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New turn

It's obvious that something is going to change and life will be for the better. When you have a smarter person driving, the wheel turns with greater directions and the tiny road ahead becomes a horizon full of opportunities, with endless fields to grow. Here or there the clock and the heart are beating in the same way. We're on the same machine, an engine to make a better world!
[BLOOGGING WITHIN THE AIR OF THE CITY - USING: BLOGWRITER LITE and iPHONE]

Third on the verge

Slightly near Rua do Campo, there's a low flow of a web signal you can catch if you're lucky enough and if the gadget you're using has a wide open mouth. It comes like the wind, no passwords, no special adjustments to enter. It's right on the corner of Cafe E.S.KIMO, a franchisable local brand of places spread around the city and its overshadowed islands. Sometimes WIFI is just around the block and you don't need to squeeze yourself to get in. Stand there and breath it.
We're on the street blogging. People passing and the wheels of the traffic clashing on the tarmac. It's Saturday morning in Macau. Bloom is waiting for spots to grow and build the most Beauty Fool place in town. Stay tuned!
TOOLS USED: BLOGWRITER LITE [software] and iPHONE [hardware]

Second mobile post

If you go up to the Se Cathedral and turn left, going down through Travessa do Bispo, towards S. Domingos Street, just on the middle, there's a hairdresser called 'Base Hair Culture'. Just hang there on the door, you can seat at the window outside, and you'll find another free hotspot. By the way, go inside and use their services. They do it very well and Man, the owner, who had learned his metier in Paris, the land of coiffures, is a great guy to be with, you can chat with him all along and discuss the meaningful wonders of Macau and the world. And believe me, you are in good hands.
Cheers!

First mobile post

On the road it's very easy to blog. You just need to get to a wireless hot spot and start working your ditches. I'm just finishing my espresso on a Cafe near Senado Square. It's Ou Mun, a Portuguese coffee shop, on the small alley upwards to the Se Cathedral. Once inside ask them for the password access. It's free!
CTM, the local internet provider, offers different WIFIs around the city, but you have to pay for it and slash into a more complex process to get online. We'll track down here, places where you can tune up the web to your mobile device for free. We use iPhone, there's nothing better for it. Have a nice day!

USING: BLOGWRITER LITE and iPHONE [photos and text]

Barão de Amesterdão

Desato-lhe os cordões das botas. Tiro-lhe as meias. Estão transpiradas. Pego-lhe nos pés. São já do tamanho dos meus. Cheiro-lhos. Como se ele fosse um cristo ignoto e eu uma virgem mãe. Beijo-lhe o sinal que tem no dedo mais pequenino do pé esquerdo. Digo Gosto tanto do cheiro dos teus pés. Ele não responde. Limita-se a sorrir, mostrando os dentes novos, definitivos, enormes, que lhe estão a crescer na boca. Pergunto Achas que sou maluquinha por gostar do cheiro dos teus pés? Ele volta a sorrir. Atira-se para trás. Suspira. Depois responde. Um pouco. Acho que és uma mãe um pouco louca. São estas as exactas palavras que lhe saem da boca. Volto a pegar-lhe nos pés. Esfrego-os no meu rosto. Às vezes, muitas vezes, tenho a sensação de o sufocar com os meus gestos. Não sou capaz de não lhe tocar. Tantas vezes que desejo ter um ventre enorme elástico onde ele novamente se aninhe e sossegue. Tenho por ele, mais do que por ela, um amor táctil, quase obsceno. Chegará um dia em que ele não me deixará cheirar-lhe os pés, nem me contará os sonhos, nem me pedirá ajuda para colar cromos na caderneta. Estranhará a minha nudez, esconder-me-á a sua. Abrirá assim fissuras irreparáveis na nossa intimidade. Deixarei de me reconhecer no seu corpo, nos olhos, na boca, nas mãos, na sua pele de maltês e andarilho, escura como a de um cigano. O seu corpo deixará de ser o meu corpo.
(acho sempre que não me sobra amor para outro filho.)
[Barão Trepador por Ana de Amesterdam23 JUN 2008]

The right and the truth

Don't miss these cuts from a documentary on Philip Roth. It came to us from The Elegant Variation by Mark Sarvas. We keep an eye on him every day. The last of The Elegant Variation is highlighted on the right-side bar of Bloomland in Head On.
[YES, DON'T MISS IT!]

