"Smells Like the Nineties" was the theme of our previous party, that took place on The Rooftop earlier on April 18. You can see now some of the photos and the faces that were there. Check them
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Stay tuned for more news on Bloom's involvement with the St. Paul's Corner.
THE LINK: SMELLS LIKE THE NINETIES PHOTOS [OR CLICK ON THE IMAGE ABOVE]
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Baby, está frio lá fora!
Naquela livraria há duas longas prateleiras cheias de livros. Largas centenas, talvez milhares. Estão empilhados ao monte e arrumados sem nexo por alguém que não tem tempo ou destreza para o fazer. Os volumes, não sua maioria cópias contrafeitas na própria casa, umas copiadas à mão outras à máquina, foram ordenados arbitrariamente. E para lá ficaram sem refilar confortados no seu infortúnio. Tanto que eu mendigo por um sítio destes, onde possa comprar livros com esse peso incalculável que vive para além do conteúdo das palavras que lhes vestem as tripas. Obras impressas com paixão, sempre, sem o objectivo necessário do lucro ou a avareza mercantil do negócio puro. Um espaço onde se possa estar a decifrar as páginas que formam estes objectos únicos seguindo as letras calmamente, uma a uma, esperando que as frases se alonguem em linhas e se consagrem num mundo mágico dentro do nosso espírito, por múltiplas páginas; e no final, acariciados dentro das nossas mãos, levá-los para a caixa registadora e sair sem deixar em troca a roupa toda. É raro encontrar um sítio assim. Onde o vender por vender não é de todo o mais importante. Uma livraria é sempre um espaço de culto onde se venera essa unidade central construída pelos habitantes de todos as histórias e pelos seus autores.
Aconteceu-me há uns dias encontrar um espaço assim. Entrei e perdi-me, desaparecendo por completo. Não me lembro em que rua fica, desconheço o seu local exacto, sei que se situa no norte, na fronteira que separa a zona mais antiga da cidade dos bairros de habitação social, uma espécie de Caxemira perdida na floresta de prédios que escondem o beijar do sol. Lá estavam. Duas longas prateleiras que se olham de frente, sem pestanejar, num corredor fundo e mal iluminado. Dir-se-ia luminoso apenas pela luz que bate no pavimento da rua e que rodopia para o interior da loja. Lá dentro o pó dificulta a sua progressão, acabando num indecifrável quadro negro que seria uma parede branca se por acaso existisse o rasgar de uma lâmpada.
Peguei num livro ao acaso, um livro minuciosamente ilustrado à mão, exemplar único, disse-me o guardião daquele templo, que me vigiava os passos. Quando o inquiri acerca do título da obra, uma edição em chinês, respondeu-me que se tratava de uma versão do D. Quixote de Cervantes. Talvez alguém que leu a obra original e fascinado pelo seu enredo debitou das próprias mãos as cores do invólucro feito na memória. Qualquer coisa assim. Teria sido deixado por um viajante que o trocou num casino por quatro fichas de jogo. Abri-o, sem mais. Numa das páginas, envelhecidas com o fundir do tempo, onde três cavaleiros galopam em cima de cavalos agoniados, nenhum deles parecendo o Sancho Pança, dou com um fotografia colada do lado esquerdo. Uma polaroid! Nesse relance, ainda sem a noção imediata do reconhecimento, contemplo uma figura observada por um grupo de camponeses que me olhavam cheios de espanto. Tristes, dei comigo a pensar. Mas o que quase me fez desmaiar foi ver-me representado na clausura plana daquela imagem. Preso e cabisbaixo. Sim, lá estava eu, ao fundo, com um cartaz ao peito onde estava escrito o meu nome. Não quis acreditar no que estava a ver. Tudo aquilo era impossível. Nem um sonho poderia ser.
Constrangido fechei o livro e caminhei para o fim do corredor. Queria pensar mas não era capaz, o ar estava demasiado congestionado. Sentei-me em cima de uma resma de capas duras e onde acabava uma das estantes, à minha frente, estava uma parede de vidro fosco. Um vidro fosco que quase parecia borracha. Ou uma substância pastosa, quase líquida, dependurada na vertical sem se distrair e cair para o chão. Seduzido aproximei-me dela, tocando-lhe. O que aconteceu foi que a minha mão desapareceu lá dentro e quando a retirei, sem esforço, senti-a mais fria. Pousei no chão tudo o que trazia comigo e sem me importar com o velho dono da loja, que me puxava o ombro, dei uma grande salto para a frente.
O que se seguiu não sei bem o que representa. No instante seguinte estava no meio de uma multidão em fúria. Rapazes e raparigas de dentes mal lavados brandiam nos punhos pequenos livros vermelhos. O Livro Vermelho do Camarada Mau, reconheci prontamente. Não sei que terra era aquela, parecia-me tudo muito longe, frio e seco. Um Inverno que me saltou para cima sem qualquer aviso prévio. O meu relógio marcava a mesma hora, dez da manhã. Talvez aquilo fosse uma escola, não dava bem para ver, a profusão humana em delírio, uma matilha imberbe que saltava e gritava esgares sem nexo, ocupava todo o horizonte. Ao meu lado um grupo de homens acorrentados e deitados no chão, quatro ou cinco, comiam páginas de livros. Não era bem comer já que em frente a eles umas enormes espátulas empurravam todo aquele degusto matinal. Mais atrás o crepitar de uma enorme fogueira, onde ardia um incontável número de livros, ocupava o resto da paisagem.
