexible, expandable structures that could be added to over time.
KISHO KUROKAWA in EACH ONE A HERO - The Philosophy of Symbiosis
Kurokawa was always ahead of his time. And if you look closer, not so much for the physical proves of the legacy but for the concepts that move them, from where they have gain form, you can see a philosophy of life that was never conceived before. For me he was one of the great thinkers of our time, that found on the edge of architecture the ground to practice and express his theories. But he should never be regarded just as an architect.
The elimination of the spirit of protectionism, in both trade and in the form of group loyalties that exclude all outsiders, is a universal struggle and a universal goal. But to pursue that goal also means that we are plunging into an age of confrontation: between benefit and harm, between personalities, and between cultures. It will no longer do to simply hammer down the nail that sticks out. We can no longer solve anything by attacking those who are unique or extraordinary. We are living at the start of an age of symbiosis, in which we will recognize each other's differing personalities and cultures while competing, in which we will cooperate while we oppose and criticize each other.Following his theories of Metabolism, Kurokawa bred the Philosophy of Symbiosis in architecture, this is also the title of a book he wrote in 1987 that we highlighted here. Symbiosis in architectural terms to Kurokawa meant that buildings shouldn't be viewed as mechanical structures in isolation of each other but should instead work together advantageously as living and breathing entities. But surely what he was looking for was the complex symbiosis that lacks from the concept of hybridism. Like the distance between two walls, or the depth of a sharp-pointed screw that keeps the buildings from falling and Man for leaving a steady life. Isolation should not be seen as an individual recognition of solitude but as a whole abstraction of a common experimentation towards the multitude of social life.
Sorry but this is just me.
When the positions or standards of cultural value are in disagreement, it is not necessary for one side to defeat the other and force his values on his opponent. They can instead search for common ground, even while remaining in mutual opposition. The success of this approach depends upon whether one has any desire to understand one's opponent. Even two cultures so different from each other that understanding is impossible will find that the sincere desire to understand the other makes cooperation possible.ALL ON KISHO KUROKAWA HERE.
Symbiosis of this sort, a symbiosis that includes elements of opposition and competition, is a common feature of the animal and plant kingdoms. This is the reason that I have selected the word symbiosis, preferring it to other words such as peace, harmony, and coexistence.
[TEXT RAISED WITH THE HELP OF YANKODESIGN] • His obituary at THE INDEPENDENT
Bookmarkers: Aprender / Learning, Art, English, Philosophy/Filosofia, Poem, Revolución, The Greatest, Vida / Life, Vision
"As palavras têm para mim uma extrema importância. Que elas possuam uma vida própria, portanto, sejam mortais, é uma evidência para quem não reivindica um pensamento definitivo e uma visão edificante. Como é o meu caso. Existe na temporalidade das palavras um jogo quase poético de morte e renascimento: as sucessivas metaforizações fazem com que uma ideia se torne noutra coisa para lá dela mesma - uma 'forma de pensamento'. Porque a linguagem pensa, pensa-nos e pensa por nós, pelo menos enquanto nós pensamos através dela. Trata-se aqui de uma troca, que pode ser simbólica, entre palavras e ideias."
Bookmarkers: Escritores / Writers, In Bloom, Philosophy/Filosofia, Português
