E não vou dizer mais vez nenhuma!

Há muito para escrever, eu sei, é preciso. Isto anda assim assim. Não tenho muita vontade de olhar para o mundo e desatar para aqui a dizer coisas sobre ele... não tenho jeito para isso. Imediatamente. Mais tarde se verá. Por agora deixo aqui os restos de um livro da QUASI:

... Claro que Saramago também não diz coisa com coisa, mas, ocasionalmente, faz-nos pensar, pensar de facto. Quando ele diz "a Democracia ocidental está ferida de morte.", nós pensamos "o homem é parvo". Quando ele pede "uma revolução das consciências", nós pensamos "o homem é doido." Quando ele garante que vivemos numa "plutocracia", que como todos sabem é um regime dominado pelo cão do Mickey, eu penso que é altura de oferecer um computador ao Ernesto e esperar pela respectiva obra. Não que o Ernesto não tenha já obrado - a Caminho é que ainda não publicou.

Chama-se "Selecção Nacional" e são as crónicas de Alberto Gonçalves - não sei muito bem quem é o Alberto Gonçalves mas vou averiguar e já cá venho! Caso não saibam, a QUASI tem livros muito bons.

Outro dos livros que gosto da QUASI é o "Albas" do Sebastião Alba. Organizado por Maria de Santa-Cruz, este volume é uma colecção póstuma e fragmentária do espólio do poeta que morreu um dia atropelado numa rua de Braga. Cabem nele “cartas, poemas, bilhetes, rascunhos, crónicas, pensamentos, irónicas meditações” que o poeta de “A Noite Dividida” dispersou por familiares e amigos e que Maria de Santa-Cruz organizou por afinidades temáticas. É um livro que gostariamos de ver na BLOOM. Sebastião Alba a certa altura da sua vida resolveu abandonar o conforto de uma casa para ir viver para a rua como um mero sem-abrigo. Foi aí que escreveu, foi aí que morreu. Tinha sessenta anos.

Sebastião Alba era o pseudónimo de DINIS ALBANO CARNEIRO GONÇALVES, poeta moçambicano, dizem alguns, mas na verdade nasceu na cidade onde morreu, em Braga. Será que era alguma coisa ao autor de "Selecção Nacional"? Fica a pergunta no ar.

6 Comments:

  1. isabel said...
    O Sebastião Alba faz parte da minha vida de estudante, da Braga onde vivi...
    antónio said...
    Ah sim? Bem podias escrever sobre ele!
    isabel said...
    Já escrevi, de alguma maneira, aqui há uns posts atrás. Não era ele, Sebastião, mas outro Alba. De qualquer maneira, fica prometido. Escreverei sobre ele, com palavras. (Já escrevi com sons, quando se foi embora).
    antónio said...
    E o que se faz num dia tenebroso como hoje?
    isabel said...
    Pintam-se paredes, arrumam-se livros, tira-se o pó à vida!
    antónio said...
    Isso dá sempre os seus frutos, tirar o pó à vida, caso contrário ela pode apodrecer.

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