A primeira coisa que me fizeram foi empurrar-me para o meio de um grupo de homens assustados, ordenando de seguida, com ajuda de uma vareta que me vincou o pescoço, que me despisse. Falavam a minha língua porque os percebia, mas tudo o que ouvia era um sibilar de sons desconhecidos. Nem tive tempo de formular qualquer tom de pânico, porque nada daquilo cabia dentro dos meus sentidos e dos meus pêsames. Obedeci. De longe choveram umas patéticas túnicas que sem pensar vesti de imediato. Os jovens enlouquecidos, com as suas pequenas armas pontiagudas, atiravam a doer sem que alguém lhes pudesse governar os ânimos. Aquilo era um joguinho. E eu compreendia o que eles estavam a fazer, porque já tinha lido sobre isso. Mas tomar parte do evento era estar com os dois pés dentro de um inferno muito particular. Aquele movimento de caça a quem ainda tinha um pensamento válido dentro da cabeça, que por alguma razão estudava, criava, ou pertencia ao mundo das artes ou do ensino – a que denominavam com o pomposo nome de contra-revolucionários – regia-se pelo livre arbítrio sem olhar a uma grande lógica, atingindo apenas o fim. Eram hordas de ultra-radicais insuflados que escovavam da face da nação tudo o que lhes fizesse frente. E o fazer frente era não fazer nada, era existir apenas, era saber, era ter um pensamento que fosse fora da ordem que moldava aquele regulamento transitório. As vítimas destes Guardas Vermelhos eram socadas e chutadas por turbas vociferantes e furiosas. Milhares com destino incerto e em certas cidades desapareciam em massa.
No meu caso, depois de me raparem o cabelo, berraram para que escrevesse o meu nome num painel branco que colocaram no chão. Não me deixaram mais espaço, não me deram mais tempo, pegaram em mim e atiraram-me para o meio da praça, para dentro de um palanque onde me deram uma enciclopédia e um pacote de manteiga. Eu deixei que tudo caísse aos meus pés, derrotado. Uma marcha de cornetas e tambores preparava-se para dar a ordem de partida. Para dar continuidade àquela paródia. Foi nesse instante de espera que apareceu alguém com uma máquina fotográfica. Uma linha de mulheres à minha frente de pronto se compuseram e um homem de vinte e poucos anos, vestido com as minhas roupas, desatou a disparar para todos os lados, eu não queria olhar, fixava apenas o chão. Disparava, disparava e disparava. E as imagens, instantâneas, a caírem para dentro de um saco. Eu, com o nome feito em letras de imprensa pendurado ao peito, numa sequela de toda aquela alucinação, dei de novo com o mesmo plasma líquido à minha frente, desta vez a mexer-se no chão, a troçar de mim. Não pensei duas vezes, debrucei-me no varandim e deixei-me cair até ser engolido por aquela pasta húmida. Soube-me bem.
Vim parar de novo ao chão da livraria repleto de pó. O velho monge, guardião do estabelecimento, morto de riso por causa da minha vestimenta, deu-me a mão e ajudou-me a pôr de pé. “Muito perigoso ali dentro”, disse, “tem monstro feio que come criancinha!”. Peguei no meu nome que ainda tinha ao peito e pendurei-o num prego por cima da parede de vidro. O homem deu-me as minhas coisas e com as duas mãos estendeu-me o livro, “oferta da casa, amigo”. Abri-o e a fotografia continuava lá, lembro-me bem, agora. Os cavaleiros a galope fugiam da revolta da cultura que dentro dos moinhos de La Mancha os perseguiam em estridentes cantorias. D. Quixote nem vê-lo.
NOTA: Este texto é uma paródia sobre a extensão do tempo. Inspirado num livro do Henry James chamado The Sense of the Past em que o protagonista se vê representado numa pintura do século anterior. Daí, fascinado pela tela, consegue transferir-se para a data em que a executaram. Entre as pessoas que encontra, figura necessariamente o pintor e este pinta-o com temor e aversão. Chama-se a isto o regressus in infinitum. A causa é posterior ao efeito, o motivo da viagem é uma consequência da viagem.
Eu queria escrever sobre a Revolução Cultural na China, que se estendeu entre 1966 e 1976, ano em que o "Grande Timoneiro" faleceu. É uma pequena escovadela à memória.
[Foi publicado no HOJE MACAU em Agosto de 2005]
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Na fotografia estão oito pessoas e ainda as mãos de uma outra. O Chefe, ao fundo da mesa, entre-olha uma mulher que está na segunda cadeira ao seu lado direito. Toda a imagem sofre de uma tonalidade verde-azulada, indicação de um balanço de brancos deficiente. Indicação de que tudo está um bocado errado nesta terra.
Em primeiro plano, à esquerda, está outra mulher de cabelo curto que reivindica essa mesma deficiência de cor. O tom do seu penteado vai do azul ao amarelo, tocando com força no castanho. Tem as mãos no colo, uma aperta a outra deixando um dos mindinhos de fora. Olha para a esquerda para o outro lado da mesa, em olhar cruzado, possivelmente para a pessoa de quem só se vislumbram as mãos.
Por detrás do Chefe, na parede, há um reflexo que fugiu do tecto, através do flash, levado por uma decoração em vidro que estraga qualquer noção de equílibrio nesta sala. A grande angular da lente encarregou-se do resto. Os cantos estão retorcidos, a linha do horizonte descaída, e a mulher do cabelo colorido tem uma cabeça do tamanho do mundo inteiro. A isto chama-se deformação de vista. Mas não é nada que um editor de imagem não deixe de resolver.
Transformo tudo. Os cantos ficam à solta, puxo os dois em baixo e as linhas verticais endireitam-se e tornam-se paralelas. Lá ao longe retiro o reflexo por detrás do chefe. E dou-lhe mais luz. Destruo a saturação dos amarelos. Dou vida aos pretos e por fim foco o que ficou por focar.
As oito pessoas estão mais sorridentes e assim o soslaio do Chefe fica mais nobre.
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Manuel Alvarez Bravo was one of the foremost practitioners of visual arts in the twentieth century. Manuel Alvarez Bravo, the first major retrospective of his eighty-year career, showcases hundreds of iconic photographs and unveils more than twenty previously unpublished images. Featuring landscapes, still lifes, rural and urban scenes, religious and vernacular subjects, as well as portraits of luminaries such as Diego Rivera, Frida Kahlo, Carlos Fuentes, and Octavio Paz, the work is chronologically arranged and richly varied. Three illuminating essays reveal the poetry of Bravo's photographs—from his use of light and form to his fascination with dreams and his preoccupation with death. This definitive monograph is a powerful tribute to Mexico's most distinguished photographer.