1000th birthpost

As time passed by we missed the first anniversary of our blog. It went on last Saturday - Oh dear we left the bottle of champagne on the freezer! - and we didn't notice it. Yes, one year after we got to this humble stage and now we sail. Lights on. Clear throat. And we sing. "Happy birthday to you, happy birthday to you..."
But that's not all. The best of it, if we were kind of fundamentalist we would get drunk tonight just for that, it's that this post is the thousandth time we bother to come here write something. Yes, 1000! Fuck, that's a lot!
[SIM, NO DIA 15 DE MARÇO ESTE ESPAÇO FEZ UM ANO DE VIDA.]

Da repentina cegueira

E aqui ao lado está o Blog de Fernando Meirelles, autor de Cidade de Deus e The Constant Gardener, sobre o seu último filme: Blindness (Ensaio Sobre a Cegueira) baseado no romance homónimo de José Saramago. Tem apenas 5 entradas até ao momento, mas é de todo importante seguir os relatos que são escritos durante a realização e a produção do filme, que irá ser estreado no próximo ano.

Para meu desespero, estava enganado. Ele está interessado sim, perguntou várias vezes quando ficaria pronto ou quando poderia assistir algo. Depois do nosso encontro, me mandou um e-mail dispondo-se a colaborar caso eu precisasse e dizendo-se totalmente confiante em relação ao nosso trabalho. Antes não estivesse tão confiante assim, o risco de uma grande decepção seria menor. Sei que nenhuma projeção desse filme será tão tensa quanto a que farei para apresentá-lo ao autor da história.
em DIÁRIO DE BLINDNESS por Fernando Meirelles

Play Blog!

Blogger has introduced a new feature to its long list of innovations: the "Blogger Play".

Click on "play" and you can see the pictures from all over the blogosphere that are being updated at that moment. You can forward and rewind through the images, and if any catches your eye just click on it and follow its link. Have fun!

Today is a special day!

We're going to reach the 10000th visitor. If you are the one, if you see the number 10000 on the right side of this Blog, just bellow the visitors tag, send us an email and we'll send you a gift wherever you are. We'll trust your word.
THANK YOU FOR LET IT HAPPEN!

Importa-se de repetir?

a. said... in "A heronia dos símios""

E porquê este título? Pode alguém perguntar.
Bem, quanto a mim, há na raíz do ser, algo que nos aproxima de todo o conjunto dos símios, do qual por vezes, dadas as nossas condições genéticas, não nos conseguimos livrar, que justificam acções que de outra maneira, se fossemos matemáticos, ou mecânicos, não existiriam. Quer dizer que ao exprimirmos o contrário daquilo que na verdade significamos, que nos representa, e que pode ser apenas a imagem que os outros têm de nós, estamos a ocultar, depreciando ou engrandecendo, toda a nossa verdade. E isso dá-nos conforto, não nos responsabilizando pelos nossos actos de símio. Daí até à mistura com a palavra herói foi um passo.
O documento fotográfico, histórico, vive muitas vezes deste subterfúgio. Como se quisesse demonstrar no seu corpo visível de imagem, mecânico e matemático, todas as discrepâncias de um passado que ajudou a inaugurar.

Ok, mandem-me calar!

Gurrilla Girl

Estava escuro e eu estava à espera de alguém, na rua onde fica a minha casa. Um bairro com árvores e edíficios cúbicos, baixos. Quando digo escuro, a única coisa que se via era o meu isqueiro que estava aceso para iluminar uns papéis que tinha na mão. Um isqueiro ou uma luz a pilhas, daquelas de campismo. Já não me lembro. O que se ouvia era um pouco de frio húmido que passava e as minhas mãos a remexerem nos papéis. Que pareciam de rebuçado, mas não eram.
Pouco depois, do outro lado da rua, algures na escuridão, uma voz feminina, que trazia uma pistola e me queria matar. Falava com alguém ou sozinha. Parecia
que falava com o pai. E queria disparar para cima de mim. Do escuro, para a
minha presença iluminada por um isqueiro ou uma pilha feita de luz.
E disparou. Bang. Disparou seis vezes. E não acertou nenhuma. Porque eu me desviei. Ou porque talvez tivesse falta de pontaria.
E daí não sei bem, se me acertou. Se calhar acertou-me em cheio. Matou-me!
Só que eu ainda aqui estou, ainda consegui vir aqui contar a história, por isso talvez não esteja tão morto como isso. Talvez ainda esteja vivo e com coisas para fazer.
Lembro-me de a ouvir e a última coisa que ela disse foi: "Anda, este já está!"
Estava furiosa e queria matar todos os homens que se portam mal com as mulheres, pensei eu, mesmo assim pode ainda ter sido o que ela rugiu antes de desaparecer por completo. Era uma redentora, uma gurrilla girl. E eu conhecia-a de qualquer lado. A ideia da cara dela, no meio da escuridão, com aquela voz, não me era estranha. Ou mesmo o cheiro a molhado.
Não sei, posso estar errado.
[Escrito há muito tempo e encontrado aqui.]

