Tribuna de Macau

“BLOOM” E “BOOKACHINO” ALARGAM OFERTA EM MACAU
Novas livrarias procuram cativar comunidades lusófona e anglófona
“Bloom” e “Bookachino”, as duas livrarias que recentemente abriram portas em Macau, pretendem aproximar as diferentes comunidades do território e satisfazer a crescente procura de livros. Para já, o público tem respondido bem à dupla aposta.

“Esperamos que os livros possam ser uma ponte entre culturas, como a própria imagem de Macau”, explicou ao JTM Rose Lynch, funcionária da livraria “Bloom”, inaugurada a 18 de Fevereiro.

Tentando juntar as comunidades chinesa, lusófona e anglófona, a “Bloom” vende livros em português, traduções inglesas de autores portugueses, obras chinesas traduzidas para inglês e, futuramente, também para a língua de Camões. Situada no Largo do Pagode do Bazar, na zona central da cidade, a livraria dedica especial relevo às obras de Literatura, Filosofia, Arte, Design, Arquitectura ou Ambiente, seja na China ou no universo lusófono, por forma a apoiar a “relação entre as diferentes culturas de Macau e a China”, afirmou Rose Lynch. Por isso, a loja dá prioridade a diferentes vertentes culturais, procurando “criar algo alternativo ao aspecto comercial de Macau e assinalar a necessidade de conservar a sua herança cultural”.

“Macau está a desviar-se para um caminho mais comercial totalmente centrado no negócio”, lamentou a funcionária de 22 anos, que se define como uma “cidadã irlandesa de Macau”. Rose Lynch nasceu em Macau, mas cresceu “um pouco por todo o lado, como uma criança global”, antes de regressar ao território há nove anos. Hoje, divide-se entre a livraria e o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, onde ensina inglês.

Menos de um mês depois da inauguração da “Bloom”, Rose Lynch considera que têm tido um bom número de visitantes, “principalmente amigos e transeuntes” que não deixam de ser atraídos pela fachada vermelha que contrasta com os edifícios vizinhos.

PARCERIA COM A “+853”. Independentemente do seu carácter pessoal e comercial, o projecto da “Bloom” está estreitamente ligado à Associação Cultural +853, criada no ano passado.

Para além de partilharem instalações, livraria e associação perseguem o mesmo objectivo fundamental - “elevar a cidade como uma marca de criatividade na região”, sublinhou António Falcão, membro da +853.

“Tanto a ‘Bloom’ como a +853 pretendem ser o eixo de actividades e eventos que estimulem a iniciativa, desafiando as pessoas a uma atitude mais criativa relativa a esta cidade e lançando a raíz para que possam depois por si estabelecer as suas próprias ideias”, esclareceu, para salientar o empenho da parceria na formação de “uma rede de interactividade” que ficará ao serviço da população de Macau.

Organizar, apoiar e participar em aulas, eventos, espectáculos, exposições, competições, concursos, colóquios, conferências, seminários, workshops e outras iniciativas são alguns fins inscritos nos estatutos de uma associação cujo plano de actividades deverá ser apresentado a breve prazo.

Já no que respeita à livraria, este mês deverá ficar assinalado com o lançamento dos livros “Diário da Guiné”, de António Graça de Abreu, “The Black Book of Falling - Comic Drawings”, de Peter Suart” e dos novos “City Notebooks” da Moleskine.

“A ideia base da ‘Bloom’ como livraria é prestar um serviço à população de Macau, essencialmente aos leitores de inglês e português, facultando-lhes o acesso ao vasto mundo dos livros, tornando-o mais largo. A ‘Bloom’ faz apenas a ligação entre as duas partes, apresentando-as e unindo-as”, afirmou António Falcão.

Salientando que a livraria pretende “dar grande importância” às obras de autores de língua portuguesa traduzidas para inglês, o mesmo responsável sustentou ainda que, pelo menos teoricamente, a “Bloom” poderá prestar um serviço de encomendas de todas as obras publicadas em Portugal e de milhares de títulos da rede de editoras internacionais de língua inglesa. Brevemente, este serviço irá também funcionar via internet.

VARIEDADE EM INGLÊS. Também a dar os seus primeiros passos está a livraria “Bookachino” que, porém, concentra-se sobretudo na oferta de obras em inglês, servindo assim o seu principal público-alvo - os executivos das principais empresas de Macau, vindos da Austrália, Nova Zelândia, América ou Reino Unido.

Atendendo ao perfil dos seus principais clientes, a livraria procura disponibilizar uma grande variedade de livros especializados, nomeadamente em economia, para além de obras de autores locais nas línguas inglesa e chinesa.

Em funcionamento desde 6 de Janeiro, a livraria, propriedade de Jason Broome e Shonee Mirchandani, tenta suprimir a necessidade de livros de língua inglesa.

“O nosso negócio tem sido prova disso”, afirmou ao JTM o gerente da “Bookachino”, Phillip Veqa.

Apesar da ausência de publicações em português, não são raros os clientes luso-falantes que procuram a nova livraria. Segundo Phillip Veqa, os portugueses procuram, principalmente, “livros de culinária e grandes edições especializadas sobre arte”. Os livros em português não foram uma aposta porque “já existe uma livraria portuguesa e não valia a pena explorar esse mercado”, acrescenta Veqa.

A livraria, estabelecida no NAPE, planeia desenvolver uma zona destinada à leitura e uma pequena secção de comida e bebidas. “O café combina com os livros”, explica o gerente, originário das Filipinas mas a residir em Macau há cerca de dois anos.

Por outro lado, a “Livraria Portuguesa” parece não recear a concorrência. Segundo Cristina Lai Mei Ieng, gerente da livraria, o estabelecimento “sobrevive há 22 anos” e “tem “clientes habituais que não vão deixar de o frequentar”.

Mais de sete anos após a transferência de soberania de Macau, Cristina Leng acredita que a livraria continua a servir os portugueses, nomeadamente em obras especializadas relacionadas com o Direito, cuja procura tem vindo a aumentar.

A gerente sublinhou ainda que tem aumentado o volume de vendas de livros de aprendizagem da língua portuguesa para estudantes estrangeiros.
por Laura Bastos / JTM ● 07 MAR 2007

1 Comment:

  1. vitório rosário cardoso said...
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