Manuel Alvarez Bravo (1902-2002) received his first camera in 1923 and would go on to become Mexico's most celebrated photographer.
Photopoetry, Manuel Alvarez Bravo
CHRONICLE BOOKS • 320 PAGES • 350 DUOTONE PHOTOGRAPHS • HARDCOVER • OCT 2008
{soon at Bloom}
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The Centre for Creative Industries is located at the Macao Cultural Center.
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Associamos a Luz ao Saber. (Dizemos até que Fulano tem umas luzes de Trigonometria).For the introduction of Primum Lumen, a Photography Work by António Conceição Júnior.
Mas aqui o Autor associa a Luz ao Não-saber. Porque a Luz inicial, a primeira, indecisa e primacial, é aquela em que o Iluminado não o é, aquela em que ele não sabe se sabe.
Só à custa de muitos logros, transpostos de olhos bem abertos, o Iluminado que não é Iluminado apreende, a uma segunda Luz, que o não saber se sabe é afinal a culminância do Saber.
E assim regressa à Luz primeira, para se comprazer na beleza incomparável da sua incompletude.
Como lhe agradeceremos o fazer-nos participar dessa experiência?
We associate Light to Knowledge (to the point of saying that so-and-so has a some lights on Trigonometry).
Here, however, the author associates Light to Non-knowledge. Because in light - first light, undecided and primordial - the Enlightened is not so; in the very light under which he knows not whether he knows.
Only in the course of failures experienced with eyes wide open does the Enlightened one - who is not Enlightened – learn that - under a second Light - if non-knowledge knows, it is, after all, the summit of knowledge.
And thus he returns to primordial Light, to enjoy the incomparable beauty of incompleteness.
How to thank him for making us share this experience?
[Pedro Támen • JUN 2008]
OPENS NEXT FRIDAY, 10TH OF OCTOBER, AT THE MILITAR CLUB
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Tim Hetherington was the winner of the World Press Photo of the Year winner, here's a special profile on him. You can get to know more about Tim and his award-winning picture, as well as see and hear him talk about his earlier work and important influences on his development.
Watch a film Tim made for ABC Television, of the Korengal Valley where his prize-winning photos were taken.
In two exclusive interviews, Tim discusses his own feelings about the winning image, and talks about the story behind it.
Tim talks about his involvement in projects using sport as a healing process in Africa, and his years in Liberia, experiences that shaped his personal development and career.
Find out more about Tim Hetherington, his life, beliefs and career.
[SOURCE: WORLD PRESS PHOTO • PHOTO © VANITY FAIR]
The World Press Photo'08 exhibition opens today in Macau at the Tourism Activities Centre, don't miss it! Be there from 6.30pm onwards.
[SEE THE GALLERY HERE]
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Cerca de duzentas fotografias premiadas no concurso anual organizado pela Fundação World Press Photo, sediada na Holanda, vão estar em exposição em Macau, no Centro de Actividades Turísticas, por iniciativa da Casa de Portugal, que quis proporciona esta oportunidade de apreciar o que de melhor se produziu no Mundo, em 2007, em termos de fotojornalismo.
Ao júri do concurso, constituído por personalidades de renome dos mais diversos países e reunido em Fevereiro último, durante dez dias, em Amesterdão, foram submetidas exactamente 80.536 fotografias, da autoria de 5.019 fotojornalistas originários de 125 países. Números que impressionam e que dão bem conta do prestígio de que goza mundialmente a iniciativa.
O prémio maior deste concurso é atribuído à fotografia classificada como «Fotografia do Ano», um concurso dividido em dez categorias, onde se incluem, nomeadamente, as de «Notícias Gerais», «Pessoas que são Notícia», «Desporto», «Natureza » e «Artes e Entretenimento».
Neste último concurso, respeitante a obras produzidas e publicadas no ano transacto, o fotojornalista português Miguel Barreira, do jornal «Record», ganhou o terceiro prémio da categoria «Desporto em Acção», com uma fotografia tirada na praia do Norte, na Nazaré, durante uma espectacular prova de «bodyboard».
Todos os anos, após a atribuição dos prémios, a exposição com as fotografias galardoadas é inaugurada em Amesterdão, e onde surgiu, já no longínquo ano de 1955, a primeira exposição internacional de fotojornalismo, então por iniciativa da Associação Holandesa de Fotojornalistas.
Após a apresentação em Amesterdão a exposição é levada a percorrer o Mundo, através da cooperação com entidades ou instituições das mais diversas e importantes cidades, desde Londres a Nova Iorque, passando por São Paulo, Quito, Manila, Seúl, Paris, Milão, etc..
Em Macau, a exposição será inaugurada no CAT-Centro de Actividades Turísticas no próximo dia 18 do corrente, às 18.30 horas, no decorrer de uma recepção, ficando depois patente ao público, com entrada livre, diariamente, das 10 às 19 horas, e até 9 de Outubro próximo.
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[...] Liu Heung Shing got the idea for the book shortly after China won its bid to host the Olympics. “I began to wonder what people in 2008 would understand about the journey that Chinese people have undergone from 1949 till today. When people get off at the airport they’ll be surrounded by luxury – villas, fast trains, cars, stadiums – but will not necessarily appreciate or understand the road that has lead to today.”The photographer says he wanted to present as balanced a portrait of the country as possible. In Western media, he notes, “China is either too backward or it’s flooding the West with all these goods and is a threat to its neighbours… at what point does conversation turn into demonisation?” At the other end of the spectrum, Chinese media tend to see “China through a viewing glass that is not always propagandistic, but the Chinese have a tendency to put the best face forward.”
