Criar o galo do vizinho

O nosso vizinho, o da porta ao lado, pode transformar-se, de repente, num fanático, num fundamentalista. Porquê? Como?

Este livro é uma análise explosiva de um dos mais assustadores fenómenos do nosso tempo. As pessoas não buscam aliados quando amam, fazem-no quando odeiam ou ficam obcecadas com uma causa. Um fanático é, pois, alguém que está disposto a sacrificar a vida, se necessário, pelas suas crenças.
Este livro é um clássico, permanecendo ainda mais relevante hoje do que quando foi publicado pela primeira vez, em 1951. Escrito num contexto histórico em que o comunismo e o nazismo eram as referências tutelares do fanatismo, o livro conseguiu atingir um alcance intemporal pela forma como demonstra o papel decisivo que estas pessoas têm num movimento de massas.

A fé numa causa sagrada é em grande medida um substituto para a fé que perdemos em nós próprios.
Quanto menos justificação um homem tiver para reclamar a excelência em si mesmo, mais preparado estará para reclamar toda a excelência para a sua nação, religião, raça ou causa sagrada.
O homem tem tendência a meter-se na sua vida quando esta é digna disso. Quando não é, tenta esquecer-se da sua vidinha insignificante para se meter na dos outros. Esta atitude traduz-se na má-língua, na bisbilhotice e na intromissão, e também num interesse fervoroso em assuntos comuns, nacionais e raciais. Ao fugirmos de nós próprios espreitamos por cima do ombro ou atiramo-nos ao pescoço do vizinho.
A nossa frustração é maior quando temos muito e queremos mais do que quando nada temos e queremos algo. Estamos menos insatisfeitos quando nos faltam muitas coisas do que quando parece faltar apenas uma.
Eric Hoffer
Autodidacta norte-americano, Eric Hoffer nasceu em Nova Iorque em 1902, descendente de imigrantes alemães. Trabalhou no campo, em restaurantes e até na estiva, ao mesmo tempo que lia compulsivamente. Apesar de ter estabelecido a sua reputação com a obra que agora se publica, escreveu mais nove livros, entre os quais se destacam “The Passionate State of Mind” (1955), “The Ordeal of Change” (1963) e “The Temper of Our Time” (1967). No ano da sua morte, em 1983, foi condecorado com a Presidential Medal of Freedom. É considerado um dos maiores pensadores americanos do século passado, dando nome a um prémio literário que visa distinguir a escrita de grande mérito.

Do Fanatismo – O Verdadeiro Crente e a Natureza dos Movimentos de Massas,
de Eric Hoffer

Guerra e Paz • Colecção A Ferro e Fogo • 2007

1 Comment:

  1. peter said...
    Hi Nice Blog. I had a girl friend i like to meet her i just waiting for Egypt visa for about 2 months........

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