Está bem e recomenda-se

O Sínico, de José Carlos Matias. Um blogue sério feito por quem sabe pensar. Da lista de favoritos.

Da importância dos Blogues

Não queria sair daqui hoje sem falar de toda esta informação que navega e que, sem medo, se vem pôr em frente aos nossos olhos. Não é um fantasma isto da Internet, isto dos Blogues. Já falei hoje do DIAS FELIZES, mas não quero deixar de referir outros espaços, porque de certo modo vêm todos ligados - ligados a mim - de onde sai aquilo a que eu chamo, nunca chamei mas estou só agora a contextualizar, de intuições de criança, aquilo que se adquire sem aprendizagem. Quer dizer, aquilo que se apreende e que salta cá para dentro sem esforço, porque se cola a nós, àquilo que nos faz e que nos forma. Não sei se me explico bem. É quase como olhar para um espelho, a questão do reconhecimento.
Talvez mais para a frente volte a este post e o complete com mais detalhe, com mais tempo, porque o merece.

  • ERRÂNCIA de Lídia Aparício - Descobri-o há pouco tempo, mas logo me despertou os sentidos, todos eles. E senti-me bem, com as palavras, com as imagens, talvez com a melancolia de um tempo qualquer que passou ou que ainda está para chegar.
  • PÉ DE VENTO de Paulo Esteves - Que dizer? Imagens belíssimas que habitam a poesia dos nossos olhos, como o nosso abrigo.
é a tempestade que define o sentido da casa - como abrigo, como calor. e o vento que te leva é o mesmo que te traz de volta. não como alguma coisa que exista no exterior de mim, mas como algo que me habita e me possui: uma matéria insana, fundente"
"Casa" - 25 de Novembro de 2006, às 22:25.
  • SINCRONICIDADE de Luciana Melo e Vítor Real Barros - Foi de lá que retirei a imagem do Caravaggio do post anterior.
  • ARQUIVOS MORTOS de Sérgio Lavos - Lembro-me do Japão quando entro aqui, lembro de um certo nevoeiro, de vozes. E quase que consigo ver as vozes por entre o nevoeiro...
  • SETA DESPEDIDA de Alexandra Barreto - Guardei para último aquele que acho ser a maior referência do que quero deixar passar com esta lista. A Alexandra desapareceu, desde 31 de Outubro que não escreve, deixou mesmo assim o email. Dela retiro a mesma sintonia de que quando olho para o céu e vejo as nuvens a passar, entregando-me a elas. Aprendo a viver melhor lá no alto. A intuir o que me rodeia e o que me desperta.
    Para quem só agora aqui chegou, a este mar de letras que se escrevem, aconselho a leitura completa do Seta Despedida. Para quem o fizer tenho a certeza de que o seu mundo não será mais o mesmo.
Gosto muito de conhecer rotinas de escritores, principalmente quando estes se dedicam inteiramente à escrita.
As horas a que se levantam, o que tomam ao pequeno-almoço, o número de páginas que conseguem escrever diariamente, os períodos mais produtivos durante o dia, o que fazem durante as pausas da escrita.
Como se uma espécie de segredo da criação pudesse residir oculto sob os pormenores mais banais, as superfícies isentas de acontecimentos marcantes, as regularidades mais previsíveis.

Nunca li nada de James Ellroy, o autor do romance que inspirou o filme A Dália Negra.
Mas, numa entrevista publicada no Y de sexta-feira passada, Helen Barlow perguntou-lhe o que costumava fazer num dia normal e ele respondeu isto:

«Levanto-me, bebo duas chávenas de café, sento-me e trabalho, faço mais café, exercício e alguns alongamentos, como alguma coisa, durmo uma soneca, sento-me e trabalho um bocadinho. Talvez vá visitar amigos ou falo ao telefone à noite com alguém. Muitas noites fico simplesmente deitado no escuro.»
"No Escuro" - 8 de Outubro de 2006, às 23:40.

Agradeço ainda a referência do Pedro Correia ao nosso espaço. Em tempos idos chegámos a partilhar contiguamente o mesmo espaço de trabalho. No tempo da Velha Senhora, em mil novecentos e troca o passo.



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