The book takes a panoramic, decade-by-decade look at the nation’s development, from the founding of the People’s Republic, to the Great Leap Forward and the Cultural Revolution, to the Opening and Reform and Tiananmen, right up to its ongoing economic miracle. Even China’s most recent heartrending national tragedy, the Sichuan earthquake, makes an appearance. Liu has spent the last four years pouring over archives, travelling the country meeting photographers and gaining access to negatives. “Surprisingly when I started calling the photographers, I had a very warm welcome.” Many of them already knew Liu’s 1983 work, China After Mao, which was circulated ‘unofficially’ in China.
Between 25 and 30 per cent of the works in the new book have never been published, including one of Madame Jiang Qing, purported to be the last photograph taken of her before she was arrested that same evening. Another shows Chairman Mao with more than a dozen of his personal staff, an image Liu says “would have been impossible to publish during Mao’s lifetime.” Another photo depicts one of Mao’s ‘railway attendants’ in fashionable dress. Elsewhere, we see original images alongside official photographs, such as the Gang of Four at Mao’s funeral, placed beside the official photograph in which the four were airbrushed out. [...]
[STACEY DUFF in TIME OUT HONG KONG]
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ESTREIA MUNDIAL EM HONG KONG E MACAU
A história deste livro começa no dia em que a China venceu a disputa pela organização dos Jogos Olímpicos de 2008. Liu Heung Shing, agora com 56 anos de idade, um veterano da revista Time, explica que a partir desse momento a primeira questão em que pensou foi qual seria a imagem do país e de que maneira ele iria ser visto por todas as pessoas que o iriam visitar durante os Jogos Olímpicos. Daí nasceu a necessidade de criar um documento para a compreensão de todo o caminho que a China e as suas gentes percorreram para chegar até aos dias de hoje, um país aberto ao mundo.
A editora alemã TASCHEN responde assim à curiosidade despertada pelas Olímpiadas com uma grande antologia de fotografia que percorre toda a existência da República Popular da China, desde 1949, mostrando a face de todas as suas disputas internas, até aos acontecimentos mais recentes, como o terramoto de Sichuan e o elevar da Tocha ao Monte Everest. O responsável por este ambicioso empreendimento é Liu Heung Shing, foto-jornalista chinês nascido em Hong Kong e formado nos Estados Unidos, onde ganhou respeito como fotógrafo na prestigiada revista Life.
Em 1992, Liu, recebeu o prémio Pulitzer de fotografia, partilhado com os seus colegas da Associated Press, com uma reportagem sobre o desmembramento da União Soviética. "China: Portrait of a Country" parte de um percurso inverso, o de ligar todas as linhas da história registadas dentro das objectivas fotográficas e a partir daí, pela costura de imagens nunca antes vistas pelo resto do mundo, definir com testemunhos reais o retrato de todo um país.
Na China pós-Mao, o líder do governo central Deng Xiaoping incitava os seus concidadãos a "procurar a verdade perante os factos". Levado por este lema, Liu, parte na sua intensa procura, que durou mais de quatro anos, contactando e pesquisando os arquivos de muitos fotógrafos, muitos deles já reformados, que guardavam os seus negativos como relíquias em caixas de sapatos debaixo da cama. Talvez com receio de que o trunfo guardado fosse desconfortável à luz do dia. Pelo pó e pela “verdade” a selecção não deixou nada de lado, não se limitou pela perspectiva de reprovação das autoridades oficiais. Visitar visualmente a história da China era uma tarefa difícil até aqui, é certo que as imagens valem mil palavras e é por aí que se tornam claros todos os pequenos e grandes indícios da construção de uma nação.
Hoje a o grande continente é uma das economias de topo a nível mundial com uma ascensão vertiginosa de sucesso nos últimos anos. Este livro procura acima de tudo apresentar toda essa transformação, unindo todos os seus vértices. Pelos olhos de 88 fotógrafos chineses, Liu leva ao mundo uma viagem visual através dos 60 anos da República Popular, ilustrando pelas suas páginas todo o seu curso humanista e mostrando como o povo chinês floresceu, apesar de uma longa austeridade e privação sofridas nas décadas anteriores.
Com uma edição extremamente cuidada e ao longo de 424 páginas, a editora lendária alemã, que escolheu as cidades de Hong Kong e Macau para o lançamento mundial desta obra, marca um ponto de viragem na sua já longa carreira, entrando na edição de documentos históricos de objectiva relevância. Com este livro e de olhos postos no esplendor olímpico, que festeja acima de tudo a interligação de povos, o universo chinês irá porventura despertar para uma nova era.
Em última instância este é um trabalho que homenageia os fotógrafos chineses e o poder de captação que a pertinência da Fotografia estabelece como plena forma de arte e de vida.
No próximo Domingo, apartir das 18 horas, numa organização conjunta entre a TASCHEN e a Bloom, Liu Heung Shing irá estar presente em Macau na Bloom Yellow situada no Albergue em São Lázaro para apresentar “China, Portrait of a Country”.
[EDIÇÃO TRINLIGUE: INGLÊS, FRANCÊS E ALEMÃO]
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I was born at the dawn of the People's Republic in Hong Kong, which was then still under British rule. This was not the place in which I passed my formative years. That was to be China, for my parents sent me back to the Mainland in the early 1950s, not much more than a mere toddler, whose first hours of "play"were devoted to participating in the Destroy Four Pests campaign aimed at ridding the country of enemies of the food chain. Initially, the four pests were defined as being rats, sparrows, mosquitoes and flies. Later, it was realized that sparrows ate worms and, therefore, were not a pest. As a consequence, the sparrow was replaced by the flea. The People's Daily reported that on April 19th, 1958, three million Beijing residents had spent the entire day catching 83,249 sparrows. At the time of this national folly, it was suggested that four sparrows would consume sixteen ounces of grain, which was equal to one person's daily food ration. This was a major part of my primary school education. I regularly turned in my homework - matchboxes brimming with mosquitoes and flies that I killed with vigorous diligence, though I only caught a couple of sparrows - but no matter how much effort I expended, the grade I was awarded for "political behavior"was rarely higher than "C". The Destroy Four Pests campaign turned out to be a disguise to turn people's attention away from severe food shortages.Liu Heung Shing will be in Macau at Bloom Yellow on this coming Sunday.
In 1960, as the situation grew worse in the wake of the miserable failure of the Great Leap Forward, my father arranged for me to return to Hong Kong. China was in the throes of a three-year famine (1960-1962) in which 30 million people reportedly died of hunger.
Back in Hong Kong, I studied English and learned local Cantonese dialect and during the summer breaks,my father taught me how to translate Associated Press (AP) and Reuters English wire stories into Chinese. As the foreign editor of international news of Ta Kung Pao, a Beijing supported daily newspaper, he would come home venting his frustrations, such as when Beijing censored the story that the American astronauts had landed on the moon!
Liu Heung Shing • Excerpt from the book 'China. Portrait of a Country'
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Liu Heung Shing (B. 1951.)
Editor of China, Portrait of a Country, a large format book of photography to be launched worldwide in 28 of July,2008, in six languages by the legendary german publisher TASCHEN.
Currently Liu serves as a senior advisor to CAA. (Creative Artists Agency ,Los Angeles, USA) Advisor to Shanghai Special Olympic 2007, and Shanghai World Expo 2010.
Liu joined News Corporation (China ) in Sep. 2000 to 2005 as Executive Vice President, Corporate Communications. In this capacity, Mr. Liu was responsible for government and press relations and marketing for News Corporation in China.
Liu serves as Director of Business Development for Time Warner in China from Oct.1997 to Aug.2000. During this period, he had coordinated the organization of the Fortune Global Forum in Shanghai, in 1999. The forum is the largest gathering of business executives of Fortune 500 companies.
Between 1993 and 1997, Mr. Liu work as editor-in-chief and launched a regional Chinese language Life/Style monthly magazine entitled The Chinese, 中月刊, which was widely distributed in Malaysia, Singapore, Thailand, Taiwan, Hong Kong and China.
Prior to this, Mr. Liu serves as foreign correspondent/photo journalist for TIME Magazine and later The Associated Press in Beijing (1979-1983), Los Angeles (1983-85), New Delhi (19851-89), Seoul (1989-1990) and Moscow (1990-1993).
Liu is the author of China After Mao (Penguin 1982), and USSR: Collapse of an Empire (Associated Press 1992). Noted Sinologist Simon Leys (Pierre Rickman) commented China After Mao, ”Liu Heung Shing’s Photographs are shortcuts to reach a complex and elusive truth.”
He shares the 1992 Pulitzer Prize for Spot News Photography, on the coverage of the Soviet Union. He was awarded by Overseas Press Club in 1991 for his best coverage of the Soviet Union. In 1989, Liu won Picture of the Year awarded by University of Missouri for the coverage of Tiananmen Incident; and in the same year, he was named Best Photographer by Associated Press Managing Editors.
Liu is a graduate Cum Laude of Hunter College, New York City University. He speaks fluent English, Mandarin, Cantonese, Fijian dialect and some French. He was born in 1951 in Hong Kong. Recent exhibitions include Dialogue with Civilization, Forbidden City, Beijing, China, October 1- November 1, 2004. Paris Photo magazine in 2005 named Liu Heung Shing one of the 100 most influential figures in contemporary photography.
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TASCHEN and Bloom
are delighted to invite you to the presentation of the book
China
Portrait of a Country
August 3rd, 2008, 6:00 pm
BLOOM YELLOW
Albergue - Calçada da Igreja de S. Lázaro, 8
Macau
Tel: +853 6680 0024
E-Mail: root@bloomland.cn • www.bloomland.cn
www.taschen.com
Liu Heung Shing at Bloom Yellow in Macau for the book launch of "China: Portrait of a Country"
August 03, 2008 • Bloom Yellow, Albergue - Calçada da Igreja de S. Lázaro, 8, Macau
Celebrate the launch of China, Portrait of a Country at Bloom Yellow, located in the lovely Albergue, a hidden paradise within the city! Pulitzer-winning photojournalist Liu Heung Shing presents his new book with never before seen pictures and music from each decade between 1949 - 2008.
Begins at 6:00pm
• MORE EVENTS ON CHINA: PORTRAIT OF A COUNTRY HERE
[DOWNLOAD INVITATION]
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A morte de cada homem ou mulher significa a morte de uma tradição, de algum conhecimento sobre rituais sagrados detido por ninguém mais. A informação que está contida nas minhas imagens deve ser adquirida de uma vez por todas, ou a oportunidade estará perdida para sempre.Durante mais de trinta anos, o fotógrafo Edward Sheriff Curtis (1868-1952) percorreu a América do Norte de ponta a ponta. O seu objectivo era registar os vestígios da vida tradicional indígena que se encontravam em progressiva extinção em toda a América do Norte, gravando-os em imagens e palavras. Curtis tornou-se assim um dos nomes de maior relevância no registo e recuperação da cultura dos indígenas, uma técnica que aprendeu por experiência própria por entre as suas sessões fotográficas. Iniciando a sua pesquisa em 1900, criando por si uma máquina fotográfica especial, Curtis aprendeu a utilizar métodos de investigação científica, acreditando sobretudo na fotoetnografia como importante fonte de preservação histórica e obcecado por uma missão superior abraçou essa ideia realizando-a durante toda a sua vida. O resultado tornou-se monumental com a publicação da enciclopédia "The North American Indian". No final este empreendimento compreendia vinte volumes de texto escrito, acompanhado por vinte álbuns com mais de 2000 ilustrações. Nenhum outro fotógrafo criou tamanha obra sobre o mesmo tema, que continha na altura mais de 40 mil fotografias. É Curtis, mais do que nenhum outro, que no fundo moldou de maneira crucial a nossa concepção dos índios americanos. Este grandioso livro mostra as suas imagens mais impressionantes e os detalhes de uma vida que o levou não só pelas pradarias mas também para o meio dos filmes realizados nos estúdios de Hollywood.
SOBRE O AUTOR
Hans Christian Adam estudou Psicologia, História de Arte e Comunicação em Göttingen e em Viena. Como especialista em história pictórica, publicou variados artigos e livros sobre o tema, incluindo títulos sobre viagens e fotografia de guerra.
Edward S. Curtis, de Hans Christian Adam • TASCHEN • VERSÃO PORTUGUESA • NA BLOOM
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Bloom's Cultural Program at Albergue • July / August
1 comments Semeado por / Sowed by: Bloom * Creative Network at 19:13July 23rd - Wednesday - 18.00
The Master and Margarita - The Passion, Faust and Mikhail Bulgakov
A Talk by Peter Suart
The Russian writer and dramatist Mikhail Bulgakov died in Moscow in 1940. His masterwork novel. The Master and Margarita, first appeared in a Moscow journal in the 60's. It later went on to achieve cult status around the world.
In 2007 Peter Suart illustrated the book for The Folio Society in London, and it is from this work that this talk as sprung. Peter will show his illustrations for the book and discuss the following subjects:
• Bulgakov’s vision of Jesus as a non-divine seer;
• Faust, Science and the whirlpool of good and evil;
• The life and work of Bulgakov.
Peter will close with a look at the presence of some of these ideas in his own series of illustrated books, the Tik and Tok adventures, published by MCCM Creations.
PETER SUART, born in Jamaica, was raised in Hong Kong and schooled in England. In 1985 he returned to Hong Kong to work as an artist, musician, writer and theatrical performer. Since 1999 he has lived in England. He is a zealous sportsman.
[In English / Limited seating]
In collaboration with MCCM Creations • Supported by the British Council
Image frontispiece of the Folio Society's The Master and Margarita
July 26th - Saturday
The City as a Subject for Literary Expression
Talk + Creative Writing Session by Hong Kong writer Xu Xi
[15.00-17.00 Workshop / 18.00 Talk]
Focused on urban, congested life, Xu Xi, a Chinese-Indonesian native of Hong Kong, writes from within, zooming in on her own life in the city and its vanishing culture and sensibility. This surreal example of post-modernity transformed into a 21st Century Communist Chinese city informs her latest book, Evanescent Isles: From My City-Village, a collection of personal essays.
XU XI (pronounced “Shoe-See”), is one of Asia’s leading English language writers. Author of seven books of fiction & essays, and editor of three anthologies of Hong Kong literature in English. THE NEW YORK TIME named her a pioneer writer from Asia in English. Awards include an O. Henry prize story, shortlist for the inaugural MAN Asian Literary Award, Cohen Award from PLOUGHSHARES for best story, a NYFA fiction fellowship, the South China Morning Post story contest winner, among others. Her work is taught, broadcast and anthologized internationally. Her language is described as “uncluttered” and “arrestingly poignant.” She is, above all, uncompromising.
[ FOR THE CREATIVE WRITING WORKSHOP - LIMITED AVAILABILITY]
Co-organized by the Department of English of the University of Macau.
MORE INFO AT: www.xuxiwriter.com
PHOTO CREDIT: Peter Hilton
July 27th - Sunday - 20.00
The Box in Bloom
In 1987 Peter Suart and Kung Chi Shing formed THE BOX, a theatrical music ensemble, and the duo presented concerts and music theatre works alone and in collaboration with visual artists, choreographers, theatre folk and musicians in Hong Kong and Taiwan. For their 20th anniversary, they play Bluebeard at the Kwai Tsing Theatre in Hong Kong
First time in Macau together, Peter Suart and Kung Chi Shing, a classical music professor, will perform a selection of material from their twenty-year history; Suart on voice (sung and spoken), keyboard and percussion, and Kung Chi Shing on violin and flute. The music is dark, bizarre and lyrical.
Words in English.
Supported by the British Council
PHOTO from 2008 show: the box, side fourteen — bluebeard CREDIT: Liu Wai Tong
July 29th - 18.00
Mighty Tuesday #1
Nine Lives, The Birth of Avant-Garde Art in New China, by Karen Smith
Book Presentation with the Author / Updated Edition by Timezone 8 • Mar 2008
Nine Lives introduces nine artists and their personal histories and views on China today. Karen Smith‘s highly accessible introduction to an emerging art scene in a society unknown to most of us makes good reading not only for art-world insiders, but for anyone curious about recent history and its effect on the booming Chinese society.
In the early 1990s, the idea of contemporary art in China simply did not compute to a foreign audience. But in 1993, ten contemporary Chinese artists debuted at the 48th Venice Biennale. They were immediately hailed as progenitors of a Chinese „avant-garde." Their brightly colored, Pop Art-inspired paintings played with socialist motifs, parodied Mao, and gave a visual expression to the feelings of disaffected Chinese youth. They were everything western audiences expected of contemporary art from the People‘s Republic of China. But a number of critics were rather guarded in their opinions. The emergence of a market for their art transformed the lives of these avant-garde pioneers from rags to riches, from outcast to hero, from social pariah to cutting-edge cool in a Chinese society adapting to a new era. They did not change but China has changed. The ideology they once had to fight now propagates a cultural climate of laissez-faire that is tantamount to encouragement. Nine Lives paints a compelling picture of artists working beyond the pale of official culture, who started a new cultural revolution that is sweeping China today.
Karen Smith was born in Hertfordshire in the United Kingdom. She graduated from Wimbledon Art School in Fine Art. In 1988, she moved to Asia curious to explore its practically unchartered art scene. She calls Beijing her home, where she lives since 1992, and is one of the foremost authorities on China’s contemporary art scene, both in China and abroad. Karen Smith also curates exhibitions, including The Real Thing, Tate Liverpool, 2007, and Chinese Photography and Video, Kunstmuseum Wolfsburg, amongst others. She is also on the advisory board of Three Shadows Photography Art Center in Beijing.
The author will show the works of Wang Guangyi, Geng Jianyi, Fang Lijun, Gu Dexin, Li Shan, Zhang Xiaogang, Xu Bing, Zhang Peili, and Wang Jianwei.
Timezone 8 Limited is a Hong Kong based publisher, distributor and retailer of books on contemporary art, architecture, photography and design.
In collaboration with Asia Publishers Service • HONG KONG
August 2nd - Saturday (time to be announced)
One Couple Two Cultures: 81 Western-Chinese Couples Talk about Love and Marriage • A presentation by the Author, Dan Waters
NEW POCKET SIZE EDITION BY MCCM CREATIONS
There are those who believe a Western-Chinese marriage is no different, say, to a blond marrying a red-head, although there are others who are more cautious and say that two sometimes antagonistic cultures inevitably add heat to the mix and an added dimension to marriage. There are also opposing views and beliefs having been raised on different codes of conduct and varying lifestyles. After marriage what sort of lifestyles do such couples lead? There can be compatibility and communication problems, not just with each other, but also with in-laws and partners' friends. What cuisines do they prefer? How do they raise their Eurasian children?
While a certain amount has been written about Blacks married to Whites, and Whites to Pakistani, and so on, next to nothing has been written about Westerners married to Chinese. Researched and written by Dr Dan Waters, who can claim approaching half a century of actual experience in such a marriage, is the best person to research the subject of mixed marriages.
One Couple Two Cultures is based on original research of eighty-one couples involving among others Chinese from the People's Republic of China and Caucasians of different nationalities. Examples included in this book are of both successful and not-so-successful unions.
Dan Waters was born in 1920 in Norwich, England, a city of pubs and churches. 'There's a pub for every day of the year and a church for every week'. He's now 88 year old and a whole life of experience. Dan and his Hong Kong Chinese wife, Vera Chan, were married on the Queen's Birthday in 1960, and they have lived together in Hong Kong ever since.
THE PUBLISHER
Since going into book publishing in 2001, the aspirations of MCCM Creations in books have not changed: a wish to bring to you original and inspiring books from creators who share a passion in books as well as having a strong desire to explore new concepts and visualise their experiences, stories and perception in their medium of preference - words, images, sound etc… who often take them across boundaries of illustration, visual art, design, architecture, photography, culture, socio-culture, and literature. Their titles have ‘crossover’ appeals to different age groups and interest groups. MCCM is owned by Mary Chan.
Event Co-Organized by MCCM Creations
August 3rd - Sunday - 18.00
China: Portrait of a Country A book launching presented by Pulitzer-winning photojournalist Liu Heung Shing
China: Portrait of a Country is a landmark on the history of publishing. Initially a book on photography it brings the whole history of a country from the past 60 years to a vivid and close-up form. After a research that took more than 4 years, Liu Heung Shing shows the work of 88 Chinese photographers who gave their perception along the extraordinary hardship that makes way to the humanistic course of this immense country. A document that will make its own life on the standards of gradual change and a monument on the passion of photography. When China opens the curtain at the summer Olympics in 2008 and the world’s focus falls upon Beijing, these images will serve to map out the remarkable road the Chinese have traveled to rejoin the rest of the world and the process by which China navigated the path from periphery to a central position in the world.
Liu Heung Shing’s journalistic involvement with China runs parallel with the development of the People’s Republic. Following the 1979 China-U.S. diplomatic normalization, Liu was Time Magazine’s first photojournalist based in Beijing. His first story was on the death of Mao Zedong. He has worked as a foreign correspondent for the The Associated Press in Beijing (1979-1983), Los Angeles (1983-85), New Delhi (19851-89), Seoul (1989-1990) and Moscow (1990-1993). Liu is the author of China After Mao (Penguin 1982), and USSR: Collapse of an Empire(Associated Press 1992). In 1992 he shared the Pulitzer Prize for Spot News Photography on the coverage of the Soviet Union, and in 2005 French Photomagazine named Liu Heung Shing one of the 100 most influential figures in contemporary photography.
THE PUBLISHER
TASCHEN is an art book publisher founded in 1980 in Germany. Taschen has been a noteworthy force in making lesser-seen art available to mainstream bookstores. Bringing this art into broader public view, by publishing potentially controversial volumes alongside its more mainstream books of comics reprints, art photography, painting, design, fashion,advertising history, film, and architecture. TASCHEN's mission is to choose the most interesting, important, and pertinent subjects within a delectable range of disciplines, to make beautiful, unique and high-quality books.
Co-Organized by TASCHEN • Hong Kong
SUPPORTED by BAMBU SOCIEDADE DE ARTES LIMITADA
ALBERGUE - CALÇADA DA IGREJA DE SÃO LÁZARO, 8 - MACAU
Bookmarkers: Albergue, Art, Bloom Encounters, Bloom Exclusives, Buenos Aires, Editoras / Publishers, English, Macau, Photography, Taste it
Eu ouvi-te bem, mas não quis ligar. "Leva a 200", disseste tu. Eu só levei a 50. Era só o que tinha. Não lhe disse que não tinha nenhuma 200, que não tinha dinheiro para a comprar. Ainda.
Eu penso sempre que uma 50 é boa para tudo. Para o bom e para o mal. Não se inventa, vive-se a cru. É como se não tivessemos máquina nenhuma. Como se o nosso olhar bastasse e os nossos bolsos, em contínuo, guardassem as imagens que vamos retendo na necessidade de piscar os olhos.
Isto é tudo teoria, porque a prática é bem diferente. E quando se tem de fotografar uma corrida em que os homens usam os animais, em que o que a rodeia é um charco de lama, já se sabe onde vamos parar. Mas isso não importa, faz parte dos prazeres desta vida e eu agradeço. Furar. Entrar pelo buraco da agulha e estar lá ao pé do relógio e das coisas que acontecem. Olhamos pelo rectângulo da máquina e vivemos momentos únicos em que a beleza da vida se veste por pequenas linhas e formas, encavalitada na velocidade da nossa mente. Essa é a vertigem do real. É um desafio, podermos ter isto para contar mais tarde. Contá-lo como uma recordação que guardamos para nós. É um contacto intímo com o mais profundo do nosso ser. Não há mais ninguém ali e no entanto estamos em plena convivência com tudo o que existe no mundo.
Eu estava na lama a fotografar. Enfiado até aos joelhos, com o galope a entrar-me no obturador, a ocupá-lo de ponta a ponta, e sem nenhum esforço a levá-lo comigo para o tempo eterno, emprestando-o a todos aqueles que não podiam estar no meu lugar, naquele preciso instante. Sorridente porque a 50 me permitia ter aquele sabor. Estar ali perto, com o segurança lá atrás aos gritos a proibir-me e a chamar um milhar de outras pessoas que queriam zelar pela segurança dos acontecimentos, mas que se punham de olhos bem abertos para ver aquilo que eu estava a fazer. Não ali, não àquela hora, mas mais tarde, num impresso inter-planetário que iria escovar as costas do mundo.
Quando voltei e passei as imagens para o teu ecrã ficaste a imaginar como era possível aquilo tudo com uma 200. Não te expliquei. Deixei a dúvida a pairar. Ainda tinha as calças sujas, duas manchas que marcavam a fronteira da minha audácia e o chão do teu escritório cheio de terra. E porque sei que percebes o que é a verdade, sorriste comigo e reviveste aquele pequeno passado que a partir dali deixava de ser só meu.
Bookmarkers: Contos/ Short Stories, Mundo / World, Photography, Português
No final da manhã, conquistado o Terreiro do Paço pelos revoltosos, encontrar-se-á em cima de um "palanque apropriado" que o capitão Salgueiro Maia lhes oferecera, a si e a meia dúzia de outros companheiros privilegiados, para que não perdessem "pitada da operação militar.
É aí, do meio de uma coluna blindada, em pé num Unimog transformado em "verdadeira tribuna ambulante e ao vivo", que Carlos Gil testemunha e dá testemunho, em dezenas e dezenas de fotografias, do "primeiro acto de explosão popular do 25 de Abril". Quando vê correr na sua direcção "de cada canto, primeiro dois, três, vinte, agora cem, mil... uma multidão" de cidadãos que "como formigas" avançavam aos gritos para saudar "soldados e jornalistas".
"Do alto do Unimog", o fotógrafo lança o olhar e a lente da máquina sobre o formigueiro que engrossava por toda a Praça do Comércio, e recorda imagens idênticas "vistas clandestinamente em filmes de Eisenstein, rodados na Praça Vermelha de Moscovo". A multidão acompanha a coluna até ao Rossio, sobe com ela até ao Largo do Carmo, incita-a nas longas horas do cerco, aplaude Maia e Spínola, corre à Rua António Maria Cardoso a vaiar a PIDE, ruma, sem sono, até Caxias para receber os presos políticos.
De cada momento a máquina de Carlos Gil fixa a luminosidade, regista a temperatura humana. É, para o fotógrafo e para o cidadão, "o início de uma longa caminhada". Que cidadão e fotógrafo hão-de fazer juntos, até ao último dia de vida, afinal bem curta como mais uma vez aconteceu a quem os deuses amam.
[POR ADELINO GOMES]
SOBRE O AUTOR
Para Carlos Gil o teatro foi a sua paixão, antes de se profissionalizar noutra área distinta. Em 1968 trocou Direito (frequentava o 4.º ano da licenciatura) pelo jornalismo, entrando para A Capital, onde se iniciou, mais tarde, como fotojornalista.
O 25 de Abril encontrou-o na revista Flama, onde se manteve até 1977, ao mesmo tempo que ensaiava colaborações na imprensa portuguesa e estrangeira. Além desta revista e daquele diário diversos jornais portugueses e estrangeiros publicaram os seus textos e fotografias. De 1990 a 2001 (o ano da sua morte) Carlos Gil foi editor fotográfico da revista Tempo-Livre .
Colaborou em televisões e jornais com crónicas sobre a guerra do Golfo e as eleições de 1995 no Iraque (RTP, TSF e SIC) e o 10.º aniversário do 25 de Abril (guião e entrevistas para a Radiotelevisão Belga). Tem fotos publicadas em diversas obras de referência.
Um Fotógrafo na Revolução, de Carlos Gil • EDITORIAL CAMINHO
Bookmarkers: Livros / Books, Mundo / World, Photography, Português, Revolución
Since 1994, Chinese artist Liu Zheng has been working on his ambitious photographic project The Chinese. Inspired by the examples of August Sander and Diane Arbus, he has captured a people and country in a unique time of great flux. Liu seeks out moments in which archetypal Chinese characters are encountered in extreme and unexpected situations. His photographs are divided among a number of topics which betray a dark vision, albeit one that is laced with mordant humor. His main subjects to date have included street eccentrics, homeless children, transvestite performers, provincial drug traffickers, coal miners, Buddhist monks, prison inmates, Taoist priests, waxwork figures in historical museums, and the dead and dying. This is the first monograph of his work to appear outside China.
ABOUT THE AUTHOR
One of China's most widely exhibited contemporary artists, Liu Zheng was born in 1969 in Wuqiang Hsien in Hebei province and grew up in Datong, a mining town in Shanxi province. After studying optical engineering at Beijing Technology Institute, he served as a professional photojournalist for Workers’ Daily from 1991 to 1997. Liu Zheng’s work has been included in such major presentations as the Venice Biennial, the Rencontres d’Arles photography festival, and Strangers: The First ICP Triennial of Photography and Video.

The Chinese, by Liu Zheng
With an introduction by Christopher Phillips, an essay by Gu Zheng and an interview with the artist.
• STEIDL • 120 TRITONE PLATES • HARDCOVER WITH DUST JACKET • 176 PAGES • PUBLICATION DATE: APRIL 2004
Bookmarkers: China, English, Noise, Photography, Vida / Life





